domingo, 10 de março de 2013

A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE E DEUTERONÔMIO 28:1-14




O ESTUDO A SEGUIR É PARTE INTEGRANTE DO MEU LIVRO "AS DUAS FILHAS DA SANGUESSUGA: UMA RESPOSTA BÍBLICA À TEOLOGIA DA PROSPERIDADE", AINDA A PUBLICAR


Introdução

Um dos baluartes da Teologia da Prosperidade é o que o seu próprio nome já diz: “prosperidade”. Quando é ressaltado que o crente possui plenos direitos às riquezas celestiais, não se está falando de perdão, de amor, de misericórdia, de justificação, de solidariedade; o assunto real é: ter e obter saúde total, felicidade plena e prosperidade financeira. É sobre este alicerce – acrescentando-se o combate às hostes malignas infernais – que os pregadores desta teologia se fundamentam. Sem essa tríade, o discurso da Teologia da Prosperidade perde a sua força, o seu vigor.
            Neste capítulo, iremos analisar o maior, mais pregado e mais perseguido elemento dessa tríade: a prosperidade financeira. Os adeptos desta teologia tem uma enorme sede por prosperidade, por ter as melhores casas, os melhores empregos e os melhores carros. Eles tomam posse daquilo que compreendem como o melhor de Deus para os seus filhos, aquele melhor que Cristo já conquistou na cruz. Esta sede insaciável pelo melhor de tudo parte, principalmente, de uma visão completamente equivocada de prosperidade, uma ausência total de parâmetros bíblicos para a prosperidade do crente. Esta visão equivocada, aliada ao desejo de ter sempre mais e melhor, gera doutrinas distorcidas e atitudes totalmente fora dos padrões de Deus, como veremos a seguir.
            A ideia que se tem de prosperidade está estreitamente relacionada aos bens materiais[1]. Aqueles que querem fundamentar a sua doutrina com alguma base bíblica estão sempre aludindo a personagens como Jó, que, segundo dizem, era financeiramente próspero. Aquele que não possui muitos bens materiais, que vive uma vida simples, que anda de ônibus e paga aluguel, jamais poderá dar testemunho de prosperidade, por mais fiel a Deus que seja. A vida próspera só pode ser medida pela quantidade de dinheiro que se tem ou pelo poder de compra de cada um. Desta forma, as igrejas da prosperidade estão lotadas de pessoas que clamam a Deus por dinheiro, que são capazes de vender todos os seus bens, de se desfazer de todas as suas posses para dá-las de oferta ao pastor, porque ele garantiu que, por esta prova de fé, eles receberiam do Senhor duas ou cem vezes mais.
            Contrariando uma quantidade considerável de mandamentos bíblicos, como “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra...” (Mt 6:9), esta visão distorcida de prosperidade perpetrada por essa teologia estimula o acúmulo de riquezas. A prosperidade passa a ser um processo pelo qual acumulamos para nós bens materiais que nos darão status, tanto social quanto espiritual. Quanto mais riquezas o crente acumula, mais ungido e santo ele é. As bênçãos são barganhadas como produto de mercado e não há limites ou um “ponto máximo” na prosperidade. Afinal, os céus desconhecem limites, portando deve caber muitas bênçãos lá.
            Estas bênçãos materiais são um direito do crente e ele pode e deve usufruir delas. Todavia, parece-nos que tais bênçãos não são para todos os crentes, mas exclusivamente para certos indivíduos. Quem de fato prospera nas igrejas da prosperidade além dos pastores e dos obreiros? Porque os grandes empresários ficam com as grandes bênçãos enquanto os fiéis comuns, muitas vezes desempregados ou analfabetos, são obrigados a se contentar com uma causa ganha na justiça, um “empreguinho”, uma promoção quase imperceptível na empresa? Por que nem todos possuem carro importado, casa na praia, empresas e contas no exterior? A prosperidade da Teologia da Prosperidade parece escolher quem deseja agraciar.
Este evangelho que prega esta prosperidade a qualquer preço, ou melhor, a qualquer dízimo, tem como mola que move o seu mundo o dinheiro. Não há ensino sobre prosperar na fé centrada no Evangelho de Cristo, na santificação, na imagem de Cristo, no desenvolvimento da salvação, na vida no Espírito Santo, na comunhão com os irmãos, no uso dos dons espirituais, no fruto do Espírito, na evangelização dos perdidos. Através da sua fé baseada em leis espirituais que atraem bênçãos, que abrem as comportas dos céus em fazem “chover”, este evangelho enfatiza a importância das riquezas como prova de filiação com Deus e um modo de provar que Deus está sendo favorável. Um dos pecados mais condenados na Bíblia, principalmente no Novo Testamento, é uma virtude para os fiéis que embarcam nesta barca furada. O dinheiro transforma-se em termômetro para a fé: quanto mais dinheiro possuo, maior é a minha fé; quanto menos dinheiro consigo, menor é a minha fé, maior é o meu pecado e mais poderosa é a influência do diabo sobre mim. E conforme Deus prometeu em Malaquias 3:10, o dinheiro não será pouco.
O evangelho da Teologia da Prosperidade é aquele que o jovem rico trocou por seguir a Cristo, quando deu preferência às suas riquezas. Também é o mesmo evangelho do rico que, no inferno, invejava Lázaro que, depois de uma vida em extrema pobreza, gozava de paz no seio de Abraão. Também é o evangelho do mágico Dimas, que desejava comprar o dom de Deus com dinheiro. É o mesmo evangelho, também, rechaçado por Cristo, quando disse: “Acautelai-vos e guardai-vos da avareza; porque a vida de qualquer não consiste na abundância dos bens que possui” (Lc 12:15). E com certeza este “evangelho” não vem de Deus, pois assim disse o  Senhor: ”Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Mt 6:24). Em outras palavras: Não podemos servir a Deus e ao evangelho da prosperidade. Mas os pregadores e seguidores deste evangelho nada se importam com isso, pois não querem servir a Deus, mas querem, na verdade, que Deus os sirva. Mas como Deus não se deixa manipular, eles só podem mesmo contar com o próprio ventre.
            Tendo em vista esta concepção de prosperidade, vamos apresentar com maior profundidade a refutar a Teologia da Prosperidade no tocante a prosperidade financeira analisando alguns textos bíblicos que são chaves para a nossa compreensão. Cada texto estará debatendo um aspecto diferente dentro desta teologia e a forma como a Palavra de Deus a trata.


Deuteronômio 28:1-14

O primeiro texto que devemos analisar é o de Deuteronômio 28:1-14, por ser ele um dos principais fomentadores desta teologia. O teor da Teologia da Prosperidade gira em torno do poder. Assim que se converte, o crente recebe poder que o torna um ser diferente dos demais, porque ele é filho do Rei, cidadão do céu. Se tudo pertence a Deus e ele é filho de Deus, logo todas as coisas pertencem a ele também. O texto de Deuteronômio 28:1-14 é um dos textos utilizados para falar sobre este poder sobrenatural que o crente tem, poder capaz de lhe trazer ricas bênçãos e de colocá-lo acima de tudo e de todos. Através deste texto, duas afirmações são feitas: 1) o Senhor fará o crente prosperar em todas as coisas e onde quer que ele esteja ou vá; ele será bendito por toda parte e os seus inimigos serão derrotados; 2) desta forma, prosperando o crente em todos os seus caminhos, todos verão e saberão que ele é chamado pelo nome do Senhor.
            Entretanto, a realidade que o Novo Testamento nos fornece a cerca destas coisas é bem diferente. Na análise que faremos a seguir, mostraremos que a prosperidade que a Palavra de Deus sugere para nós nada tem haver com dinheiro e poder sobre as pessoas. Não foi isto que Cristo e seus apóstolos conseguiram. Antes, porém, precisamos entender o contexto deste trecho de Deuteronômio para ver se é possível contextualizá-lo com a nossa realidade presente.
            Em primeiro lugar, o autor do livro está escrevendo a um povo – o povo judeu – dentro de um contexto histórico totalmente diferente do nosso. Logo, a primeira pessoa a quem o conteúdo deste texto era dirigido não somos nós. Por esse motivo, há muito que se analisar sobre o que Deus estava falando para eles para que possamos aplicar de maneira correta na nossa vida. Uma aplicação literal desse texto para a nossa realidade é inviável. Deus está instituindo leis para o povo e está chamando-o à obediência. Os judeus eram bastante propensos à idolatria, eles viviam rodeados de povos idólatras e estavam sempre trocando Deus pelos ídolos pagãos. A ênfase do texto recai não sobre a bênção proferida nos versículos 1 a 14, mas sobre um trecho que não é lido nem comentado: os versículos 15 a 68.
            Comparando esta promessa feita ao povo judeu nos versículos das bênçãos com aquilo que entendemos como o Evangelho da Graça no Novo Testamento, encontraremos uma situação totalmente diferente. Tendo em mente as bênçãos proferidas por Moisés ao povo de Israel, vamos tirar as seguintes conclusões:

1) A promessa concreta para quem aceita a Jesus e obedece aos seus mandamentos não é de prosperidade, mas tão somente a vida eterna nos céus.

2) O Senhor Jesus promete aos seguidores vida em abundância (Jo 10:10), mas essa vida não é “vida de abundância de bens”, mas vida eterna por meio da expiação, da justificação pela Graça. Além disso, a Bíblia rejeita a abundância de bens como firme consistência para a vida (Lc 12:15).

3) Jesus não prometeu em momento algum que se o seguíssemos, se obedecêssemos aos seus mandamentos prosperaríamos em tudo que fizéssemos. Se olharmos para a vida dos apóstolos, principalmente aqueles que sofreram e foram martirizados por causa da pregação da Palavra veremos que a prosperidade que é pregada hoje não foi vivida por eles:

·         Por onde eles passaram pregando o Evangelho foram vítimas de escárnio, perseguição, apedrejamentos e morte. Como eles, então, se enxergavam em Deuteronômio 28:7?
·         Paulo não prosperou financeiramente. Ele não enumera bênçãos materiais ao testemunhar do seu ministério; ao contrário disto, relata muitas tribulações e perseguições. Como Paulo aplicaria na sua vida Deuteronômio 28:8? Os ímpios, sem Deus, também prosperam.

4) O que Jesus prometeu aos seus seguidores, além de uma vida eterna nos céus, foi tribulação e provação por causa do Evangelho.

5) O que vai nos autenticar como discípulos de Cristo não e a abundância dos bens materiais nem as pessoas nos vendo levar uma vida financeiramente próspera. Jesus nos disse que seríamos conhecidos como seus discípulos através do amor de uns para com os outros (Jo 13:35) e pela obediência à sua Palavra (Jo 8:31).

6) As recompensas que o Senhor promete àqueles que o amam não são materiais, embora Ele sinta prazer em nos abençoar conforme a sua soberana vontade. As suas promessas estão no campo espiritual, como a coroa da vida (Tg 1:12; cf. 1 ts 2:19; Mt 25:21) e o seu Reino (Tg 2:5).

7) Ao contrário do que ensina a Teologia da Prosperidade e da forma como ela aplica na vida do crente este texto de Deuteronômio, na vida dos apóstolos ele foi aplicado da seguinte maneira:

·         eles perseveravam na fé, mesmo em meio às tribulações;
·         eles pregaram o Evangelho, salvando muitas almas;
·         eles fundaram inúmeras igrejas;
·         eles fizeram discípulos para darem prosseguimento à obra;
·         eles guardaram firme a esperança, combateram o bom combate, guardaram a fé;
·         eles obtiveram a vitória da vida eterna por meio de Cristo.

8) Existe um forte contraste entre as bênçãos prometidas ao povo de Israel neste texto e aquelas prometidas aos cristãos. Para Israel as bênçãos eram materiais, para o cristão as bênçãos são de natureza espiritual, não na terra, mas nas regiões celestiais (Ef 1:13). Todavia, mesmo as bênçãos materiais que Deus estava desejando derramar sobre o seu povo eram fruto de arrependimento, de mudança de atitude diante dele.

9) Em contraste com Deuteronômio que tem levado os crentes da prosperidade a buscarem uma vida bem-sucedida através das bênçãos materiais, o cristão é exortado a buscar as coisas espirituais e celestes: as coisas do alto (Cl 3:2), o Reino de Deus em primeiro lugar (Mt 6:33), as coisas do Espírito (Rm 8:5).

10) O povo de Israel foi agraciado com todas estas promessas de Deus. Mas tem um detalhe que os teólogos da prosperidade não levam em conta: o próprio Moisés não entrou na Terra prometida, não “tomou posse da bênção”. A Bíblia afirma que “todos” morreram sem ter obtido a promessa, contemplando-a apenas de longe (cf. Hb 11:13). Entretanto, como todas as promessas do Antigo Testamento apontavam figurativamente para o que é perfeito – Jesus Cristo – eles morreram esperando um reino celestial. Os crentes da prosperidade são ensinados a viver buscando um reino terreno de sucesso e felicidade.

11) Os teólogos e fiéis da prosperidade são ligeiros em falar das bênçãos do Antigo Testamento, citando heróis da fé e as suas grandes conquistas: Noé, Abraão, Jacó, José, Moisés, Josué, Raabe, Salomão, Sansão, etc. Querem ter a sua fé, querem as suas promessas, desejam o mesmo “sucesso”, o mesmo “poder”, a mesma “unção”, as mesmas bênçãos. Todos querem crer como eles, “Os quais, por meio da fé”... Glória a Deus! “praticaram a justiça”... Amém! “obtiveram promessas”... Ô, glória! “fecharam a boca dos leões”... Aleluia, Senhor! “extinguiram a violência do fogo”... Fala, Jeová! “escaparam ao fio da navalha”... Abençoa Jesus! “da fraqueza tiraram força”... Aleluia! Glória a Deus! “fizeram-se poderosos em guerra”... Ô Deus maravilhoso! “puseram em fuga exércitos de estrangeiros”... Abençoa Senhor! “mulheres receberam, pela ressurreição, os seus mortos”... Esse é o Deus que eu creio! Aleluia! Deus poderoso é Jeová!
            Mas em meio a tantos gritos de aleluia e glória a Deus, o texto prossegue:

Outros, por sua vez, passaram pela prova de escárnios e açoites, sim, até de algemas e prisões. Foram apedrejados, provados, serrados pelo meio, mortos ao fio da espada; andaram peregrinos, vestidos de peles de ovelhas e de cabras, necessitados, afligidos, maltratados (homens dos quais o mundo não era digno), errantes pelos desertos, pelos montes, pelas covas, pelos antros da terra.[2]

Porque os teólogos jamais citam estes versículos ao falar de vitória, de fé e de poder? Por que falam tanto das bênçãos de Deus sem jamais mostrar que aqueles que foram abençoados pagaram um preço por crer na promessa e por obedecer a Deus? Ora, se levarmos em conta o texto de Deuteronômio 28:1-14, como explicaremos tanto sofrimento vivido pelos heróis da fé? E por uma questão de lógica, coerência e justiça, porque não esperamos receber, junto com as promessas, provação, tribulação e sofrimento?
            O v. 39 é bastante claro ao afirmar sobre os heróis na fé: “Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa”. Os teólogos da prosperidade que insistem em aludir aos grandes heróis bíblicos da fé para afirmar que todas as promessas do Antigo Testamento são para nós e que o desejo de Deus para os seus filhos é abençoá-los financeiramente, não levam em conta, não pregam e não ensinam esse pequeno detalhe do v. 39.
            O v. 40 fecha de vez a questão: “por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem abençoados”. E que coisa superior é esta que eles morreram esperando mas que somente em nós foi concretizado? É o Messias, o Cristo de Deus, a verdadeira promessa de Deus para nós:

Portanto, também nós, visto que temos a rodear-nos tão grande nuvem de testemunhas, desembaraçando-nos de todo peso, e do pecado que tenazmente nos assedia, corramos com perseverança a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da nossa fé, Jesus, o qual em troca da alegria que estava proposta, suportou a cruz, não fazendo caso da ignomínia, e está sentado à destra do trono de Deus. Considerai, pois, atentamente, aquele que suportou tamanha oposição dos pecadores contra si mesmo, para que não vos fatigueis, desmaiando em vossas almas.[3]

            E se o próprio Cristo, Autor e Consumador da nossa fé, suportou a oposição dos pecadores e a morte de cruz, porque haveremos nós de desejar passar pelo mundo sem dor, sem sofrimento, sem doenças?

12) No v. 13 de Deuteronômio 28, encontramos uma declaração que reverbera na pregação eloqüente de todo pregador da prosperidade: Você não nasceu para ser cauda, você nasceu para ser cabeça! Sem levar em conta qualquer contexto embutido neste versículo, as justificativas para as promessas do crente baseadas neste versículo são:

·         o crente tem as promessas do Senhor e deve tomar posse delas;
·         o crente não pode sentir-se derrotado, atribulado, doente e oprimido, porque a bênção do Senhor está sobre ele;
·         é o Senhor quem coloca o crente acima das nações, por isso ele não é derrotado; ele não é cauda, é cabeça.

Todavia, cabem aqui algumas considerações:

·         o v. 1 não sugere a exaltação do crente sobre as nações, mas do povo de Israel. Colocar Israel acima das nações, fazer dela o seu povo, abençoar todos os povos através dela era o propósito de Deus, que foi cumprido. Agora a Igreja do Senhor dá continuidade a este ministério abençoador, mas jamais acima das nações, mas dentro delas, com elas.
·         ao contrário de muitos crentes que se acham “cabeça” e se orgulham disso, Jesus se fez cauda por nós. Deus se humilhou e se tornou homem, mas agora o homem se exalta desejando ser um deus, soberano, altivo, independente; ele quer estar acima das nações, tomando posse das promessas, comandando o céu pelo poder da sua fé. Ao contrário disso, Jesus disse que o menor deve ser maior e que o maior deve ser o menor; diz que quem quer ser alguém precisa servir, dar a vida pelo irmão, amar, se doar, contribuir, abrir mão das próprias riquezas e da própria vida para seui-lo.

13) Por fim, o que notamos em Deuteronômio 28:1-14 não é que os judeus “tomariam posse da sua bênção”, das promessas de Deus para eles por meio do seu direito, de uma confissão positiva de fé. A verdadeira maneira de aquelas pessoas adquirirem as bênçãos que o Senhor tinha para derramar sobre o seu povo era por meio da obediência. É o que vemos nos vs. 1, 2, 9, 13 e 14. Em todas as promessas de Deus existe um “se”, uma condicional que pretende levar o povo a repensar a sua relação com Deus, arrepender-se e voltar-se para Ele. Hoje ainda somos chamados para obedecer ao Senhor, seguir os seus mandamentos, cumprir a sua vontade (Mt 28:20; Jo 12:47; 14:15,21; 17:6; At 5:32; 1 Pe 4:17).



[1] Tema pregado no culto do dia 14 de abril de 2010, na Igreja Cristã Eterna Aliança, em Parnamirim, RN, pelo Pr. Handerson Luis de Souza Xavier.

[2] Hebreus 11:36-38.
[3] Idem, 12:1-3.







7 comentários:

  1. pastor willame de imperatriz.
    meu irmão concordo plenamente com sua exposição, mas vejo lamentavelmente, outra doutrina sendo pregada equivocadamente, não discordo que os cristãos devam ser ricos ou buscarem prosperidade, o que me faz sentir pesar no coração é a forma exagerada da teologia pregada por eles e sua interpretação equivocada.

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  2. Excelente exposição deste capítulo. Os pastores e pregadores, mesmo não pregando a de forma explicita a teologia da prosperidade, pregam de forma que os crentes entendam que as bençãos de Deus serão derramadas na medida do que eles derem tipo"é dando que se recebe"; anulando assim a graça de Cristo e fazendo com que os crentes acreditem em sua própria justiça.

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  3. A pessoa sem dinheiro pode assaltar por desespero

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  4. Me ajude ai meu irmão, sei que o tópico é antigo, mas eu ainda tenho a percepção meio nublada sobre o assunto.

    Vejo que a vida dos crentes no NT, principalmente apóstolos em muito se distancia desta proposta de dt 28. A própria vida de Cristo foi marcada pela simplicidade, e sua pregação exaltava somente a qualidade do caráter do crente.

    Mesmo para pessoas que estudem um pouco a bíblia, qual a probabilidade da pessoa se desvincular de dt 28, sendo que Cristo incluiu gentios na sua promessa, já que os seus não o receberam?

    Porque Deus usa de promessa de prosperidade de terra, família, saúde, negócios em retorno a obediência, e o contrário caso não haja a obediência? Sendo que vemos correndo de largo hoje é justamente o fracasso, e as enfermidades? Isso não levaria claramente qualquer pessoa que não tenha MUITA base bíblica a pensar na possibilidade de haver uma sociedade próspera e vivendo em comunhão se estivesse obedecendo à Ele?

    O que esse livro esta fazendo ai, se causa assim tanta confusão? Em meus estudos tenho visto o AT normalmente sendo o material de heresias dentro de milhares de igrejas: prosperidade, dízimos, judaização do que era pra ser Cristianismo, etc.

    Agradeço bastante se puder comentar.

    Lira

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  5. Concordo em quase tudo Se livro será bem aceito. A teologia da prosperidade se esquece de que é mentirosa e oi criada e estimulada por um criminoso que foi condenado à prisão perpétua, sendo agraciado por Bush Filho que comutou para prisão a tempo fixo. Ele deverá sair em 2018 depois de ter pedido perdão ao mundo por ter inventado essa excrescencia de riqueza como sinônimo de bênção do crente. Parabéns, meu Caro. Jesus nos abençoe e nos esclareça nas suas verdades e que os olhos dos crentes possam estar fixos nos tesouros acumulados do outro lado, na conformidade do Sermonário da Montanha pelo Autor e Consumador - JESUS CRISTO. Sou um próspero Homem de Deus.Não me mexe esse discurso de "prosperidade e egoísmo".

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