segunda-feira, 3 de outubro de 2016

ONZE FORMAS DE REPENSAR E REVERTER A EVASÃO DO ESTUDO BÍBLICO




Um fato presente na maioria das igrejas evangélicas e que tem preocupado pastores, mestres e líderes é a evasão em massa dos momentos de estudo da Bíblia, seja na Escola Bíblia Dominical ou no culto de doutrina durante a semana. Enquanto isso, os cultos de bênçãos, promessas, milagres, poder, vitória e unção seguem sempre lotados. Isso é um reflexo do individualismo presente no cristianismo atual e que deve ser tenazmente combatido, porque não é de Deus nem é bíblico. Em parte, isso é culpa das lideranças que oferecem esse tipo de coisa enquanto reclamam que os crentes não querem mais ler e estudar a palavra de Deus. Eis aqui algumas dicas simples para transformar esta situação e devolver à Bíblia o seu lugar no corpo de Cristo:

1. Repensar até que ponto somos influenciados pelo neoliberalismo e a teologia neopentecostal, eliminando da liturgia e do ensino as práticas que se assemelhem à Teologia da Prosperidade e a sua Confissão Positiva, uma teologia herética e egocêntrica. Candelabros, estrela de Davi, objetos ungidos, “passes mágicos” de cura não fazem parte da doutrina cristã.

2. Transferir para o culto de domingo à noite o ensino doutrinário da Igreja, quando a frequência é bem maior, investindo no ensino sólido e sistemático das Escrituras para a formação teológica, ministerial e comportamental dos crentes.

3. Investir no ensino teológico, exigindo-o como prerrogativa para se assumir qualquer ministério na Igreja (diáconos, mestres, evangelistas, presbíteros, pastores, missionários, líderes de ministérios, etc.), incluindo-se a história da igreja local e as suas bases doutrinárias.

4. Diminuir a quantidade de programações festivas e de lazer, investindo na realização de palestras, seminários, simpósios e outros momentos de estudo da Palavra de Deus, com temas bíblicos e relevantes para a construção do caráter, a formação teológica e o estímulo à aplicação prática do aprendizado na vida cotidiana.

5. Diminuir o tempo do louvor e outras apresentações durante o culto, principalmente de domingo, para aumentar o tempo de exposição da Palavra de Deus. Muitos ministros de louvor se aproveitam do microfone para desabafar e até mesmo pregar, sem preparação alguma, declarando inverdades que precisam ser combatidas. Uma coisa é o Espírito Santo agir como e onde quiser, outra coisa é a carnalidade. Precisamos discerni-la e combatê-la.

6. Educar os ministros de louvor a examinarem as letras das músicas que irão cantar, examinando-as à luz da Bíblia, eliminando elementos do judaísmo que não estão em contexto com a Nova Aliança (santo dos santos, deserto, arca, templo, altar, etc.). A maioria dessas canções serve à Confissão Positiva e não possui qualquer apoio bíblico. O próprio pastor precisa estar atento ao que é cantado na Igreja, que traz doutrinas estranhas e muitas heresias. Cabe uma “censura” santa e preventiva.

7. Não convidar para pregar na Igreja pessoas de outras denominações que possuem declaradamente uma doutrina diferente. Ao convidar um pregador de fora, é preciso deixá-lo a par das bases doutrinárias da igreja local e adverti-lo contra pregações triunfalistas e egocêntricas que não exaltam a Deus, mas apenas ao homem.

8. Incentivar os crentes a lerem as obras dos grandes teólogos e pensadores antigos e da atualidade e a participarem de eventos como o Encontro para a Consciência Cristã. Desestimular a leitura de livros e outros materiais de autores de autoajuda evangélica, de cura e libertação, de batalha espiritual.

9. Incluir nas pregações e no ensino temas esquecidos, tais como: a cruz de Cristo, a Graça de Deus, a Queda, a volta de Jesus, o arrependimento, os frutos do Espírito Santo, o serviço cristão, a responsabilidade social da Igreja, os pecados da língua, o evangelismo e as missões. É preciso retomar a mensagem da cruz e voltar ao cristianismo puro e simples que a Bíblia ensina, eliminando temas recorrentes, como vitória, promessas, unção e prosperidade.

10. Crer e difundir na Igreja a fé reformada, que diz Sola Scriptura: somente as escrituras, buscando um equilíbrio na manifestação dos dons ditos de “poder”, como línguas e profecias, colocando-os em seu devido lugar ao invés de considerar as suas manifestações como “revelações de Deus”. É preciso provar todos os espíritos, discerni-los, examinar e julgar todas as coisas. Os falsos mestres e os falsos profetas não virão de outro lugar senão de dentro da própria Igreja.

11. Investir em discipulado pessoal, principalmente dos novos convertidos, enfatizando a importância de crer, ler, viver, ensinar e pregar a Palavra de Deus. O bom discipulado é a base de tudo. Sem a base, qualquer construção que vier depois vai ao chão.

Quais outras formas você pode pensar? Compartilhe comigo e com todos. Divulgue esta postagem entre os irmãos que você conhece. Façamos a nossa parte.

Deus os abençoe grandemente.

Mizael de Souza Xavier.






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