quinta-feira, 25 de maio de 2017

ÉTICA CRISTÃ E MINISTERIAL - UMA INTRODUÇÃO




O ser humano é um ser moral. Os animais se relacionam por meio dos seus instintos, não possuindo nenhuma concepção daquilo que é certo ou errado, ou do bem e do mal, da verdade e da mentira. Abrir mão da prerrogativa moral humana é rebaixar-se à qualidade dos animais irracionais. Entretanto, qualquer tentativa de viver longe da ética e da moral já demonstra o quanto somos humanos, pois somente os seres humanos podem escolher o ser ou o não ser, de modo que sempre somos o que somos. Portanto, é preciso estabelecer os padrões éticos e morais exigidos por Deus aos seus obreiros, padrões que regulamentam e determinam o seu comportamento como Igreja, como servos e como membros comuns da sociedade. O viver cristão é um viver ético, compatível com os valores presentes nas Sagradas Escrituras, valores que não são mutáveis nem perecíveis, mas que carregam a santidade e a eternidade de Deus consigo, mostrando o caminho certo a trilhar em busca da excelência espiritual e ministerial, onde “andar no Espírito” é o ethos exigido do obreiro de Deus.
Não é possível abarcar aqui todas as questões que dizem respeito à ética e que envolvem questões filosóficas, que podem ser mais bem estudadas em outra ocasião. A compreensão de seus elementos básicos, porém, é necessária para entendermos a sua importância para o desenvolvimento de um caráter íntegro e uma atuação santa e eficaz na obra do Senhor. Todos os temas abordados neste estudo são temas éticos em primeira e última instância. Por exemplo: faltar com a verdade é um problema ético. A consciência limpa requerida do diácono em 1 Timóteo 3:9, só é possível a partir do momento em que as suas ações são coerentes com as suas palavras e o seu ensino, o que pede uma postura ética diante de Deus e dos homens. Mais adiante, ao abordar-se a saúde do obreiro e a sua qualidade de vida, ficará bastante claro que representa falta de ética com os ministros do Senhor não prover-lhes as condições necessárias para o desempenho das suas funções no ministério. Quando o líder de uma denominação não cuida dos seus obreiros, está faltando com a ética cristã, que tem as suas bases firmadas na Palavra de Deus e no amor.
A ética é um conceito que serve a diversas práticas. De acordo com o Dicionário Aurélio Buarque de Holanda, ética é "o estudo dos juízos de apreciação que se referem à conduta humana susceptível de qualificação do ponto de vista do bem e do mal, seja relativamente à determinada sociedade, seja de modo absoluto”.  Grenz et al (2000, p. 52) define ética como a “Área da investigação filosófica e teológica que busca identificar o certo e o errado, i.e., os padrões morais, bem como o que é bom e o que significa viver bem.” Ainda segundo o autor (idem), “A ética busca oferecer discernimento, princípios ou mesmo um sistema de orientação na busca pela boa vida ou pela forma correta de agir nas situações gerais e específicas”. Então podemos pensar em várias éticas, cada uma voltada para uma cultura diferente, ainda que carregadas de valores gerais, como o ideal de justiça e equidade. A ética, contudo, não tem a ver com o campo da especulação, mas é um conjunto de valores e princípios que norteiam a conduta humana na sociedade. A diversidade humana pede uma diversidade ética, padrões morais diferentes e que variam de acordo com a cultura, os costumes e as épocas. Na verdade, os princípios éticos são universais, enquanto que as variantes culturais nós chamamos de “normas morais”, variando os “atos morais” de pessoa para pessoa. O pastor de uma Igreja possui a sua ética, assim como o traficante também possui a sua. Cada ética dependerá do conjunto de crenças e valores de cada indivíduo, podendo os atos morais divergirem. . Muitos pastores roubam o dinheiro que entra no caixa da sua congregação, enquanto muitos traficantes abominam outras práticas criminosas, como o estupro, por exemplo.


Ética cristã

A ética cristã, que é aquela que se requer do obreiro, está fundamentada nos princípios e valores absolutos da Palavra de Deus e dela não pode se desviar. O crente não pratica aquilo que bem entende de acordo com a sua vontade, as circunstâncias ou a cultura do seu meio, mas tem a sua vontade moldada pela ética de Deus e isso o faz agir sempre da mesma maneira em todas as situações. A Igreja não cria uma ética, apenas segue um padrão de comportamento pré-estabelecido na Bíblia. Não se pode negar, é claro, que uma má interpretação do texto bíblico levará inevitavelmente a uma aplicação deturpada de sua ética. De modo geral e ideal, o crente deve se adequar aos padrões existentes na Bíblia, padrões que regerão o seu comportamento em todas as esferas da sua existência. Isso o levará à compreensão de que não existe uma “vida cristã” e uma “vida secular”, mas onde quer que ele esteja, estará pensando, falando e agindo como cristão, seguindo a ética de Deus. Quando se observa o comportamento ético de um indivíduo que se declara discípulo de Jesus, é possível determinar seu grau de compromisso com aquilo em que afirma crer, percebendo até que ponto ele é verdadeiramente discípulo do Senhor. Essa observação pode ser feita, inclusive, no ambiente ministerial.
No exercício do seu ministério, o obreiro estará sempre enfrentando questões que envolverão as divergências entre bem e mal, verdade e mentira, certo e errado. As respostas que ele dará a cada uma dessas questões envolvem os valores sobre os quais a sua fé e o seu caráter estão alicerçados. A Bíblia oferece respostas suficientes para que o servo do Senhor aja sempre de acordo com aquilo que representa o bem, que conduza à verdade e seja certo. Quando alguém procura o pastor para um aconselhamento pastoral, geralmente está envolvido em algum problema com uma ou mais soluções e deseja que lhe seja apontado um caminho. É necessário avaliar atentamente cada situação, dando respostas bíblicas precisas sobre o que deve ser feito com base na ética de Deus. Sejam problemas de ordem conjugal, profissional, ministerial ou qualquer outra, o direcionamento deverá sempre conduzir ao bem, à verdade e ao que é correto, através das implicações morais e éticas da Palavra de Deus. Toda escolha é uma escolha ética; toda decisão também é uma decisão ética.
Na ética cristã, espiritualidade e ética se encontram. A vida cristã envolve aquilo que é espiritual. Entretanto, é impossível separar o homem carne do homem espírito: ambos coexistirão até a gloriosa volta do Senhor. Uma ação qualquer envolve ética e espiritualidade, porque ambos dizem respeito ao comportamento humano. Todos os problemas que o obreiro encontrará na sua própria vida, no exercício do seu ministério e na vida das pessoas com quem se relacionará dizem respeito a questões existenciais em todas as esferas: o relacionamento do homem consigo mesmo, o relacionamento do homem com Deus e o relacionamento do homem com os seus pares. O nível de espiritualidade do crente (a sua relação com Deus e a sua Palavra) refletirá na sua forma de lidar com o mundo a sua volta e todas as suas demandas, despertando sentimentos e atitudes que sempre envolverão o fazer ético. A sua espiritualidade abrangerá aquilo que deve ser feito, enquanto a ética – como produto dessa espiritualidade – mostrará os meios para que isso seja realizado.


Ética e moral

Não importa o papel que o indivíduo desempenhe na sociedade e na Igreja, as questões éticas sempre estarão envolvidas. Entender-se como pessoa, como cidadão e, acima de tudo, como servo de Deus transmite ao obreiro a mensagem de que o seu padrão ético precisa ser elevado. Algumas atitudes são requeridas do obreiro, e isso demonstra a qualidade do seu caráter. O seu pensamento e as suas ações estão sujeitos ao conhecimento daquele que o salvou, conforme está revelado por Deus nas Escrituras, de modo que “Ele morreu por todos, para os que vivem não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5:15). O servo do Senhor possui uma nova natureza, com uma nova vontade e objetivos (Ef 2:10). Logo, o seu padrão moral é diferente daquele que ele vivenciava antes da sua conversão (Ef 2:1-3). É interessante fazer-se, neste ponto, a diferenciação entre a “ética” e a “moral”. Enquanto a ética determina os padrões para o comportamento humano, a moral trata da atividade humana como ela é, o comportamento resultante do conhecimento ético, sua moralidade. Enquanto a ética é normativa, a moral é descritiva. A palavra “ética” é derivada do termo grego ethos (caráter, modo de ser de uma pessoa); já a palavra “moral” tem origem no termo latino morales, que significa “relativo aos costumes”. Enquanto a ética é o princípio, a moral são os aspectos de condutas específicas; enquanto a ética é permanente, a moral é temporal; enquanto a ética é universal, a moral é cultural; enquanto a ética é a regra, a moral é a conduta da regra; enquanto a ética é teoria, a moral é prática.
Como se pode perceber, existe uma sensível diferença entre a ética e a moral, o que determinará o que é ético e o que é moral. Um indivíduo pode ter uma postura ética, o que se demonstrará na sua prática de vida, isto é, na sua moralidade. Se ele obedecer a um conjunto de regras específico – como a Bíblia, por exemplo – a sua conduta moral está de acordo com os princípios estabelecidos neste conjunto de regras. Se, a despeito de haver uma regra específica a ser seguida, as suas ações não seguem os padrões determinados, a sua conduta moral poderá ser considerada como marginal ou imoral, fora dos padrões. Isto significa que a moral de cada um não é determinada por nenhuma lei externa, mas está restrita ao indivíduo ou grupo de indivíduos, baseados naquilo que eles decidem fazer com relação aos padrões estabelecidos. Hebreus 10:25 exemplifica isso. O padrão ético da Igreja cristã era de se congregar, mas alguns seguiam o seu próprio costume, deixando de manter a comunhão com os outros irmãos. O pecado é justamente a quebra da regra, do padrão, do costume estabelecido pela Palavra de Deus. O autor prossegue: “Porque, se vivemos deliberadamente em pecado [ato moral individual], depois de termos recebido o pleno conhecimento da verdade [o padrão ético estabelecido por Deus], já não resta sacrifício pelo pecado; pelo contrário, certa expectação horrível de juízo e fogo vingador prestes a consumir os adversários [consequência da conduta antiética]”. Agir de forma antiética e imoral não significa apenas ferir um princípio, mas envolve ofender a Deus.
A conduta moral de todo obreiro, de todo crente, está fundamentada nas Escrituras e delas não diverge. Isto significa que ele pratica aquilo que crê, age de acordo com os mandamentos (padrões éticos e morais) estabelecidos por Deus em sua Palavra. Assim como Deus é Santo, ele também é santo (1 Pe 1:16). A predestinação do crente visa a sua identificação com Cristo (Mt 5:16; 2 Co 3:18; Rm 8:29). Como nova criatura, ele não está limitado aos padrões que possuía no mundo nem à moralidade presente na sua carne, mas vive de modo totalmente diferente, não tentando equilibrar a ética cristã com a sua conduta moral, mas vivendo de modo íntegro (2 Co 5:17; Lc 14:33). A carne (moralidade) milita contra o Espírito (padrão divino), de modo que o resultado dessa luta é a vivência integral dos valores do Reino de Deus (Gl 5:17). E é este o fator determinante para estabelecer a integridade das ações do crente: a presença do Espírito Santo. O crente não pode ter um comportamento diferente do padrão, porque ele morreu para o pecado e agora vive para Cristo (Rm 6:2-11; Gl 2:19; 6:14). Ele está morto com Cristo para os rudimentos deste mundo (Gl 2:20) e agora pode viver para a justiça (1 Pe 2:24), não vivendo mais para satisfazer os seus próprios desejos (moralidade), mas a vontade de Deus (ética; 1 Pe 4:2).
A conduta dos fariseus na época de Jesus exemplifica claramente a diferença entre a ética e a conduta moral. Todo o capítulo 23 do Evangelho segundo Mateus é dedicado a tratar deste tema. O Senhor inicia o seu discurso afirmando que “Na cadeira de Moisés, se assentaram os escribas e os fariseus” (v. 2). Tal cadeira simboliza a autoridade legislativa de Moisés, por intermédio de quem veio a Lei. Escribas e fariseus orgulhavam-se por serem zelosos estudiosos e observadores da Lei, tratando com desprezo o povo comum, iletrado, que não possuía o mesmo conhecimento formal da Lei mosaica que eles. Logo, escribas e fariseus eram profundos conhecedores dos padrões de comportamento divinos estabelecidos nas Escrituras. No entanto, a sua conduta moral estava muito longe da integridade requerida por Deus em sua Lei, de modo que o povo deveria observar aquilo que eles diziam (a ética presente na Lei de Deus), porém, não deveria imitá-los em suas obras (conduta moral), porque não faziam aquilo que diziam (v. 3). O Senhor não poupa adjetivos para reprovar a atitude hipócrita daqueles religiosos, que eram semelhantes a sepulcros caiados, mostrando-se belos por fora, mas interiormente, “cheios de ossos mortos e de toda imundícia” (v. 27). A diferença, portanto, entre a ética e a moral está entre o “saber o que fazer” e o “fazê-lo”; ou o “saber o que não fazer” e o “não fazê-lo”, conforme lemos em Tiago: “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz nisso está pecando” (4:17). Os atos omissos também são atos morais.


Boa consciência

A integridade requerida nos princípios éticos e na moralidade cristã pode ser traduzida como “boa consciência”, como o apóstolo Paulo escreve a Timóteo: “mantendo fé e boa consciência, porquanto alguns tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar na fé” (1 Tm 1:19). Vê-se claramente que a fé cristã clama por uma vida coerente com aquilo que se crê. Isto é: a nossa conduta moral deve estar integrada à nossa regra de fé, gerando comportamentos compatíveis com os padrões divinamente estabelecidos. Naufragar na fé não está ligado, nesse texto, ao desviar-se de uma verdade para outra, mas em não viver a verdade na qual se crê. O crente que não vive de modo digno do Evangelho, já perdeu a sua fé, embora a continue proclamando. Em sua defesa perante o Sinédrio, Paulo declarou que a sua conduta diante de Deus garantia-lhe uma boa consciência (At 23:1). Ele de nada tinha de se envergonhar, uma vez que expressava a fé através dos seus atos em favor do Evangelho. O autor de hebreus pede oração aos irmãos, dizendo: “Orai por nós, pois estamos persuadidos de termos boa consciência, desejando em todas as coisas viver condignamente” (Hb 13:18). Esse viver condigno é aquele que mantém a coerência com o Evangelho. A relação entre a ética e a conduta moral fica ainda mais clara em 2 Coríntios 1:12, onde Paulo afirma: “Porque a nossa glória é esta: o testemunho da nossa consciência, de que, com santidade e sinceridade de Deus, não com sabedoria humana, mas, na graça divina, temos vivido no mundo e mais especialmente para convosco”. Aquele que vive no mundo, possui um padrão que confere verdade à sua moral: santidade e sinceridade diante de Deus. Aqueles que não são sinceros, são imorais, eles pregam, mas não praticam.
A crença correta em Deus produz práticas corretas, que são demonstradas por meio de um caráter santo que revela o compromisso do crente com a sua fé. Para que isso aconteça, é necessário ir além da prática do que é certo, passando a rejeitar aquilo que é errado. O mesmo Paulo escreve: “Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; pelo contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a Palavra de Deus; antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade” (2 Co 4:1,2). O mesmo principio da prática da fé aliada a uma consciência pura é repetido em outros textos (p. ex.: 1 Ts 2:10; 1 Tm 1:5,19; 3:9; 2 Tm 1:3; Hb 9:14; 1 Pe 3:16,21). O autor de Hebreus, falando a respeito do privilégio que o crente possui do acesso à presença de Deus, escreve: “aproximemo-nos com sincero coração, em plena certeza de fé [ética], tendo o coração purificado de má consciência [moral] e lavado com água pura”. A moral cristã parte de princípios morais elevados. Quando as ações do crente não são compatíveis com a fé que ele professa, a própria fé em si fica comprometida. A Palavra de Deus não é adulterada apenas quando se tira ou acrescenta algo do seu conteúdo, mas quando se deixa de praticar aquilo que ela ensina ou se vive o contrário do que ela ordena. No casamento entre o crente e a sua fé não pode haver adulteração: eles são apenas um. Quando um dos princípios bíblicos é desprezado, o adultério acontece.

O texto de Filipenses 4:8 estabelece alguns princípios que devem nortear o pensamento cristão: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso que ocupe o vosso pensamento”. O pensamento daqueles irmãos era alimentado por aquilo que aprenderam, receberam, ouviram e viram em Paulo (ética, padrão) e que deveria se transformar em prática (conduta moral, caráter; v. 9). Escrevendo a Tito, Paulo o exorta a tornar-se padrão de boas obras, mostrando integridade e reverência no ensino, além de linguagem sadia e irrepreensível, “para que o adversário seja envergonhado, não tendo indignidade nenhuma que dizer a nosso respeito” (Tt 2:7,8). Quando o crente anda retamente, praticando os mandamentos de Deus, ele não somente se torna modelo para aqueles que o observam, como também impede que seu comportamento seja motivo de tropeço para o Evangelho. Na Igreja moderna, entretanto, líderes e obreiros parecem não se importar com o testemunho que dão diante dos irmãos e do mundo, permitindo que práticas indignas de um servo do Senhor escandalizem a Igreja e o Senhor da Igreja. O caráter do obreiro precisa ser irrepreensível (Fp 1:9,10), moldado pelo padrão de Deus, não pelo padrão do mundo (Rm 12:2). 


Este texto faz parte do livro MANUAL DO OBREIRO APROVADO, no capítulo ÉTICA CRISTÃ E VALORES, de autoria de Mizael  Xavier, que você pode encontrar à venda na Amazon:




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