quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

SANTIFICAÇÃO: O QUE É? COMO SER SANTO?






 Texto áureo: Josué 3:5
Texto base: 1 Pedro 1:13-16

O texto de Josué 3:5 é importante para o nosso estudo, porque, quando mal interpretado, pode trazer uma visão equivocada com relação à natureza e o objetivo da santidade. O texto diz: “Disse Josué também ao povo: Santificai-vos, porque amanhã o Senhor fará maravilhas no meio de vós”. O leitor desavisado, com a mentalidade do cristão moderno, pode ser levado a entender que a santificação redunda em bênçãos dadas por Deus, em vitória e a posse de promessas. Lendo todo o contexto, porém, vemos que o objetivo da santificação era preparar o povo para executar a vontade de Deus, culminando com a queda das muralhas de Jericó. Aparece, então, o sentido básico de santidade: ser separado por Deus com alguma finalidade. Não é para “receber”, mas para “executar”.


O que não é a santidade?

1. Não tem haver com o que fazemos para ser santos, mas com o que fazemos porque somos santos. Não fazemos algo para ser santos, mas porque somos santos.

2. Não é algo que contribui para que sejamos salvos, mas é fruto da salvação que já possuímos pela fé em Jesus Cristo.

3. Não envolve as obras que fazemos para nos santificar, mas o mover do Espírito Santo em nós que nos leva a produzir obras. Assim como a salvação, a santidade não é meritória.

4. Não está ligada aos usos e costumes, às vestimentas ou à prática de rituais, mas à transformação do caráter. Isto é, não é de fora para dentro, mas de dentro para fora.

5. Não diz respeito à manifestação dos dons espirituais. Não somos mais santos porque manifestamos os dons, mas manifestamos os dons porque somos santos, isto é, separados para servir a Deus, convertidos a Jesus.

6. Não é algo que se possa perder, porque perder a santidade significaria perder a salvação.

7. Não significa não pecar mais, mas a capacidade dada por Deus de dizer não ao pecado para viver no Espírito.

8. Não é algo místico ou sobrenatural no sentido de misterioso e fora da capacidade de compreensão humana, mas é algo prático, visível e perfeitamente inteligível.

9. Não é um fim em si mesmo, mas possui um propósito. Fomos salvos para servir a Deus (Ef 2:8-10).

10. Não e demonstrada por meio da gírias evangélicas, mas de uma vida íntegra.

11. Não é algo que produzimos com o interesse de conquistar algo de Deus, mas que Ele opera em nós para que o sirvamos com maior perfeição. Oração e jejum não produzem uma santidade maior, acima de tudo com o propósito de alcançar algo, alguma promessa ou bênção.


O que é a verdadeira santificação?

LÉXICO: άγιος, ία, ov santo, puro, separado por / para Deus, moral ou cerimonialmente  santo,—1. de coisas: sagrado, consagrado 1 Co 3.17. O superlativo άγιωτάτη πίστις fé santíssima Jd 20. Neut. como subst. το δγιον tv. Comida sagrada Mt 7.6. τα άγια templo, santuário Hb 9.12.—2. de pessoas: de Deus, separado (culticamente) moralmente perfeito, puro, santo Jo 17.11. De pessoas, ger. puro, santo, digno de Deus, santos, Ef 1.4.


O tempo da santificação
           
1.    Santificação posicional e instantânea: O apóstolo Paulo descreve a todos os crentes como a “santos” e como já santificados (1 Co 1:2; 6:11), embora muitos deles insistissem em viver ainda uma vida carnal (1 Co 3:1; 5:1,2,7,8), distante do ideal de Deus e da vocação santa à qual foram chamados. Esta santificação é outorgada ao cristão no momento da sua conversão, assim como a salvação. Não é algo a ser conquistado através de caridade e operações de milagres, mas provém do sacrifício de Cristo na cruz.

2.    Santificação prática e progressiva: A separação inicial é apenas o primeiro passo de uma vida de santidade dedicada a Deus e a sua obra. Desta separação para Deus em Cristo Jesus surge a responsabilidade de um viver condizente com a fé que é professada. Mas não progredimos até alcançar a santificação; progredimos na santificação da qual nos tornamos participantes em nossa conversão. Esta santificação é posicional, pois envolve mudança de posição (de pecador a adorador) e prática porque ela exige uma maneira santa de viver. O crente carnal (1 Co 3:3) é convocado à purificação até alcançar a perfeição. Aqueles que foram tratados como santificados e santos (1 Pe 1:2; 2:5) são exortados a serem santos (1 Pe 1:15). Quando nos convertemos, morremos para o pecado (Cl 3:3) e portanto devemos mortificar nossos membros pecaminosos (Cl 3:5). Se nos despimos de velho homem (Colossenses 3:9) devemos nos revestir do novo (Ef 4:22; Cl 3:8).



Natureza da Santificação

1.    Separação: “Ser santo” significa “ser separado”. Somos separados do mundo por Deus para servi-lo. Esta santidade reflete a Santidade de Deus, que está separado de tudo aquilo que diz respeito ao mundo. É isto que simboliza o batismo: separação do mundo, um novo nascimento. A santidade de Deus demonstra ainda a sua perfeição moral, e o santo, ainda que pecador, busca viver esta perfeição através da prática dos mandamentos de Cristo, movido pelo Espírito Santo.

2.    Dedicação: Aquele que é separado é separado para alguma coisa, algum fim. O santo é separado do mundo para dedicar-se a Deus, à prática da sua Palavra (Ef 2:8-10).

3.    Purificação: Aquele que se dedica a Deus deve estar limpo, da mesma forma que era limpo tudo aquilo que, na Antiga Aliança, seria usado para o serviço divino. No Antigo Testamento os objetos para uso no altar eram purificados através de azeite (Êx 40:9-11). A nação de Israel necessitava de sacrifícios para ser purificada de seus pecados (Êx 24:8; Hb 10:29). Mas estes sacrifícios da Antiga Aliança foram aperfeiçoados em Jesus Cristo, através do seu sangue derramado para nos santificar (Hb 13:12). Deus Pai nos santifica em tudo (1 Tessalonicenses 5:23) para um sacerdócio espiritual (1 Pe 2:5) pela mediação de seu Filho, Jesus (1 Co 1:2,30; Ef 5:26; Hb 2:11), por meio da Palavra (Jo 17:17; 15:3), do sangue (Hb 10:29; 13:12) e do Espírito Santo (Rm 15:16; 1 Co 6:11; 1 Pe 1:2). Esta purificação é operada pelo Espírito Santo e não pelas mãos do sacerdote. Isto significa que o Espírito da Nova Aliança substitui de maneira perfeita e definitiva o ofício do sacerdócio da Antiga Aliança.

4.    Consagração: Aquele que se santifica é consagrado a Deus, isto é, vive uma vida santa e justa. Enquanto a justiça representa uma vida regenerada em conformidade com a lei divina, a santidade aponta para uma regeneração em conformidade com a natureza divina (1 Pe 1:15). Aqueles que são declarados santos (Hb 10:10) são exortados a seguir a santidade (Hb 12:24); aqueles que foram purificados  (1 Co 6:11) são exortados a purificar-se a si mesmos (2 Co 7:11).

5.    Serviço: Através da santificação da Nova Aliança, nos tornamos sacerdócio real, nação santa e por isso devemos oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus (1 Pe 2:9,5); sacrifício de louvor (Hb 13:15) e sacrifícios vivos sobre o altar de Deus (Rm 12:1). Se somos servos de Deus não devemos permanecer apenas como crentes nominais, mas nos colocar a disposição do seu serviço (At 27:23).


Meios divinos da santificação

            Como vimos no início, a igreja católica romana impõe algumas condições para que a pessoa possa ser chamada de santa. Normalmente são considerados santos, por esta doutrina infundada, somente aqueles que já morreram e foram canonizados. Em vida certamente foram pessoas piedosas, viveram uma vida casta, dedicada ao próximo e desapegada das coisas mundanas. Mas até mesmo os muçulmanos, que não professam a mesma fé que nós, podem viver assim, ou os espíritas, os ateus. A santidade não é algo que façamos por merecer, não é uma condição que depende de nossos esforços e obras de caridade. Também não é santo aquele que é piedoso. Muitos piedosos são ateus. Santidade é algo que parte de Deus e tem a ver com o mover do Espírito Santo em nosso ser, nos moldando conforme a vontade de Deus.
            Portanto, os meios de santificação não fazem parte de um conjunto de condições humanas, mas divinas. O papel do homem é se entregar à vontade de Deus e permitir que Ele trabalhe em sua vida e seu caráter. E quando o homem permite que isso aconteça, é porque o Espírito Santo já está trabalhando em seu interior. Os meios divinamente estabelecidos para a santificação são três:

1.    O sangue de Cristo: Este é um meio eterno, absoluto e posicional que proporciona uma santificação absoluta diante de Deus (Hebreus 13:12; 10:10,14; 1 João 1:7). A santificação é resultado da obra de Cristo, isto é, a redenção efetivada na cruz do Calvário, através do seu sacrifício vicário. Através da redenção, somos santificados e purificados, livres da condenação eterna e chamados à presença de Deus, unidos a Ele pelo seu Filho e o Espírito Santo da promessa (Hebreus 2:11). Embora santificados e em comunhão com Deus, podemos cair em tentação, mas a santificação é contínua e o sangue de Cristo nos purifica de todo o pecado (1 João 1:7). A confissão de fé e o eterno sacrifício de Cristo removem a barreira da impureza que nos impede de chegar até Deus (1 João 1:9). A renovação do sacrifício de Cristo através da Eucaristia demonstra um sacrifício imperfeito de Jesus e, por conseguinte, uma santificação imperfeita da parte de Deus, pois há uma necessidade de constante e diária renovação.

2.    O Espírito Santo: O Espírito Santo produz uma mudança interna na natureza do homem (1 Coríntios 6:11; 2 Tessalonicenses 2:12; 1 Pedro 1:1,2; Romanos 15:16). É o Espírito Santo que nos identifica como separados para Deus. Ele é o selo que nos autentica. Não nossos esforços, nossas rezas, Maria, os santos, o rosário, mas o habitar da terceira Pessoa da Trindade em nosso coração. Os povos gentios eram desprezados por não andarem de conformidade com a lei mosaica, mas o Espírito de Deus desceu sobre eles na casa de Cornélio, não restando mais dúvidas que eles eram santificados pelo Espírito Santo, independente da lei (Romanos 15:16). Se fôssemos santificados por nós mesmos, de que adiantaria o Espírito Santo? De que nos valeria o sacrifício de Cristo?

3.    A Palavra de Deus: A santificação através da Palavra de Deus é um meio externo e prático, que diz respeito a vida prática do cristão (João 15:3; 17:17; Efésios 5:26; Tiago 1:23-25; Salmo 119:9). A Palavra de Deus confronta-nos com nossos pecados, nos mostra o quanto somos impuros e nos dá um caminho certo a ser seguido. É nela que encontramos as doutrinas sobre Deus, Jesus Cristo e o Espírito Santo e sobre a salvação. Ela aponta para uma vida renovada e um proceder reto diante de Deus; ensina-nos sobre amor e perdão e sobre todas as coisas que devemos saber para viver de forma santa nesta vida. Ela, também, aponta para outra vida, a vida eterna. A Palavra de Deus serve como espelho para nossa alma, uma vez que fomos regenerados e lavados (Tito 3:5; Tiago 1:22-25). É impossível haver santidade sem a Palavra Santa do Deus vivo.


O verdadeiro método de santificação


            Além daquelas ideias totalmente errôneas do catolicismo romano sobre santificação, ainda encontramos mais três: a) erradicação do pecado, o que é impossível do ponto de vista humano e improvável do ponto de vista divino. Só estaremos livres do pecado quando estivermos na glória com Deus; b) legalismo, isto é, observância de regras e regulamentos, como os monges. Paulo nos ensina que nada disso serve para a nossa santidade (Romanos cap. 6), assim como também não pode nos justificar (Romanos cap. 3); c) ascetismo, que é tentar subjugar a carne e alcançar a santidade através de privações e sofrimentos, método que a maioria dos católicos romanos aprecia, também os hindus ascéticos. Mas é a alma e não o corpo que peca. Este é um trabalho do Espírito Santo.
            O método verdadeiro e bíblico baseia-se na obra redentora de Cristo e na atuação do Espírito Santo na vida do crente salvo. A libertação que ele tanto necessita das obras da carne só pode ser alcançada através de uma negação de si mesmo e uma total entrega às mãos do oleiro, que é Deus. Para negar estas verdades e impor seu sistema de indulgências, cuja finalidade sempre foi arrecadar fundos para as dioceses, o catolicismo romano jamais poderia fazer uso somente da Bíblia somente, por isso inventou a Tradição. Biblicamente, o verdadeiro método de santificação é:

1.    Fé na expiação: A obra de santificação acontece da mesma maneira que ocorre a salvação: pela fé. Os judeus, para justificarem-se diante de Deus dos seus pecados e para expiá-los, faziam constantes sacrifícios. Mas eram sacrifícios externos que não podiam mudá-los internamente. Com a Nova Aliança, a graça de Deus tomou o lugar da lei, de modo que pela lei ninguém pode ser justificado, mas pela graça que atua através da fé (Efésios 2:8,9). Esta fé, sem obras, poderia, segundo acusavam alguns, levar a pessoa a continuar na prática do pecado (Romanos 3:8; 6:1), mas Paulo afirma que os que morreram para o pecado devem viver segundo a graça, procurando não pecar mais (Romanos 6:2). A nova vida em Cristo Jesus (Mateus 6:24) exclui a possibilidade de uma vida de pecado, mas cobra uma vida nova, um novo proceder (Romanos 6:4). Ora, aquele que está morto[1] está justificado do pecado (Romanos 6:7). Aquele que está morto para o pecado, deve viver para Cristo (Romanos 6:9-11). Esta é uma obra que não parte de nós, mas da expiação de Cristo na cruz. Pelas suas feridas fomos sarados (1 Pedro 2:24), de modo que não há nada que façamos que nos justifique a nós mesmos, já que já fomos justificados. Ele morreu por nós sendo nós ainda pecadores (Romanos 5:8).

2.    Cooperação com o Espírito: Como já temos visto, é impossível que pela lei mosaica o homem seja justificado. Os católicos não seguem esta lei, mas criaram um conjunto de outras regras e dogmas para a justificação e a santificação, começando pelo batismo e pela caridade e culminando com a criação do Purgatório. O livro de Romanos trata sobre este assunto e assegura que pela lei nenhum homem será justificado. Não que a lei de Deus seja má, mas ela pode causar a inclinação pecaminosa da natureza humana. Paulo indica, na epístola aos Romanos, capítulo 7, que a lei revela o fato (v. 7), a ocasião (v. 8), o poder (v. 9), a falsidade (v. 11), o efeito (v. 10,11) e a vileza do pecado (vs. 12,13). O próprio Paulo, antigo observador cativo da lei, reconhece-se como miserável (v. 24, vide 6:6) e agradece por agora estar debaixo da lei de Cristo, que é a lei da graça (v. 25). Nós estamos mortos no pecado, isto é, condenados (Efésios 2:1; Colossenses 2:13), separados de Deus, e necessitamos morrer para o pecado, isto é, a santificação (Romanos 6:11), através de Cristo que morreu pelos nossos pecados (2 Coríntios 5:14; Gálatas 2:20). Morrer para o pecado não é uma obra que possamos realizar através de rezas, sacrifícios e mortificação ou indulgências, mas é uma obra realizada pelo Espírito Santo de Deus (Romanos 8:13). Esta obra conta com a nossa cooperação: viver e andar no Espírito, permitir que Ele atue, sem apagá-lo ou relegá-lo ao segundo plano em nossas vidas, dando mais ênfase ao ego e ao mundo. Cooperar com o Espírito Santo significa permitir que Deus opere sua vontade sobre a nossa vontade, suas decisões sobre as nossas decisões. Todavia, não é uma sinergia entre nós e Deus, mas só nos entregamos ao Espírito movidos pelo próprio Espírito.


Santificação completa


            Será que é possível para o homem alcançar a perfeição aqui na Terra? A resposta dependerá do que entendemos por perfeição. Os protestantes são acusados de quererem ser perfeitos, “santinhos”, julgando a todos os que não procedem da mesma forma. Para o catolicismo, ser santo pode significar uma perfeição tal como Maria alcançou, mesmo antes de nascer, por ser predestinada a ser mãe do Salvador. Mas se formos estudar profundamente o sentido de perfeição que a Bíblia ensina, veremos que em muito se distancia dos nossos padrões. Existe, segundo a Palavra de Deus, a possibilidade de sermos perfeitos, ainda que vivamos em um mundo de pecado.

1.    O significado de perfeição: A perfeição pode ser absoluta e relativa. Deus é absolutamente perfeito, pois não necessita ser melhorado em nada. Seus pensamentos e suas ações são sem erro. Ele é completo em todos os sentidos, por isso pode chamar-se de o Eu Sou. Deus é, não está sendo, se transformando para chegar a algum ponto de perfeição. Ao homem pertence a perfeição relativa. No Antigo Testamento, a palavra “perfeição” significa ser “sincero e reto” (Gênesis 6:9; Jó 1:1) e estava ligada ao desejo e determinação em fazer a vontade de Deus, apesar do pecado. Davi, mesmo com todos os seus erros, era um homem “segundo o coração de Deus”. No Novo Testamento, várias palavras são usadas para dar o sentido de perfeição: ser apto ou capaz para uma certa tarefa ou fim (2 Timóteo 3:17); algum fim alcançado por meio de crescimento mental ou moral (Mateus 5:48; 19:21; Colossenses 1:28; 4:12; Hebreus 11:40); um equipamento cabal (2 Coríntios 13:9; Efésios 4:12; Hebreus 13:21); terminar ou trazer a uma terminação (2 Coríntios 7:1); fazer repleto, cumprir, encher, nivelar (Apocalipse 3:2). Cada uma destas palavras deve ser usada dentro do seu contexto, mas todas elas indicam que há possibilidade de perfeição para o gênero humano. Esta perfeição – conforme o significado da palavra no Novo Testamento – é resultado da obra de Cristo por nós (Hebreus 10:14) e diz respeito a uma madureza espiritual em oposição às inclinações carnais (nossa infância espiritual: 1 Coríntios 2:6; 14:20; 2 Coríntios 13:11; Filipenses 3:15; 2 Timóteo 3:17). Ela é progressiva (Gálatas 3:3) e está presente na vontade de Deus, no amor ao homem e no serviço (Colossenses 4:12; Mateus 5:48; Hebreus 13:21). Mas a perfeição final do crente não é terrena; ela será alcançada somente no céu, onde não haverá mais necessidade de buscá-la, pois tudo será perfeito (Colossenses 1:28,22; Filipenses 3:12; 1 Pedro 5:10).

2.    Possibilidades de perfeição: A perfeição é efetivada em nós através do perfeito sacrifício de Cristo e da sua perfeita graça e justiça. Os sacrifícios da lei mosaica eram imperfeitos, incapazes de purificar o homem de seus pecados. Mas Deus, que é perfeito, morreu para nos salvar e nos conduzir a uma vida em santidade, conforme a sua imagem e semelhança. Mas não são todos os teólogos e pregadores que sustentam esta verdade. Alguns acham ser impossível alcançar tal perfeição. Por outro lado, alguns ficam num lado extremo, achando que o crente não peca mais. A posição mais correta seria a de que a salvação é perfeita e definitiva, bem como a santidade, mas que o cristão deve desenvolvê-las no decorrer da sua vida, o que podemos chamar de “crescimento espiritual”. O Novo Testamento sustenta um nível moral elevado, sendo dever do crente – movido pelo Espírito Santo – buscar esta perfeição (Filipenses 3:12; Hebreus 6:1). Esta santidade entra em confronto com a nossa natureza pecaminosa, uma vez que agora temos, também, uma natureza espiritual (Gálatas 5:17). Em contradição a isto temos a doutrina romanista da canonização pós-morte. Depois que a alma deixa o corpo, como poderá pecar? Como poderá buscar equilíbrio entre a natureza humana e a divina? Como o defunto buscará um nível moral elevado num contexto onde já não existem níveis de relacionamentos humanos capazes de proporcionar crescimento moral e espiritual?



Santos pecadores


Mesmo justificados e santificados, ainda existe a possibilidade do pecado, por isso a necessidade de vigilância (Gálatas 6:1; 1 Coríntios 10:12). Quando nos convertemos não nos tornamos super-humanos, com superpoderes, mas humanos com poderes sobrenaturais que fazem guerra dentro de nós para que não façamos apenas o que for da nossa vontade. É isto que nos difere dos demais: o ser humano comum, descrente, tem em si somente a natureza pecaminosa, carnal, terrena. Quando convertidos, passamos a possuir, também, uma natureza espiritual, celestial, divina. É este fator que nos torna santos, independente de nossa potencialidade humana. Não nós, “os protestantes”, mas todo aquele que crê (João 3:16).
Por termos nascido em pecado (Salmo 51:5) não temos como nos livrar de nossa carne, que está sendo constantemente provada (Gálatas 5:17; Romanos 7:18; Filipenses 3:8). Nosso conhecimento não é completo, mas repleto de lacunas que bem podem ser preenchidas por pecado, mesmo fruto de ignorância. Ainda assim, podemos manter-nos firmes no propósito de não pecar, resistindo à vontade da carne e às investidas do inimigo (Tiago 4:7; 1 Coríntios 10:13; Romanos 6:14; Efésios 6:13,14), permitindo que frutifiquem em nós os frutos da justiça (1 Coríntios 10:31; Colossenses 1:10) para que possuamos a graça, o poder do Espírito Santo e a perfeita comunhão com Deus (Gálatas 5:22,23; Efésios 5:18; Colossenses 1:10,11; 1 João 1:7).
Deus sabe da nossa natureza, sabe que somos seres falhos, nascidos em pecado e, por isso, estamos constantemente errando, mesmo que nossas inclinações sejam santas (Salmo 103). Por isso Ele nos proveu de algo que superasse nossos erros, que estivesse acima da nossa capacidade de autojustificação, que não partisse de nós, mas dele: o sangue de Cristo, que nos purifica de todo pecado e nos leva limpos para entrarmos na Sua presença (1 João 1:7; Filipenses 2:15; 1 Tessalonicenses 5:23).
Se santidade significa ser separado para o serviço de Deus e cumprir os seus mandamentos, como poderíamos fazer estas coisas estando já mortos? Como servir a Deus dentro de nossas covas? Estando no céu, já não temos mais o que fazer, a não ser adorá-lo pelos séculos. Lá Ele não necessita da nossa ajuda para nada. Ele tem os anjos, que são seus mensageiros ocasionais, tem a sua Palavra entregue aos homens, tem o Espírito Santo e tem seu Filho, o Verbo que se fez carne, além de nós, vivos, seus ministros.




[1] Morto aqui não é no sentido de “falecido”, mas morto espiritualmente para o pecado: nascer de novo.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

OS DESIGREJADOS



TRECHO DO LIVRO “IDE E PREGAI: CURSO DE FORMAÇÃO DE EVANGELISTAS”, DE MIZAEL DE SOUZA XAVIER.


Existe um movimento que tem surgido no meio cristão denominado “os desigrejados” ou “os sem-igreja”. São pessoas que rejeitam o modelo atual de igreja, com seus templos, líderes, placas, sistemas de governo, convenções, estatutos e regras. Esses indivíduos querem seguir a Cristo, mas sem depender da igreja institucional. Eles geralmente se reúnem nas casas e se posicionam contra as igrejas convencionais. Pressupõe-se que nas reuniões desses grupos não existam líderes nem regras; que não há um espaço físico (troca-se o templo pela casa) nem obrigações a serem cumpridas pelos seus adeptos, o que com certeza não é verdade. O que queremos debater aqui ao falar a respeito dos desigrejados, é algumas das razões que levam muitas pessoas a saírem da Igreja, a abandonarem as suas congregações e enveredarem por esse tipo de caminho. Alguns estão decepcionados com igrejas neopentecostais, que lhes prometeram bênçãos que acabaram não recebendo. Outros saíram de suas igrejas porque, como vimos no ponto “d”, deixaram-se influenciar negativamente pelo mau testemunho dos outros e não foram maduros o suficiente para se manterem firmes na fé. Alguns migram de igreja em igreja na busca por um lugar perfeito, onde não haja pecado de espécie alguma, o que subtende-se que tais indivíduos sejam pessoas incapazes de pecar ou se sintam espirituais e perfeitas demais para conviverem com aqueles que julgam inferiores.
            A tarefa do evangelista, neste caso, é mostrar aos desigrejados e àqueles que vivem a migrar entre igrejas que não existe uma igreja perfeita aqui na terra, mas que em todas haverá pecadores e os problemas consequentes desta realidade. Se a igreja primitiva é proposta como modelo para o cristianismo atual, é preciso estudar a Bíblia e ver que ela nunca foi uma igreja perfeita, muito pelo contrário. Todos os problemas que hoje condenamos nas diversas denominações espalhadas pelo mundo, existiam nas igrejas fundadas pelos próprios apóstolos. Vejamos alguns exemplos:

·         Igreja de Corinto: era uma igreja que, assim como nos dias de hoje, possuía “grupinhos” (1 Co 1.12), tinha muitos crentes invejosos e também contendas (1 Co 3.3), além de brigas entre irmãos na justiça secular (1 Co 6), e fornicação (1 Co 5). A Igreja de Corinto possuía muitos dons espirituais, mas mesmo assim era reputada por Paulo como uma igreja carnal (1 Co 3:1), onde parecia não haver a presença do amor.
·         Igreja de Éfeso: apesar de ter sido alicerçada sobre a Palavra, era uma igreja que demonstrava pouco amor (Ap 2:4). Após a saída do apóstolo Paulo, aquela igreja experimentaria a presença de lobos vorazes e falsos mestres (At 20:29,30).
·         Igreja de Tessalônica: alguns crentes desta igreja andavam desordenadamente e não gostavam de trabalhar (2 Ts 3:11).
·         Igreja de Filipos: na igreja de Filipos havia desentendimento entre os irmãos. Duas irmãs, inclusive, não tinham pensamentos tão divergentes que foram citadas na carta escrita por Paulo (Evódia e Sínteque, Fp 4:2).
·         Igreja de Colossos: esta igreja enfrentava um terrível problema de heresias. Alguns estavam querendo colocar em dúvida a divindade de Cristo. Além disso, nela havia até mesmo culto aos anjos praticado por pessoas de mente carnal (Cl 2:18). Nesta igreja havia, inclusive, visões trazidas por pessoas que não eram crentes, porque não tinha Cristo como sua cabeça (v. 19).
·         Igreja da Galácia: além de estarem decaindo da graça e dando atenção aos hereges judaizantes, naquela igreja havia crentes que estavam devorando uns aos outros (Gl 5:2-4,15).
·         Igreja de Tiatira: esta igreja tolerava uma mulher que se dizia profetiza, mas que ensinava os irmãos a se prostituírem e a comer sacrifícios de idolatria (Ap 2:20).
·         Igreja de Laodicéia: ela era uma igreja que enfrentava dois problemas espirituais: era uma igreja morna que causava náuseas em Deus; e também uma igreja que se achava autossuficiente. O Senhor afirma que ela era infeliz, miserável, pobre, cega e nua (Ap 3:15-17).
·         Igreja de Pérgamo: a igreja de Pérgamo tinha sérios problemas doutrinários, permitindo que no meio dela se ensinasse a doutrina da Balaão e dos nicolaítas (Ap 2:14,15).
·         Igreja de Jerusalém: esta igreja sede deveria ter tudo para ser perfeita, pois contava com a presença dos apóstolos. Todavia, foi um deles – Pedro – que demonstrou preconceito contra os crentes gentios e agiu de maneira dissimulada, temendo os crentes judeus (Gl 2:12,13). Além disso, já havia ocorrido murmuração entre seus membros (At 6:1) e crentes que mentiam descaradamente (At 5:1-11).


Não vemos os apóstolos abandonando essas igrejas, mas os encontramos amando os irmãos, orando por eles e com eles, aconselhando, exortando, admoestando (Tg 1:22; 1 Ts 5:14-22; 1 Jo 1:9; Ef 4:1-3; Cl 3:17; 1 Co 6:18-20; 15:33; 2 Co 13:11; Fp 2:1-4;  1 Tm 5:21; 1 Ts 4:1,2; 2 Ts 3:11-13; Hb 13:22). O que precisa estar claro para o evangelista e ele deve passar para os crentes adeptos dessa nova teologia, dessa forma equivocada de pensar e viver a Igreja, é que o corpo de Cristo na terra é composto de pessoas que erram, de pecadores redimidos, mas que são imperfeitos, sendo santificados e aperfeiçoados diariamente em Cristo, pelo Espírito Santo. Os crentes amadurecem todos os dias no convívio com as suas próprias imperfeições e as imperfeições dos seus irmãos, amando-se uns aos outros, exortando-se e aconselhando-se mutuamente (1 Ts 5:10,11). Se não suportarmos as debilidades dos fracos, como poderemos fortalecê-los que a nossa fé que julgamos madura? O conselho do apóstolo Paulo aos desigrejados é: “Ora, nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos. Portanto, cada um de nós agrade ao próximo no que é bom para a edificação. Porque também Cristo não se agradou a si mesmo; antes, como está escrito: As injúrias dos que te ultrajavam caíram sobre mim” (Rm 15:1-3). A Igreja perfeita será aquela que estará na glória com o Senhor, sem pecado algum (Ef 2:27) e que consta de todos os que possuem os seus nomes escritos no Livro da Vida e fazem parte da grande Assembleia universal de Deus nos céus (Hb 12:23).



quarta-feira, 27 de setembro de 2017

O JUÍZO FINAL: VOCÊ ESTÁ PREPARADO?



“E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo” (Hb 9:27).

Não importa a nossa crença, a nossa divindade ou o fato de de repente nem crermos em Deus. Um dia todos nós estaremos diante de Deus para sermos julgados por Ele, como lemos em Apocalipse 20:12:

“E vi os mortos, grandes e pequenos, em pé diante do trono; e abriram-se uns livros; e abriu-se outro livro, que é o da vida; e os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras.”  

Quero lhe fazer uma pergunta importante: Se você morresse agora ou se Jesus voltasse hoje, você estaria pronto para ser julgado por Deus?

A Palavra de Deus nos diz que todos somos pecadores e que o salário do pecado é a morte, segundo escreve o apóstolo Paulo em Romanos 3:12,23:

“Todos se extraviaram; juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só... Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.”

Você conhece os 10 mandamentos? Quantas vezes você já mentiu? Já falou alguma vez o nome de Deus em vão? Já respondeu mal ou desobedeceu aos seus pais? Já cobiçou alguma coisa do seu próximo ou desejou-lhe algum mal?

Não há como negar: todos somos pecadores. Quem disser que não tem pecado, mente para si mesmo e chama Deus de mentiroso, conforme escreveu o apóstolo João em 1 Jo 1:8-10:

“Se dissermos que não temos pecado nenhum, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça. Se dissermos que não temos cometido pecado, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.” 

Nós não somente somos pecadores, como também estamos espiritualmente mortos. Todos aqueles que nascem, nascem com uma vida física, mas espiritualmente morta para Deus. Em Rm 5:12, Paulo afirma:

“Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram.”

Se estamos assim mortos, de a nossa natureza é de todo depravada, precisamos de vida, e esta vida não temos para dar a nós mesmos, como podemos ler em Efésios 2:1:

“Ele vos deu vida, estando vós mortos em vossos delitos e pecados.”

Seja sincero consigo mesmo e responda: se você comparecesse hoje diante de Deus com todos os seus pecados, Ele iria te considerar culpado ou inocente? Ele te mandaria para o céu ou para o inferno?

O inferno é um lugar terrível de sofrimento eterno, para onde irão o diabo e seus anjos após o juízo final e todos aqueles que não creram em Jesus. Não existe na Bíblia um lugar transitório como o purgatório, onde a alma ainda supostamente teria uma nova chance. Após a morte, segue-se o juízo. Leiamos Apocalipse 21:7,8:

“Aquele que vencer herdará estas coisas; e eu serei seu Deus, e ele será meu filho. Mas, quanto aos medrosos, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos adúlteros, e aos feiticeiros, e aos idólatras, e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago ardente de fogo e enxofre, que é a segunda morte.”

Deus é misericordioso e amoroso; mas também Oe justo juiz. Não é da sua vontade que alguém se perca, que vá para o inferno, mas que pela fé em Jesus Cristo alcance a salvação para a sua alma perdida, como escreveu o apóstolo Pedro em 2 Pedro 3:9:

“O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se.”

Deus providenciou um meio para te livrar do inferno e te levar para o céu. Mas você não pode ir para o céu com seus pecados.

Pecados são como crimes que cometemos contra Deus e que precisam ser punidos. Jesus morreu na cruz para pagar pelos seus pecados e tornar você uma pessoa justa e aceitável diante de Deus. Em João 3:16,17, o próprio Senhor Jesus declarou:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele.”

O sacrifício de Cristo não somente perdoa e apaga os nossos pecados, como também aplaca a ira de Deus e traz a paz entre Ele e nós. Por meio de Cristo nos tornamos filhos de Deus, o que significa que antes não éramos seus filhos. O apóstolo João escreveu no seu Evangelho (Jo 1:11-13):

“Veio para o que era seu, e os seus não o receberam. Mas, a todos quantos o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus; os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.”  

Se o salário do pecado é a morte, o dom gratuito de Deus é a vida eterna! Se você morrer com Cristo, não entrará em juízo, mas já comparecerá diante dele de posse da sua salvação e herdará a vida eterna ao seu lado. Veja o que o apóstolo Paulo afirma em Romanos 6:23:

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.”

Existe uma porta de salvação, um caminho para o céu! Ao morrer na cruz, o Senhor Jesus proveu a salvação para os que creem. O que é preciso fazer para ser salvo? Apenas crer em Cristo, arrepender-se dos seus pecados e converter-se a Ele, uma obra que o Espírito Santo opera na vida do perdido. Paulo declara em Romanos 10:9:

“Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo; pois é com o coração que se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação.”

Você pode estar pensando que é uma boa pessoa, que nunca usou drogas nem cometeu crimes e que por isso pode ser que Deus o aceite em sua glória. Todavia, a salvação não é pelas obras, mas somente pela fé, conforme lemos em Efésios 2:8,9:

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie.”

 Ninguém é bom que possa merecer o céu, por isso somente por meio de Cristo podemos ser salvos. Ele pagou o preço pelos nossos pecados na cruz para nos dar uma salvação que de outro modo nos seria impossível alcançar. A nossa autojustiça diante de Deus é como coisa imunda. Deus falou por intermédio do profeta Isaías, em Isaías 64:6,7:

“Pois todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniquidades, como o vento, nos arrebatam. E não há quem invoque o teu nome, que desperte, e te detenha; pois escondeste de nós o teu rosto e nos consumiste, por causa das nossas iniqüidades.”

A respeito da situação espiritual dos crentes antes de Cristo os converter, o apóstolo Paulo escreve na sua carta a Tito, 3:3:

“Porque também nós éramos outrora insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias paixões e deleites, vivendo em malícia e inveja odiosos e odiando-nos uns aos outros.”

A volta de Jesus e o julgamento final estão próximos, conforme o próprio Senhor Jesus pregava. Leiamos Mateus 4:17:

“Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei- vos, porque é chegado o reino dos céus.

Não ajunte tesouros neste mundo sem se importar com o Reino de Deus e o destino final da sua alma. Aquilo que para nós representa vida e felicidade, na verdade está nos afastando cada vez mais de Deus e nos levando a um destino eterno trágico, longe da sua gloriosa presença. O Senhor Jesus nos adverte em Marcos 6:34-38:

“E chamando a si a multidão com os discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me. Pois quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas quem perder a sua vida por amor de mim e do evangelho, salvá-la-á. Pois que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua vida? Ou que diria o homem em troca da sua vida? Porquanto, qualquer que, entre esta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também dele se envergonhará o Filho do homem quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos.”

Não perca seu tempo esperando o tempo certo, porque o momento é agora, o dia da sua salvação é hoje! Muitos adiam esta decisão, esperam estar no leito de morte, como se fosse possível prever este momento. Se você espera o tempo certo, veja o que Paulo escreveu em 2 Coríntios 6:2:

“porque diz: No tempo aceitável te escutei e no dia da salvação te socorri; eis aqui agora o tempo aceitável, eis agora o dia da salvação.”

É tempo de se arrepender, de desistir de si mesmo para buscar ao Senhor que pode te salvar e te dar vida em abundância, uma vida que não termina aqui nem está presa aos prazeres deste mundo, mas uma vida eterna nos céus. Hoje o Senhor te diz:

“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados” (At 3:19).

Se o Espírito Santo falou ao seu coração e abriu a sua mente para crer nestas verdades; se você se sente compelido a aceitar a Jesus como seu único e suficiente Salvador, faça uma oração entregando a Ele a sua vida. Uma oração simples de arrependimento e aceitação de Cristo já é o suficiente. Depois, procure pessoas crentes que você conheça e compartilhe a sua decisão. Escolha uma igreja séria, que pregue o Evangelho da cruz para se congregar. Evite aquelas que pregam apenas prosperidade financeira. Faça parte desta linda família divina, que é a Igreja.

Deus o abençoe ricamente em Cristo Jesus.

Mizael de Souza Xavier

27 de setembro de 2017



A AÇÃO SOBERANA DE DEUS NA SALVAÇÃO DO PECADOR



É Deus quem soberanamente nos escolhe/elege segundo a predestinação (Dt 10:15; Sl 33:12; 65:4; 135:4; Mt 11:27; 22:14; 24:22,31; Lc 18:7; Jo 15:16; 17:24; At 13:48; Rm 8:28-33; cap. 9; 10:20; 11:5,6; Ef 1:3-14; 2:10; Cl 3:12; 1 Ts 5:9; 2 Ts 2:13; 2 Tm 1:9,10; 2:10; Tt 1:1,2; Tg 2:5; 1 Pe 1:1,2; 2:8,9; Ap 17:8,14; 1 Co 1:27-29; Fp 2:13).

É Deus quem chama (Rm 8:28-33; cap. 9; 2 Tm 1:9; 1 Pe 2:9; 5:10; Jo 6:37,44,65; 2 Ts 2:13,14).

É Deus quem regenera (Jo 1:12,13; 3:3-8; 2 Co 3:18; 5:17; Cl 3:10; Ef 2:1-5; 4:24; Tt 3:3-7; 1 Jo 3:9; Tg 1:18; Ez 36:26).

É Deus quem nos dá a fé necessária à salvação (Ef 1:9; 2:8,9; 1 Jo 5:1; Tt 1:1; At 15:11; Rm 10:14,17; Fp 1:29; Cl 2:12; 1 Pe 1:21).

É Deus quem convence o perdido do seu pecado e produz no seu coração o arrependimento (Jo 16:8; At 16:14; Rm 5:5; 1 Co 14:24; Jd 1:15).

É Deus quem converte o pecador (At 26:18; 2 Cr 7:14; At 2:38; 3:19; Mt 4:17; Tt 1:21; Cl 2:12).

É Deus quem nos perdoa (Sl 86:5; Is 1:18; 55:7; Mt 9:2; Lc 11:4; At 10:43; 13:38,39; 1 Jo 1:7-9; Ef 1:7; 4:32; Cl 1:13,14; At 13:38).

É Deus quem nos justifica (Rm 1:7; 3:22-30; 4:5,24,25; 5:1,9,10,17,18; 9:30; 10:10; 1 Co 6:9-11; 2 Co 14:21; Tt 3:3-7; 1 Jo 2:29; 1 Pe 2:24; 3:18; At 13:39; Hb 10:38,39; Gl 2:16; 3:11-14,25; Fp 3:9; Tg 2:23-26).

É Deus quem nos resgata (Mt 20:28; Cl 1:13,14; 1 Tm 2:16; Mt 20:28; Gl 1:4; 4:1-5; Tt 2:14; 1 Pe 1:18,19; Jo 3:18,19,36)

É Deus quem nos reconcilia consigo mesmo (Rm 5:10,11; Cl 1:20-22; 2 Co 5:18-21; Ef 2:13-17; Cl 1:20; Hb 2:17).

É Deus quem nos salva (Mt 1:21; Jo 3:15-18,36; 5:24; 6:29,35,40; 11:25,26; Tt 2:14; 3:1-5; Ef 1:7; Hb 9:12; 1 Jo 4:10; 5:10-12; Ap 1:5; Rm 3:24; 5:6; 10:9,10; Mc 16:16; At 2:38; 16:31; 1 Pe 3:21; Cl 1:13,14; Ef 2:8,9).

É Deus quem nos dá a vida (Jo 5:24; 6:51-57; 11:25,26; 20:31; Ef 2:1-6; Rm 5:17; 6:23; 8:1,2; 2 Co 5:14,15; 1 Jo 4:9,10; 5:11,12).

É Deus quem adota o convertido como seu filho (Rm 8:14-23; 9:4,26; Jo 1:12; 8:44; 1 Jo 3:1,2,10; 4:3-6; Gl 3:26; 4:4-6; Ef 1:5).

É Deus quem santifica (Ef 3:17; Fp 2:15,16; Cl 1:22; 3:5; 1 Ts 4:7; 5:23; Tt 2:14; 1 Pe 5:10; 1 Jo 3:9; 4:7; 5:1; Rm 1:7).

É Deus quem faz perseverar (Fp 1:6; 1 Co 1:8; Fp 1:10; 2:13,16; 1 Jo 2:1,2; 5:18; 1 Pe 1:5; Ap 14:12; Lc 21:19; Rm 15:5; Tt 1:4).


É Deus quem glorifica o crente (Rm 8:17,18,22,23,29,30; 1 Co 15:41-55; 2 Co 4:17; 5:1-4; 1 Pe 5:1; 1 Ts 4:13-18; Fp 3:21; 1 Jo 3:2).

Mizael de Souza Xavier
Setembro, 2017