segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

ORAÇÃO E ATITUDE


ORAÇÃO E ATITUDE
Mizael de Souza Xavier

"Quero, pois, que os homens orem em todo o lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda" (1 Timóteo 2:18).

O que nós, cristãos, fazemos quando passamos por tribulação, quando enfrentamos problemas ou quando reconhecemos que a nossa vida espiritual não anda lá muito boa? Geralmente, pedimos e contamos com as orações dos irmãos da igreja para lutar conosco e interceder por nós junto a Deus. Afinal de contas, a Bíblia nos ensina a orar uns pelos outros (Tiago 5:16). A súplica do justo é eficaz diante de Deus que, segundo a sua soberana vontade, o atende. Sempre devemos batalhar uns pelos outros em oração pela graça e pelo direcionamento de Deus (Efésios 6:18; Filipenses 1:19; Atos 12:5; 1 Timóteo 2:1,2; Romanos 15:30).

Todavia, algumas situações pedem muito mais que oração: oramos fazendo. Em algumas delas, fica bem claro o que  precisamos fazer, de modo que não devemos orar por uma solução, mas para que Deus noa dê sabedoria e graça para fazer o que precisa ser feito, o que pode envolver, também, uma luta contra as hostes do mal (Tiago 6:10-20). Um exemplo é a nossa vida espiritual. Se ela não vai bem, algum pecado está envolvido. Se não oramos, não lemos a Bíblia ou vivemos caindo em tentação, sabemos os motivos e o que precisa ser feito. Será que a Igreja inteira orando resolverá um problema que é entre nós e Deus se nós mesmos não estamos dispostos a fazer algo a respeito? Já não sabemos que precisamos nos arrepender e passar a fazer a coisa certa? A oração dos irmãos não substitui a nossa responsabilidade. Ou eles podem orar para que Deus traga arrependimento ao nosso coração, algo que já temos consciência de que precisamos.

Sim, é importante orarmos uns pelos outros. Mas em qualquer situação, a oração dos irmãos não resolverá a nossa falta de atitude ou nossas ações erradas, quando o que precisamos, na verdade, é de arrependimento. Ela não fará o que nós sabemos que devemos fazer. Eis um exemplo: o apóstolo Paulo diz que, antes de tomar a ceia do Senhor, o crente deve examinar a si mesmo. Se ele estiver em pecado, deve resolver sua questão com Deus, não pedir que os irmãos orem por ele (1 Coríntios 11:22). Se um irmão tem algo contra o outro, deve ir se reconciliar com ele, não pedir oração para que o relacionamento entre ambos seja restaurado (Mateus 5:23,24).

Em inúmeros casos, a nossa oração a Deus deve ser para que façamos o que precisa ser feito ou deixemos de fazer o que é errado. Pedir oração por emprego e não sair para espalhar currículos, pedir oração pela vida financeira e ser um consumista inveterado, pedir oração pela conversão da família e ser um péssimo exemplo no lar, pedir oração por aumento de salário e ser um péssimo funcionário, pedir oração para crescer espiritualmente e não abandonar o que leva a pecar... Nada disso faz sentido. Saber que deve fazer o bem e não fazer, é pecado (Tiago 4:17). Peçamos oração, mas também oremos por nós mesmos e, acima de tudo, façamos o que Deus espera de nós.

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