domingo, 11 de agosto de 2019

IGREJA PRIMITIVA VERSUS IGREJA ATUAL




TEXTO ÁUREO: Atos 11:19-26

INTRODUÇÃO

Existem muitas pessoas na Igreja, mas poucas servindo a Deus. Embora as igrejas estejam sempre cheias, acima de tudo em cultos que prometem bênçãos e vitórias, a obra do Senhor carece de obreiros, de crentes comprometidos com o Reino de Deus. Este é um fenômeno que se repete em todas as partes e que também faz parte da realidade da Igreja cristã brasileira. A pergunta que devemos nos fazer é: O que estou fazendo aqui? Entender isso é compreender que o problema é muito mais grave do que se pensa e envolve ainda outra pergunta: Eu de fato sou convertido?

O problema da falta de comprometimento do crente com a obra do Senhor não é algo apenas individual, mas é fruto da adesão coletiva a um evangelho que não transforma vidas nem requer envolvimento incondicional e operante com a Palavra de Deus. Os crentes não dão frutos porque não se reconhecem como árvores do Senhor; eles não trabalham ativamente na Igreja porque não se entendem como parte dela; eles não dão o melhor de si porque desejam ter apenas o melhor de Deus.

Individualismo exacerbado (vs. 19,20)

·         Igreja primitiva: Era uma igreja perseguida por causa da pregação do Evangelho e enfrentava grandes tribulações e a despeito da perseguição que sofria, seguia pregando a Palavra de Deus, tanto a judeus quanto a gregos. Não era uma igreja ensimesmada. Eles compartilhavam todas as coisas (At 2:42-47).
·      Igreja atual: Minhas bênçãos, minhas promessas, meu poder, minha unção. A salvação é individual, mas a vivência da fé é comunitária (Jo 13:5).

A era da incerteza (vs. 21,24)

·         Igreja primitiva: Era uma igreja que tinha o Senhor presente e que vivenciava muitas conversões. Eles sabiam quem era o seu Senhor.
·         Igreja atual: Não existe mais uma ideia soberana e bíblica a respeito de Deus, mas cada um dá a Deus e à sua Palavra a cara que lhe agrada. Não existe uma verdade absoluta, mas cada um tem a verdade que lhe convém. Evangelho fast-food, cheio de achismos, sem fundamentação bíblica (1 Pe 2:4-8). Os crentes não querem mais estudar a Bíblia, por isso a sua espiritualidade é desprovida de verdade e a sua fé está suscetível a toda espécie de heresias.

Distorção e ausência de valores (v. 23)

·         Igreja primitiva: Era uma igreja cheia da graça de Deus e que permanecia firme no Senhor.
·         Igreja atual: O mundanismo entrou na Igreja.  a Bíblia não é mais a suprema regra de fé. A Igreja que antes influenciava, agora é influenciada (Mc 12:30).

Ausência da mensagem correta (v. 26)

·         Igreja primitiva: Era uma igreja aplicada ao ensino da Palavra de Deus.
·         Igreja atual: A Teologia da Prosperidade tem ditado a nossa maneira de crer e viver Deus, oferecendo-nos pregações e louvores triunfalistas, que exaltam o homem e desprezam a autoridade de Deus. Não é uma mensagem de amor a Deus e ao próximo, mas de amor a si mesmo (At 18:5; Jo 20:30,31; Rm 1:16).

Liderança personalista e autoritária (vs. 24,25)

·         Igreja primitiva: Os seus líderes eram homens cheios do Espírito Santo e de fé, o que podia ser visto através do seu caráter transformado e da preocupação com o bem-estar espiritual da Igreja.
·         Igreja atual: Pratica uma liderança personalista, centrada no indivíduo (pastor, bispo, apóstolo) que comanda a igreja como a uma empresa e dela obtém lucro financeiro. Detém para si todo o poder sobre a vida e a doutrina da igreja, divulgando-se a si mesmos na mídia e estampando suas fotos nas fachadas dos templos.

Ausência de uma identidade cristã (v. 26)

·         Igreja primitiva: A vida da igreja identificava-se com a vida e o caráter de Cristo, de modo que as pessoas de fora olhavam para a igreja e conseguiam identificar nela o seu Senhor.
·         Igreja atual: Quem sou eu? De onde vim? Para quê estou aqui? Para onde vou? Quem não possui uma individualidade própria, acaba se deixando moldar pela identidade do outro, o que representa diversos riscos quando o modelo do outro não é o ideal (1 Co 3:4).

CONCLUSÃO

Vemos claramente que o modelo que temos hoje de Igreja em tudo se distancia do padrão estabelecido por Jesus Cristo e transmitido e vivido pelos apóstolos e pelos primeiros cristãos. As portas do inferno certamente não prevalecerão contra a Igreja do Senhor e ela será arrebatada aos céus para viver eternamente na sua glória. Todavia, como queremos viver enquanto estamos neste mundo? Que tipo de Igreja queremos ser e que imagem desejamos passar para as pessoas que faça com que elas enxerguem em nós a Imagem de Jesus e glorifiquem ao Pai que está nos céus? O que a Igreja precisa com urgência é voltar ao seu primeiro amor (Ap 2:4,5).


Mizael Xavier

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