quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Semelhanças incríveis entre Maria e a Trindade na doutrina católica



Atenção: ESTE ESTUDO É DE AUTORIA E DOMÍNIO DE MIZAEL DE SOUZA XAVIER. QUALQUER CÓPIA OU PLÁGIO SERÁ COMBATIDO DENTRO DAS FORMAS DA LEI DE DIREITOS AUTORAIS. CASO DESEJE UTILIZAR PARTE DELE, DEVE-SE CITAR A FONTE.

Livros consultados e suas abreviaturas nas citações:

Tratado da verdadeira devoção à santíssima virgem – S. Luíz Maria de Montfort (TVD)
Glórias de Maria – S. Afonso de Ligório (GM)
O segredo de Maria – S. Luíz Maria de Montfort (SM)


Semelhanças com Deus pai.


         Não é difícil descobrir, através da leitura que se segue, que o culto a Maria ultrapassa todos os limites de uma simples devoção ou admiração por parte dos seus fiéis. Ele é realmente colocada, senão em pé de igualdade, pelo menos em profunda semelhança com Deus Pai. A criatura, ainda que se negue isso, mescla-se definitivamente à natureza divina, a ponto de manipulá-la e dela conseguir quaisquer bênçãos e benefícios aos seus devotos. Não há como separar Maria de Deus dentro da teologia romanista, visto que Ele próprio tenha se subjugado à sua poderosa “mãe”. As mãos do Pai da eternidade estão atadas e somente são estendidas quando Maria, com seus rogos incessantes a favor dos seus mais humildes e fiéis devotos, intercede por eles e os livra da ira divina.
         Na teologia romanista, Maria não somente é uma pseudodeusa, como também dona do mover divino. Ela e Deus formam uma só pessoa.


Deus é amor: “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (1João 4:8; cf. Oséias 6:4; Romanos 5:5,8; 2 Coríntios 5:14; 13:13).
Maria é amor: “Maria é nossa mãe, não carnal, mas de amor. Eu sou a mãe do belo amor (Eclo 24,24). Tão somente o amor que nos tem é que a faz ser nossa mãe” (GM, pág. 53).

Deus é Onipotente: “Então ouvi uma voz como de numerosa multidão, como de muitas águas, e como de fortes trovões, dizendo: Aleluia! Pois reina o Senhor nosso Deus, o Todo-Poderoso” (Apocalipse 19:6).
Maria é onipotente: “Não me alegueis que não vos é possível ajudar-me, pois sei que sois onipotente e de vosso Deus conseguis tudo quanto desejais” (GM, pág. 72).

Deus é Glorioso: “Os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento anuncia as obras de suas mãos” (Salmo 19:1; cf. Isaías 42:8; 60:7; Êxodo 40:34; 1 Crônicas 16:24; Salmos; 68:34; 96:6; Romanos 11:36 e Apocalipse 7:12).
Maria é gloriosa: “... têm o paraíso todos os que anunciam as glórias de Maria” (GM, pág. 28).

Deus é Refúgio: “Deus é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações” (Salmo 46:1; cf. Salmos 9:9; 14:16).
Maria é refúgio: “Basta que se recorra a ela, para se estar salvo. Sou cidade de refúgio para todos que a mim recorrem, faz S. Damasceno dizer nossa Rainha” (GM, pág. 105).

Deus é Misericordioso: “Rendei graças ao Senhor porque Ele é bom; porque a sua misericórdia dura para sempre” (1Crônicas16:34; cf. Deuteronômio 5:10; 1 Crônicas 21:23; Salmo 92:2; 103:8; Romanos 9:18; 2 Coríntios 4:1; Hebreus 8:12; Jonas 4:2).
Maria é misericordiosa: “Bem que seja rainha, não é Rainha de justiça, zelosa do castigo dos malfeitores. É Rainha de misericórdia, inclinada só à piedade e ao perdão dos pecadores” (GM, pág. 36).

Deus é Auxílio: “Porque estás abatida, ó minha alma? Por que te pertubas dentro em mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei a ele, meu auxílio e Deus meu” (Salmo 42:5,11; cf. Salmo 30:10; Hebreus 13:6).
Maria é auxílio: “Salve, esperança de minha alma, saudava-a S. Efrém, salve ó segura salvação dos cristãos, auxílio dos pecadores, defesa dos fiéis, salvação do mundo” (GM, pág. 98).

Deus ministra os dons: “Ora, os dons são diversos, mas o Espírito é o mesmo. E também há diversidade nos serviços, mas o mesmo Deus é quem opera tudo em todos. A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando um fim proveitoso” (1 Coríntios 12:4-7).
Maria ministra os dons: “A partir do momento que esta Virgem Mãe concebeu em seu ventre o Divino Verbo, adquiriu, por assim dizer, um direito especial sobre os dons que nos provém do Espírito Santo, de tal modo que criatura alguma recebe graças de Deus, senão por mãos de Maria” (GM, pág. 137). “Deus Espírito Santo comunicou a Maria, sua fiel esposa, seus dons inefáveis, escolhendo-a para dispensadora de tudo que possui” (TVD, pág. 31).

Deus é Pai: “Por isso, retirai-vos do meio deles, separai-vos, diz o Senhor; não toqueis em coisas impuras; e eu vos receberei, serei vosso Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-Poderoso” (2 Coríntios 6:17,18; cf. Isaías 64:8; Mateus 6:9; Lucas 11:13; Tiago 1:17; João 16:23; 1 Coríntios 8:6; Efésios 2:18; 4:6; Hebreus 1:5; 1 Pedro 1:17).
Maria é mãe: “Portanto, quem aspira ser filho desta grande Mãe, é preciso que primeiro deixe o pecado, e depois será sem dúvida aceito como filho” (GM, pág. 66).

Deus é Senhor do Reino: “Lembrar-se-ão do Senhor e a ele se converterão os confins da terra; perante ele se prostrarão todas as famílias das nações. Pois do Senhor é o reino, é ele quem governa as nações” (Salmo 22:27,28; cf. Mateus 6:13; 1 Crônicas29:11).
Maria é rainha do reino: “Por conseguinte estão sujeitos ao domínio de Maria os anjos, os homens e todas as coisas do céu e da terra (...) Continuai, pois, a dominar com toda a confiança;disponde a vosso arbítrio dos bens do vosso Filho; pois, sendo Mãe, e esposa do Rei dos reis, pertence-vos como Rainha o Reino e o domínio sobre todas as criaturas” (GM, pág. 36). “Quando, portanto, e é certo, o conhecimento e o reino de Jesus Cristo tomarem o mundo, será como uma conseqüência necessária do conhecimento e do reino da Santíssima Virgem Maria. Ela o deu ao mundo a primeira vez, e também, na segunda, o fará resplandecer” (TVD, pág. 24).

Deus é Santo, Santo, Santo: “Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobriam o rosto; com duas cobriam os pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos; toda terra está cheia da sua glória” (Isaías 6:2,3; cf. Apocalipse 4:8).
Maria é santa, santa, santa: “Vibra nos céus, como diz São Boaventura, o clamor incessante dos anjos: Sancta, sancta, sancta maria, Dei genitrix et Virgo; e milhões e milhões de vezes, todos os dias, eles lhe dirigem a saudação Angélica: Ave Maria... prostrando-se diante dela e pedindo-lhe a graça de honrá-los com suas ordens (...) Toda a terra está cheia de sua glória” (TVD, pág. 21).

Deus é Redentor: “Quanto ao nosso Redentor, o Senhor dos Exércitos é o seu Nome, o Santo de Israel” (Isaías 47:4; cf. Isaías 41:14; 46:4; 54:8; 59:20; Jó 19:25; Salmos 19:14; 78:35; Jeremias 14:8; 50:34).
Maria é co-redentora: “Tendo, pois, Maria cooperando para a redenção com tanto amor pelos homens e tanto zelo pela glória divina, com razão determinou o Senhor que todos nos salvemos por intermédio da sua intercessão” (GM, pág. 141).

Deus é Salvador: “Ora, é para esse fim que labutamos e nos esforçamos sobremodo, porquanto temos posto a nossa esperança no Deus vivo, salvador de todos os homens, especialmente dos fiéis” (1 Timóteo 4:10; cf. Salmo 106:21; Isaías 43:11; 60:16; Lucas 1:47; 2:11; Atos 13:23; 1 Timóteo 2:3; 1 João 4:14; Judas 25).
Maria é salvadora: “’Em mim há toda a esperança da vida e da virtude’ (Eclo 24,25). Em suma acharemos em Maria a vida e a nossa salvação. ‘Quem me acha, achará a vida e haurirá do Senhor a salvação’ (Provérbios 8,33)” (GM, pág. 134).

Deus é Deus: “Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei do Egito e da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim” (Deuteronômio 5:6,7).
Maria é Deus: “A sua transformação em Deus ultrapassa a de São Paulo  e dos outros santos, mais que o céu ultrapassa a terra em altura” (Segredo de Maria, S. Luis Maria de Montfort, editora Santuário, 1998, págs. 20 e 21).

Deus sacrificou seu Filho na cruz: “Aquele que não poupou o seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, por ventura, não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (Romanos 8:32; cf. João 3:16; Colossenses 1:20; 2:14; Gálatas1:4; 2:20; Romanos 4:25; Mateus 20:18; Efésios 5:2).
Maria sacrificou seu Filho na cruz: “E é este Filho a vítima por ela entregue voluntariamente à morte”, e “Por aí veja cada um, pois, quanto deve ter custado a Maria, e que fortaleza de ânimo teve de exercitar neste ato de sacrificar à cruz a vida de um Filho tão amável” (GM, pág. 317; cf. também pág. 421).

Deus está perto de todos os que o invocam: “Perto está o Senhor de todos os que o invocam, de todos os que o invocam de verdade” (Salmo 145:18; cf. Gênesis 4:26; Salmos 18:6; 50:15; 55:16; 118:5; Isaías 55:6; Atos 9:14; Romanos 10:13).
Maria está perto de todos os que a invocam: “A Virgem Santíssima conhece e ama a todos os que a amam; está ao lado dos que a invocam, principalmente quando se lhe assemelham pela pureza e humildade” (GM, pág. 415).

Na tentação devemos buscar a Deus: “... e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém” (Mateus 6:13; cf. Marcos 14:38; 1 Coríntios 7:5; 10:13; Hebreus 2:18).
Na tentação devemos buscar a Maria: “Sempre, portanto, continua ele, que estivermos em perigo de nos perdermos pelas tentações ou paixões desta vida, urge recorrer a Maria, clamando: Depressa, Senhora, ajudai-nos, salvai-nos, se não quereis ver-nos perdidos” (GM, pág. 142, 143; comparar com Mateus 8:25; Marcos 4:38; Lucas 8:24).


Deus responde às orações: “E esta é a confiança que temos para com ele: que, se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve. E, se sabemos que ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que  lhe temos feito” (1 João 5:14,15; cf. 2 Crônicas 1:17;  7:12; Jeremias 33:3; Salmos 6:9;  27:7; 55:19; 91:15; Zacarias 10:1; Gênesis 35:3; João 16:24; Mateus 21:22; 1 João 3:22).
Maria responde às orações: “Se o servo é um pecador, empenha toda sua poderosa intercessão para obter-lhe o perdão de seu filho (...) Ela está sempre disposta a orar por todos, escreve Godofredo, abade” (GM, págs. 160,161; cf. também pág. 158).

Deus reina no céu: “O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés; que casa me edificareis, diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso?” (Atos 7:49; cf. Isaías 66:1,2; Salmo 11:4; 73:25; 89:6; 115:16).
Maria reina no céu: “As três Pessoas divinas, colocando-lhe o trono à direita de Jesus, a declaram Rainha universal do céu e da terra. Aos anjos também ordenam, e a todas as criaturas, que a reconheçam por sua Rainha e como tal a sirvam e lhe obedeçam” (GM, pág. 347; cf. também págs. 43 e 166). “Além disso, se a Virgem Santíssima, como já disse... é a rainha e soberana do céu e da terra... não possui ela tantos súditos e escravos quantas criaturas existem?” (TVD, pág. 80; cf. também pág. 42).

De Deus são os anjos: “Porque aos seus anjos dará ordens a teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos” (Salmo 91:11; cf. Salmo 37:4; 1 Samuel 29:9; 2 Tessalonicenses 1:7).
De Maria são os anjos: “Os meus Anjos já começaram a batalha. Às minhas ordens estão a reunir am toda a parte do mundo estes meus filhos” (MSM, pág. 89).

A terra está cheia da glória de Deus: “Bendito para sempre o seu glorioso nome, e da sua glória se encha a terra. Amém e amém!” (Salmo 72:19; cf. Apocalipse 21:23).
A terra está cheia da glória de Maria: “Toda a terra está cheia de sua glória, particularmente entre os cristãos, que a tomam como padroeira e protetora em muitos países, províncias, dioceses e cidades” (TVD, pág. 21).

Nossas orações a Deus tem poder: “Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes curados. Muito pode, por sua eficácia, a súplica do justo” (Tiago 5:16; cf. Atos 6:6; Romanos 15:30; 1 Timóteo 2:1).
As preces de Maria tem mais poder: “Se Moisés, pela força de sua oração, conseguiu sustar a cólera de Deus contra os israelitas, e de tal modo que o altíssimo e infinitamente misericordioso Senhor lhe disse que o deixasse encolerizar-se e punir aquele povo rebelde, que devemos pensar, com muito mais razão, da prece da humilde Maria, a digna Mãe de Deus, que tem mais poder junto da majestade divina, que as preces e intercessões de todos os anjos e santos do céu e da terra?” (TVD, pág. 33,34).

Como sabemos que temos Deus por Pai: “Pois todos os que são guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus” (Romanos 8:14; cf. 2 Coríntios 6:18; Romanos 8:15; 1 João 3:1,10; Efésios 1:5; 2:3; Gálatas 4:5-7,28).
Quem não tem Maria não tem Deus por Pai: “Assim como na geração natural e corporal há um pai e uma mãe, há na geração sobrenatural, um pai que é Deus e uma mãe, Maria Santíssima. Todos os verdadeiros filhos de Deus e os predestinados têm Deus por pai, e Maria por mãe; e quem não tem Maria por mãe, não tem Deus por pai” (TVD, pág. 35).

Deus é digno de todo louvor: “Como está escrito: Por minha vida, diz o Senhor, diante de mim se dobrará todo joelho, e toda língua dará louvores a Deus” (Romanos 14:11; cf. Isaías 45:23; Salmo 48:10; 26:7; 71:8; Deuteronômio 10:21; Amós 4:5).
Maria é digna de todo louvor: “Confirma isto Santa Igreja, a qual faz ler na Missa da Santa Virgem as seguintes palavras: Bem-aventurada és tu, Santa Virgem Maria, e mui digna de todo louvor” (GM, pág. 135).

Quando oramos encontramos a Deus: “... se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” (2 Crônicas 7:14; cf. Jeremias 29:13; Isaías 55:6; Salmos 40:6; 105:4; 119:9; Amós 5:4; Mateus 7:7; Atos 15:17; 17:27; Colossenses 3:1).
Só quando oramos a Maria encontramos a Deus: “É ir sempre a Nosso Senhor só por Maria, pela sua intercessão e pelo seu crédito junto dele, de sorte que nunca o encontraremos só quando oramos (...) Toma todo cuidado, alma predestinada, não acredites que é mais perfeito ir diretamente a Jesus, diretamente a Deus na tua oração e intenção se quiseres ir a Deus sem Maria, a tua ação, a tua intenção será de pouco valor; mas, indo por Maria, será a ação de Maria em ti, e, por conseguinte, será muito elevada e muito digna de Deus” (SM, pág. 38, 39).

Somos predestinados segundo o propósito de Deus: “... assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito da sua vontade...” (Efésios 1:4,5; cf. 1:11; Romanos 8:29).
Somos predestinados segundo a vontade de Maria: “Santo Agostinho diz mesmo que, neste mundo, os predestinados estão encerrados no seio de Maria, e não vêm à luz senão quando esta boa Mãe os dá à vida eterna” (SM, pág. 16).


Semelhanças com Deus Filho.

         As semelhanças entre Maria e seu Mestre e Senhor Jesus Cristo são, como já dissemos a cerca das semelhanças com Deus Pai, muito mais que aparentes ou frutos de uma vida de imitação ao Salvador (cf. 1 Coríntios 11:1: o Apóstolo Paulo nos exorta a que o imitemos, assim como ele imitava a Cristo). Ela realmente assume muitos, ou todos, os atributos e ofícios de Cristo: Salvador, Intercessor, Mediador, Advogado... Não há nada que Cristo faça que Maria também não possa fazer, às vezes de forma mais poderosa e eficaz, como é o caso de se dizer que acharemos a salvação mais depressa se buscarmos a Maria do que se buscarmos a Cristo.
         Os teólogos romanos, abades e santos padres não atentam para o ministério de Cristo e o significado de sua morte na cruz. Atestam com veemência que Maria teve co-participação na obra da redenção e que as suas dores aos pés da cruz foram para salvar a humanidade. Ao olharem para a cruz não conseguem enxergar o Filho de Deus derramando o seu sangue; enxergam apenas as lágrimas derramadas por sua mãe e seu sofrimento sobre-humano. Daí não admira tantos textos igualando ou exaltando Maria acima do verdadeiro Senhor de nossas almas.


Jesus é Intercessor: “Por isso também pode salvar totalmente os que por ele se achegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Hebreus 7:25; cf. Romanos 8:26; Isaías 53:12).
Maria é intercessora: “... da pregação sobre Maria e sobre a confiança em sua intercessão, depende a salvação de todos” (GM, pág. 30).

Jesus é Mediador: “Porque há um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Timóteo 2:5; cf. Gálatas 3:20; Hebreus 9:15; 12:24).
Maria é medianeira: “Ao mesmo tempo está fora de dúvida que pelos merecimentos de Jesus Cristo foi concedida a Maria a grande autoridade de ser medianeira da nossa salvação, não de justiça, mas de graça e de intercessão, como bem lhe chamou Conrado de Saxônia com o título de ‘Fidelíssima medianeira da nossa salvação’” (GM, pág. 131). “Com efeito, pergunta S. Lourenço Justiniano, sem essa plenitude da graça divina, como teria a Virgem podido ser a escada do paraíso, e advogada do mundo, a verdadeira medianeira entre os homens e Deus?” (GM, pág. 264).

Jesus é Rei: “Assim, ao Rei eterno, imortal, Deus único, honra e glória pelos sáculos dos sáculos. Amém” (1 Timóteo 1:17; cf. Salmo 5:2; 10:6; 24:7; 44:4; Isaías 43:15; João 1:49; Apocalipse 19:16).
Maria é rainha: “E por que é assim tão grande o vosso poder? Pergunta o Santo. Porque sois a Mãe do nosso Salvador, a esposa de Deus, a Rainha do céu e da terra” (GM, pág. 46).

Jesus é Advogado: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai: Jesus Cristo, o Justo” (1 João 2:1; cf.
Maria é advogada: “Nossa Senhora, porém, como é Rainha de todos, de todos é também advogada e lhes cuida da salvação” (GM, pág. 161).

Jesus é a Porta: “Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim será salvo; entrará e sairá e achará pastagem” (João 10:9).
Maria é a porta: “... graça nenhuma desce do céu à terra sem passar pelas mãos de Maria. Ajunta São Boaventura que Maria  é chamada porta do céu, porque ninguém pode entrar no céu, senão pela porta que é Maria” (GM, pág. 136).

Jesus é a Esperança: “... aos quais Deus quis dar a conhecer qual seja a riqueza da glória deste mistério entre os gentios, isto é, Cristo em vós, a esperança da glória” (Colossenses 1:27; cf. 1 Coríntios 15:19; 2 Coríntios 3:12; Efésios 4:4; 1 Timóteo 1:1; Tito 2:13; 3:7; 1 Pedro 1:3; 1 João 3:3).
Maria é a esperança: “Sois a nossa única esperança, a quem confiamos a nossa salvação: perante Jesus Cristo sois a nossa única advogada, a quem nos dirigimos” (GM, pág. 106; cf. págs. 146 e 147).

Jesus é Reconciliador: “Ora, tudo provém de Deus que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo, reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões e nos confiou a palavra da reconciliação” (2 Coríntios 5:18,19; cf. Romanos 5:10,11; 11:15; Colossenses 1:20,22).
Maria é reconciliadora: “... nenhum deles é tão abandonado por Deus, que não consiga reconciliar-se com ele e conseguir misericórdia, se implora a minha intercessão” (GM, pág. 41). “A principal missão de Maria quando veio à terra era a de levantar as almas caídas e reconciliá-las com Deus” (GM, pág. 169).

Jesus é o Primogênito: “Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação... Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste” (Colossenses 1:15,17; cf. Salmo 89:27; Jeremias 31:9; Romanos 8:29; Apocalipse 1:5).
Maria é a primogênita: “Com efeito, é Maria a primogênita de Deus por ter sido predestinada juntamente com o Filho nos decretos divinos, antes de todas as criaturas” (GM, pág. 236).

Jesus é sem pecado: “Porquanto para isso mesmo fostes chamados, pois que também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca” (1 Pedro 2:21,22; cf. 1 João 1:8; 3:5; 1 Pedro 3:18; Hebreus 4:15; 2 Coríntios 5:21; Romanos 3:23).
Maria é sem pecado: “No VI concílio Ecumênico de Constantinopla (680-81) falou São Sofrônio: A Filha de Deus baixou ao ventre de Maria guardado intacto por causa da virgindade, e a virgem  estava isenta de todo contágio no corpo e na alma” (GM, pág. 252; cf. págs. 251 e 253).

Jesus é o Caminho: “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14:6; cf. Atos 18:26; 19:9,23; 22:4; Romanos 3:17; Hebreus 10:20).
Maria é o caminho: “Porque nestes tempos de apostasia, da purificação e da grande tribulação, o meu Coração Imaculado é o único refúgio e o caminho que vos conduz ao Deus da salvação e da paz” (MSM, pág. 634).

Jesus é a Estrela da Manhã: “Eu, Jesus, enviei o meu anjo para vos testificar estas coisas às igrejas. Eu sou a raiz e a geração de Davi, a brilhante estrela da manhã” (Apocalipse 22:16).
Maria é a estrela da manhã: “No livro do Apocalipse, por duas vezes Jesus Cristo é apresentado como a ‘estrela da manhã’: Apocalipse 2,28 e 22,16. É por meio dele que o mundo sai das trevas do pecado e entra na plena luz da graça. Aqui no Ofício, a expressão refere-se a Maria, por meio da qual é anunciada a vinda do Sol da Justiça, o Salvador” (Ofício de Nossa Senhora da Coceição, Pe. José Raimundo Vidigal, c.ss.r., editora Santuário, 1999, pág. 18).

No Nome de Cristo os demônios são expelidos: “E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome expulsarão os demônios...” (Marcos 16:17; cf. Marcos 3:22ss; Lucas 11:14).
No nome de Maria os demônios são expelidos: “Como nuvem protege-nos dos ardores da divina justiça; como fogo defende-nos contra os demônios (...) OH! Como tremem os demônios, afirma S. Bernardo, só com ouvir pronunciar o nome de Maria” (GM, pág. 125,126). “A Ave-Maria, rezada com devoção e modéstia é, como dizem os santos, o inimigo do demônio, pondo-o logo em fuga, e o martelo que o esmaga...” (TVD, pág. 238).

Cristo vence o inimigo: “Depois virá o fim, quando tiver entregado o Reino de Deus, ao Pai, e quando houver aniquilado todo o império, e toda potestade e força. Porque convém que reine até que haja posto a todos os inimigos debaixo dos seus pés. Ora o último inimigo que há de ser aniquilado é a morte” (1 Coríntios 15:24-26; cf. Salmo 110:1; Mateus 22:44; Apocalipse 20:10).
Maria vence o inimigo: “Deus não vos criou para si, mas que vos deus aos anjos como sua  restauradora, aos homens como sua reparadora e aos demônios como sua debeladora. Por meio de vós recobraremos s graça divina, e por vós o inimigo é vencido e debelado” (GM, pág. 296).

Sem obediência a Cristo não há salvação: “Ainda que era Filho, aprendeu a obediência, por aquilo que padeceu. E, sendo ele consumado, veio a ser a causa da eterna salvação para todos os que lhe obedecem...” (Hebreus 5:8,9; cf. Atos 5:32; Romanos 10:16; 2 Tessalonicenses 1:8; 1 Pedro 4:17).
Sem servir a Maria não há salvação: “Desde que não lhe ponhamos obstáculos, alcança-nos essa divina Mãe o paraíso, pela eficácia de suas súplicas e de seu patrocínio. Aquele, por conseguinte, que a serve e conta com sua intercessão, está seguro do paraíso, como se já ali estivesse... aqueles que não servem a Maria, não se salvarão; porquanto, destituídos do auxílio da poderosa Mãe, ficam também privados do socorro do Filho e de toda a corte celeste” (GM, pág. 198).

Quem invocar o Nome do Senhor (Jesus) será salvo: “E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será Salvo” (Atos 2:21; cf. Atos 9:14; Joel 2:28-32).
Quem invocar o nome de Maria será salvo: “S. João Damasceno sem dificuldade dizia à Virgem Santíssima: rainha pura e imaculada, salvai-me, livrai-me da condenação eterna! S. Boaventura saúda-a como ‘salvação dos que a invocam’” (...) “Apareceu-lhe então a Senhora com o Menino Jesus nos braços e, mostrando-lhe os olhos de seu divino Filho, disse: São estes os olhos misericordiosos que posso inclinar, a fim de salvar todos aqueles que me invocam” (GM, págs. 143 e 179).

Temos recebido a plenitude de Cristo: “Porque todos nós temos recebido da sua plenitude e graça sobre graça” (João 1:16; cf. Romanos 11:12; 15:29; Efésios 1:23; 4:13; colossenses 1:19; 2:9).
Temos recebido a plenitude de Maria: “Só a Jesus e a Maria foi dada tão abundante graça, que seria suficiente para salvar a todo gênero humano. Por isso s. João diz de Jesus Cristo: Nós todos temos recebido de sua plenitude (Jo 1,16). De Maria afirmam também a mesma verdade. S. Tomás de Vilanova, por exemplo, escreve: Ela é cheia de graça e de sua plenitude recebem todos” (GM, pág. 269).

Cristo é exaltado: “Pelo que também Deus o exaltou sobremaneira e lhe deu o nome que está acima de todo nome, para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai” (Filipenses 2:9-11; cf. Atos 5:31).
Maria é exaltada: “A Santa Mãe de Deus foi exaltada acima de todos os coros dos anjos. Sim, diz o Abade Guerrico, exaltada acima dos anjos, de modo que só tem acima de si seu Filho, o Unigênito de Deus” (GM, pág. 348).

Cristo nos liberta da condenação eterna: “Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte” (Romanos 8:1,2; cf. Romanos 8:34; Marcos 16:16).
O “escapulário” de Maria nos livra da condenação eterna: “Os Padres Crasset e Lezena, falando do escapulário do Carmo, referem que, aos 16 de julho de 1251, apareceu a Santíssima Virgem a S. Simão Stock, na Inglaterra, e entregou-lhe um escapulário, garantindo-lhe que aqueles que o trouxessem seriam livres da condenação eterna” (GM, pág. 454).

Cristo sofreu por nós: “Pois, naquilo que ele mesmo sofreu, tendo sido tentado, é poderoso para socorrer os que são tentados” (Hebreus 2:18; cf. Marcos 8:31; Romanos 8:17; 1 Pedro 1:11; 2:21; 4:1,13; 5:1; 2 Coríntios 1:5,6; Tiago 5:10).
Maria sofreu por nós: “Quisestes, Senhora minha, ser também imolada no Calvário? Para remir-nos não bastava porventura um Deus crucificado? E por que então quisestes também vós, sua Mãe, ser igualmente crucificada? Certamente bastava a morte de Jesus para a redenção do mundo,  e até de uma infinidade de mundos. Amando-nos, porém, quis essa boa Mãe socorrer de sua parte para nossa redenção com o merecimento de suas dores, suportadas por nós no Calvário... Somos obrigados a Jesus pela Paixão que sofreu por nosso amor, mas somos também a Maria pelo martírio que, na morte do Filho, quis sofrer espontaneamente pela nossa salvação” (GM, págs. 366, 367).

Quem ouve as palavras de Cristo será salvo: “Em verdade, em verdade vos digo: quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, não entra em juízo, mas passou da morte para a vida” (João 5:24; cf. João 6:68; 1 Coríntios 1:18).
Quem ouve as palavras de Maria será salvo: “Por outro lado, diz Maria: Aquele que me serve não será condenado (Eclo 24,30). Quem a mim recorre e ouve as minhas palavras não se perderá (...) Por isso o demônio trabalha para que os pecadores, depois de perderem a graça de Deus, percam também a devoção de Maria” (GM, pág. 184).

Cristo nos dá a vida eterna: “Por isso que crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus” (João 3:36; cf. 5:24; 6:47,68; 10:28; 11:25; 12:25; 17:3; Mateus 25:46; Romanos 6:22,23; Tito 1:2; 1 João 5:11-13).
Maria nos dá a vida eterna: “Jacó, monge e célebre doutor entre os gregos, diz que Deus colocou Maria como ponte de salvação sobre a qual nos faz atravessar as ondas deste mundo e assim alcançaremos o tranqüilo porto do céu. Daí então a exortação de S. Boaventura: Ouvi, ó vós, desejosos do Reino de Deus: honrai e servi a Virgem Maria, e encontrareis a vida eterna” (GM, pág. 198).

Jesus disse que fôssemos a Ele: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mateus 11:28).
Maria disse que fôssemos a ela: “Vinde, portanto, a Mim e Eu vos consolarei; guiar-vos-ei sobre a estrada segura que vos conduzirá para o alto, no paraíso” (MSM, pág. 297).

Devemos fazer tudo em Nome de Jesus: “E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”.(Colossenses 3:17).
Devemos fazer tudo por, com, em e para Maria: “É preciso fazer todas as ações por Maria, quer dizer, em todas as coisas obedecer à Santíssima Virgem, e em tudo conduzir-se por seu espírito, que é o santo espírito de Deus (...) É mister fazer todas as ações com Maria, isto é, em todas as ações olhar Maria como um modelo acabado de todas as virtudes e perfeições, que o Espírito Santo formou numa pura criatura, e imitá-lo na medida de nossa capacidade (...) É precisa fazer todas as ações em Maria (...) É preciso fazer finalmente todas as ações para Maria” (TVD, págs. 241, 244, 245, 249 – grifo nosso!).

Jesus não nos perde: “E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:39; cf. 17:12; 18:9).
Maria não nos perde: “Bem-aventurados os que praticam minhas virtudes, e caminham sobre as pegadas de minha vida, com o socorro da divina graça... serão finalmente, felizes na eternidade, porque jamais se perdeu algum dos meus servos, que durante a vida tenha imitado fielmente as minhas virtudes” (TVD, pág. 191).

Ninguém pode vir a Jesus se o Pai não o atrair: “Ninguém pode vir a mim se o pai, que me enviou, não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia” (João 6:44).
Ninguém pode ir a Jesus se Maria não o atrair: “O mesmo também, no sentir de Ricardo de S. Lourenço, diz Jesus de sua Mãe. Ninguém pode vir a mim, se minha Mãe não o atrair com suas preces” (GM, pág. 142 – grifo nosso).


Semelhanças com o Espírito Santo.

         Antes de subir aos céus, Jesus Cristo nos prometeu o Consolador (cf. João 14:16,26; 15:26; 16:7). Este Consolador seria o penhor da nossa salvação (Efésios 1:13,14) e nos testificaria como filhos de Deus (1 João 3:24). Habitaria em nós e nos daria dons espirituais (1 João 4:13). Este Consolador é o Espírito Santo da promessa, o qual nos foi dado no dia de Pentecostes e no momento em que aceitamos a Jesus como único e suficiente salvador.
         Dentro da doutrina romanista, porém, o Santo Espírito de Deus não encontra liberdade para agir (cf. João 3:8), mas acha-se aprisionado, à mercê de Maria. Além disso, ela mesma possui todos os seus atributos e ofícios, sendo consoladora e penhor dos crentes. O autor de Glórias de Maria chega a falar do “espírito de Maria”, um segundo espírito enviado por Deus ao mundo para habitar nos cristãos convertidos.
         Coexistem, portanto, no mundo o Espírito Santo e o espírito de Maria, sendo que este segundo é quem regula e confere aos homens o primeiro e todos os dons que dele advêm. Sem este segundo, o primeiro é inoperante e não pode ser dado aos homens. É isto o que confirmamos nas comparações que se seguem.


O Espírito Santo é Consolador: “E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis porque ele habita convosco e está em vós” (João 14:16,17).
Maria é consoladora: “Feliz, porém, aquele que por entre tais misérias se dirige muitas vezes à consoladora do mundo, ao refúgio dos pecadores, à grande Mãe de Deus” (GM, pág. 113).

O Espírito Santo é Penhor: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo... em quem também vós, depois que ouvistes a Palavra da verdade, o Evangelho da vossa salvação, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa; o qual é o penhor da nossa herança até ao resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória” (Efésios 1:13,14).
Maria é penhor: “Na frase de S. André de Creta é a Santíssima Virgem penhor de perdão divino. Isto é, Deus promete garantido perdão aos pecadores, quando recorrem a Maria para que os reconcilie com o Senhor, e como garantia disso lhe dá um penhor” (GM, pág. 77).

Somos consagrados pelo Espírito Santo: “Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo...” (Tito 3:5; cf. Efésios 6:17; 5:18; Gálatas 5:22,25; 1 Coríntios 6:19; Romanos 8:14; João 3:5).
Somos consagrados pelo espírito de Maria: “Que feliz é uma alma quando, a exemplo do bom irmão jesuíta Rodriguez, falecido em odor de santidade, é toda possuída e governada pelo espírito de Maria, que é um espírito suave e forte, zeloso e prudente, humilde e corajoso, puro e fecundo (...) Para que a alma se deixe conduzir por este espírito de Maria, é mister: 1º Renunciar ao próprio espírito, às próprias luzes e vontades, antes de qualquer coisa (...) 2º É preciso entregar-se ao espírito de Maria para ser por ele movido e conduzido como ela quiser” (TVD, pág. 242, 243 – grifo nosso).

Se temos o Espírito Santo somos de Deus: “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus” (Romanos 8:14; cf. Romanos 5:5; 8:9, 16; Gálatas 4:6; Efésios 2:22; Hebreus 6:4; 1 João 4:2).
Se rezamos a Ave-Maria somos de Deus: “Não sei como isto acontece nem por que; entretanto é verdade, e não conheço melhor segredo para verificar se uma pessoa é de Deus, do que examinar se gosta ou não de rezar a Ave-Maria e o terço. Digo: gosta, pois pode acontecer que alguém esteja na impossibilidade natural ou até sobrenatural de dizê-la, mas sempre a ama e a inspira aos outros” (TVD, pág. 237 – Nota: nós sabemos ao certo porque isto acontece. Confira: 1 Timóteo 1:4, 7; 2 Timóteo 4:4; Tito 1:14; 2 Pedro 1:16 e Gálatas 1:6-10).

O Espírito Santo habita em nós através de Cristo: “E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça. E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita” (Romanos 8:10, 11; cf. 1 João 4:13; 3:24; 1 Pedro 4:14; Hebreus 6:4; 1 Tessalonicenses 4:8; Efésios 1:13; Gálatas 4:6; 2 Coríntios 1:22; Atos 19:2; 5:32; 2:17).
O Espírito Santo habita em nós se formos devotos de Maria: “Quando o Espírito Santo, seu esposo, a encontra numa alma, ele se apodera dessa alma, penetra-a com toda a plenitude, comunicando-lhe abundantemente e na medida que lhe concede sua esposa; e uma das razões por que, hoje em dia, o Espírito Santo não opera, nas almas, maravilhas retumbantes, é não encontrar ele uma união bastante forte entre as almas e sua esposa fiel e inseparável<!--[if !supportFootnotes]-->[1]<!--[endif]-->” (TVD, pág. 40, 41).

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<!--[if !supportFootnotes]-->[1]<!--[endif]--> Segundo o pensamento do autor não é a conversão a Cristo que confere ao crente o dom do Espírito Santo, mas uma anterior devoção à Maria, o que confirma as demais doutrinas que afirmam ser necessário encontrar a Cristo somente através de Maria.

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