sábado, 7 de dezembro de 2024

A VENERAÇÃO A MARIA E AOS SANTOS É IDOLATRIA?

A VENERAÇÃO A MARIA E AOS SANTOS É IDOLATRIA?
(Mizael Xavier)

Um dos grandes abismos que separam a fé reformada da fé católica é a idolatria católica a Maria e aos santos. No entanto, os católicos insistem que aquilo que os cristãos protestantes chamam de "idolatria", é apenas uma veneração respeitosa à pessoa de Maria e dos santos que estão no céu, que foram exemplo de fé, de caridade e de virtude. Sem entrar em questões relacionadas à comunhão dos santos e à intercessão dos mortos a favor dos vivos, vamos a uma rápida análise para entendermos se a veneração católica é idolátrica ou simples veneração.

Vejamos duas das principais justificativas para a veneração católica, repetidas pelos fiéis católicos todas as vezes que são confrontados e questionados pelos protestantes.


Há tipos diferentes de cultos

A primeira justificativa católica é que, na Bíblia, existem diferentes tipos de cultos prestados pela igreja. O primeiro é a "latria", que é a adoração dedicada exclusivamente a Deus, conforme o ensinamento de Cristo, ao rebater o diabo: "Mas Jesus lhe respondeu: Está escrito: Ao Senhor, teu Deus, adorarás e só a ele darás culto" (Lucas 4:8). O segundo é a "dulia", um culto prestado aos santos já falecidos. Apesar de todas as justificativas católicas, não existe apoio escriturístico para a "dulia". O termo grego sugerido, "douleuo", não apoia esse tipo de culto. Além disso, outro termo utilizado para serviço, "doulos", significa "escravo". Tipo de culto prestado pelos católicos é a "hiperdulia", o culto especial prestado à Maria, devido à sua maior honra, por ser a mãe de Jesus. Além desses, soma-se a "protodulia", que é uma veneração especial em honra a São José, pai terreno de Jesus e pai biológico dos demais filhos e filhas de Maria.

Estes cultos sugerem adorar a Deus por meio do culto a Maria e aos santos, com a justificativa de que o fim de todo culto é Deus. No entanto, não existe qualquer ensinamento bíblico que devemos cultuar a Deus por meio de outras pessoas. A centralidade do culto dos cristãos no Novo Testamento era o Senhor Jesus. Ele é o único Mediador entre Deus e nós: "Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem" (1 Timóteo 2:5). Jesus Cristo também é nosso único e suficiente Senhor e Salvador, não havendo necessidade da mediação de Maria ou intercessão dos santos: "E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos" (Atos 4:12).

Portanto, ainda que o católico insista em cultuar imagens de escultura e/ou as pessoas que elas representam por simples honraria e respeito, também isto não é bíblico e não fazia parte da fé e da prática da igreja neotestamentária. Jesus era o centro da vida e da adoração cristã, como único caminho que leva ao Pai (João 14:6). Em seu Nome cremos, vivemos, adoramos a Deus, fazemos boas obras, damos frutos e evangelizamos. Os mortos não têm mais parte neste mundo. Podemos, sim, honrar sua memória e seguir seu exemplo, mas jamais como se eles recebessem nossas honras, porque estão mortos, não tem poder ou mérito algum para interceder por nós. Por melhores que tenham sido nesta vida, não merecem altares, catedrais, festividades, cultos, procissões, velas, incensos, louvores ou o que quer que seja. Não existe um único texto bíblico que apoie isso. Quando se fala em intercessão de uns pelos outros, na Bíblia, fala-se de vivos que oram a Deus pelos vivos (cf. 1 Tessalonicenses 1:2; 5:25; Efésios 3:14-19; 6:18; 2 Coríntios 1:11; 1 Timóteo 4:1,2; etc.). Apocalipse 5:8 em nada apoia a prática católica da intercessão dos santos.

Em suma, a Bíblia só apresenta dois tipos de culto: aquele que é dirigido a Deus e o culto idólatra, que é dirigido a qualquer ser, pessoa ou coisa que não é Deus.


Os santos não são deuses

Os católicos justificam a sua "veneração" a Maria e aos santos afirmando que eles não são deuses e, portanto, a sua prática não é "idolatria", ou seja: "adoração a ídolos". Para os católicos, Deus proíbe apenas o culto aos falsos deuses e às suas imagens. Leiamos o texto do Decálogo, que está ausente na apresentação dos Dez Mandamentos propagada pelo catolicismo romano, em Êxodo 20:1-6:

Então, falou Deus todas estas palavras: Eu sou o Senhor, teu Deus, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. Não terás outros deuses diante de mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem embaixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque eu sou o Senhor, teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que me aborrecem e faço misericórdia até mil gerações daqueles que me amam e guardam os meus mandamentos.

Se no v. 3 o Senhor ordena que não haja outros deuses (que são falsos deuses, seres inexistentes e mitológicos, na nossa concepção moderna), no v. 4, Ele ordena que não sejam feitas imagens de escultura de nada que exista nos céus, na terra, nas águas e debaixo da terra. Neste caso, trata-se de coisas, animais ou pessoas, não de deuses, porque estes não existem, logo, não estão em lugar algum. Não podemos confeccionar imagens para adoração ou culto de nenhuma dessas coisas. Os santos mortos estão no céu (alguns no inferno, Deus o sabe), eles caminhavam sobre a terra. Portanto, estão na categoria de coisas que não devem ser adoradas nem merecem uma imagem de escultura para ser cultuada com dulia, hiperdulia ou protodulia.

A idolatria não se trata apenas de adoração aos falsos deuses e às suas imagens de escultura, mas de tudo aquilo que o homem coloca no lugar de Deus para servir e adorar. No caso de Maria, os santos e os anjos, embora não sejam colocados diretamente no lugar de Deus para substituí-lo, são postos antes de Deus como seus porta-vozes e intermediários, ao menos na fé oficial da igreja. Na prática, no entanto, o culto a Maria, aos santos e aos anjos não tem outro fim, senão eles mesmos. Os devotos mais fanáticos de Maria não a adoram como uma forma de adorar a Deus, mas a adoram por ela mesma. Quando um fiel se derrama em lágrimas diante de uma estátua de Maria ou algum santo, não tem em vista Deus, mas a pessoa ali representada. As festas de padroeiros não são dedicadas a Deus, mas aos padroeiros. Quando uma benção é recebida, os méritos não são de Deus, mas do santo a quem se rezou. A idolatria, decididamente, não é uma "adoração a um falso deus", mas pode incluir tudo que rouba o lugar de Deus em nosso coração. Paulo escreveu aos colossenses: "Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]" (3:5,6). A avareza é um tipo de idolatria.

Em Romanos 1:24,25, está claro que Deus não condena apenas a adoração a falsos deuses, mas também aquela que é direcionada à "criatura", ou seja, um ser real: "Por isso, Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!". Homens, mulheres e anjos não são seres mitológicos inexistentes, mas criaturas de Deus. Não existe justificativa! Jesus e os apóstolos não nos ensinaram nenhuma prática católica relacionada ao culto a Maria ou quem quer que seja.


A história da idolatria católica romana

O culto católico aos santos, anjos, imagens de escultura e a Maria começou a se desenvolver gradualmente nos primeiros séculos do cristianismo, mas só foi formalmente estabelecido ao longo dos séculos seguintes. Eis um resumo do processo:

1. Culto aos Santos

Início: Por volta do século II, os cristãos começaram a venerar mártires, ou seja, aqueles que morreram por sua fé em Cristo. Seus túmulos eram visitados e reverenciados como locais sagrados.

Razão: A crença era de que os santos estavam na presença de Deus e podiam interceder pelos vivos.

Oficialização: O culto aos santos foi formalizado no Concílio de Nicéia II (787 d.C.), que afirmou a legitimidade da veneração.


2. Culto aos Anjos

Início: Desde os primeiros séculos, os anjos eram reconhecidos como mensageiros de Deus, com base nas Escrituras (por exemplo, Gabriel e Miguel).

Razão: Os cristãos acreditavam que os anjos protegiam e intercediam pelos humanos.

Oficialização: O culto aos anjos foi aceito gradualmente, sendo reforçado por tradições eclesiásticas e textos apócrifos.


3. Uso e Culto de Imagens

Início: As imagens começaram a ser usadas como ferramentas pedagógicas para ensinar analfabetos sobre os eventos bíblicos, por volta do século III.

Debate: No início, muitos cristãos rejeitavam o uso de imagens devido à proibição bíblica da idolatria (Êxodo 20:4-5). A controvérsia se intensificou durante a crise iconoclasta (séculos VIII e IX).

Oficialização: O Concílio de Nicéia II (787 d.C.) decretou que as imagens poderiam ser veneradas, mas não adoradas. A adoração (latria) era devida somente a Deus.


4. Culto a Maria

Início: A veneração a Maria começou a crescer nos séculos IV e V, especialmente após o Concílio de Éfeso (431 d.C.), que proclamou Maria como Theotokos (Mãe de Deus).

Razão: Isso reforçou sua posição como intercessora e modelo de santidade.

Desenvolvimento: Práticas como o Rosário e festas marianas foram sendo incorporadas gradualmente na liturgia e na devoção popular.


Perspectiva Reformada

Os reformadores protestantes (século XVI) rejeitaram essas práticas, argumentando que elas violavam os ensinamentos bíblicos, especialmente os mandamentos contra a idolatria (Êxodo 20:3-6; Isaías 42:8; Mateus 4:10). Eles enfatizavam a adoração exclusiva a Deus e a intercessão única de Cristo (1 Timóteo 2:5). Essas práticas não existiam no cristianismo primitivo e se desenvolveram ao longo do tempo, muitas vezes influenciadas por fatores culturais, teológicos e políticos. Para os reformadores e muitos grupos cristãos, essas tradições são vistas como desvios das Escrituras.


Refutando um católico

Quero citar as palavras de um católico quando o confrontei com algumas práticas católicas que revelam idolatria, como incenso, procissões, catedrais erguidas em homenagem a Maria, a santos, etc. Entre colchetes, um breve comentário meu.

Mizael Souza Você não consegue provar e parte para o achismo.

1- Você diz oferenda como se nós fizéssemos como os pagãos, que oferecem coisas materiais aos seus ídolos.

[Qualquer coisa oferecida em honra a Maria e aos santos é uma oferenda, que pode ser prometida para se alcançar uma graça ou dada após a graça ser alcançada. As igrejas, santuários e outros locais considerados sagrados pelos católicos estão repletos de velas, flores, objetos pessoas e dinheiro depositado aos pés das estátuas. Além disso, a própria vida devotada de Maneira escrava a Maria - como ensina Montfort - é uma espécie de oferenda. Em Jeremias 7:17,18, vemos algo parecido com a adoração católica à Maria: "Acaso, não vês tu o que andam fazendo nas cidades de Judá e nas ruas de Jerusalém? Os filhos apanham a lenha, os pais acendem o fogo, e as mulheres amassam a farinha, para se fazerem bolos à Rainha dos Céus; e oferecem libações a outros deuses, para me provocarem à ira". Uma família inteira dedicada à idolatria, atraindo sobre si a ira de Deus]


2 - As velas eram usadas nas catacumbas para iluminar o ambiente. Com o tempo elas passaram a simbolizar o calor do amor divino penetrando na cera da nossa alma. É apenas um símbolo, não tem nada a ver com oferta.

[Embora possam ser um mero símbolo utilizado de devoção, oração e fé em ritos litúrgicos, o uso de velas não encontra apoio nas Escrituras e de nada serve ao verdadeiro culto cristão. A fé cristã não necessita de subterfúgios, de simbologias, mas de verdade e vida, de prática da Palavra de Deus. Jesus falou a respeito da verdadeira adoração, em João 4:23,24: "Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade."


3 - O incenso também é apenas um símbolo, que também era usado no culto do Templo. O incenso simboliza a oração, que sobe vagarosamente ao céu com um odor agradável a Deus.

[O que foi dito sobre o uso de velas, também se refere ao uso do incenso no culto cristão. Na igreja católica, o incenso é usado em missas solenes, adoração ao Santíssimo Sacramento, funerais e festividades litúrgicas. O seu uso é justificado com base em textos como Êxodo 30:34-38 e Apocalipse 8:3,4, sendo este último em sentido simbólico. Além da inutilidade do simbolismo, podemos destacar que não estamos mais na Antiga Aliança, de modo que, em Cristo, cessou o sacerdócio levítico e todas as demais sombras que não encontram mais espaço na Nova Aliança inaugurada pelo sacrifício vicário do Senhor. De todo o livro de Hebreus que trata da superioridade de Cristo como Profeta, Sacerdote e Rei, citemos apenas o v. 13 do capítulo 8: Quando ele diz Nova, torna antiquada a primeira. Ora, aquilo que se torna antiquado e envelhecido está prestes a desaparecer". Assim como velas, Jesus e seus discípulos não usaram incenso nem ensinaram o seu uso na igreja]


4 - Os dias festivos são dias dedicados para a memória dos santos, não tem nada de oferenda.

[Não se trata apenas de oferendas físicas, mas espirituais e ritualísticas. Como o uso do incenso, as festas religiosas também não possuem mais razão nem serventia para a fé cristã. No livro de Gálatas, escrito por Paulo para combater as heresias dos judaizantes que perturbavam a igreja, Paulo questiona os gálatas, outrora adoradores de deuses pagãos, mas que agora se viam obrigados a guardar as festas judaicas por conta da influência dos falsos profetas. Ele escreve, em 4:8-11: "Outrora, porém, não conhecendo a Deus, servíeis a deuses que, por natureza, não o são; mas agora que conheceis a Deus ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como estais voltando, outra vez, aos rudimentos fracos e pobres, aos quais, de novo, quereis ainda escravizar-vos? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos. Receio de vós tenha eu trabalhado em vão para convosco". Se é errado para o cristão a prática de festividades judaicas que eram dedicadas a Deus, pior será a realização de festas em homenagem a Maria, aos santos e aos anjos! Mais uma vez, o Novo Testamento não contém relatos de Jesus e seus apóstolos festejando pessoas mortas]


5 - Erigir santuários com o nome de Nossa Senhora nada mais é que uma forma de veneração, de homenagem. Que mal tem nisso?

[O mal está no fato de que a Bíblia não ensina nem encoraja a construção do que quer que seja para homenagear Maria, santos e anjos. Todas as igrejas fundadas pelos apóstolos pertenciam a um só Senhor e eram dedicadas inteiramente a Ele. Quando lemos sobre a passagem de Paulo por Atenas, em Atos 17:10-34, vemos que aquela cidade possuía diversos templos dedicados ao panteão de deuses gregos, onde as imagens de escultura e a idolatria eram abundantes, chegando a transformar o apóstolo. Paulo diz, no v. 24: "O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe, sendo ele Senhor do céu e da terra, não habita em santuários feitos por mãos humanas". Podemos fazer uma ponte com João 4:21, onde o Senhor diz à mulher samaritana: "Mulher, podes crer-me que a hora vem, quando nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai". Fica claro que não existe mais necessidade de templos com a finalidade que existia no Antigo Testamento, porque a presença de Deus não se limita ao templo e a nossa adoração é espiritual. O uso que fazemos dos espaços de culto público não é o mesmo que os judeus faziam do templo. E se não precisamos mais erguer templos em homenagem a Deus, por que o faríamos em homenagem a Maria? Estes se assemelham aos templos pagãos que Paulo encontrou em Atenas]


6 - Deixar flores é apenas um gesto que demonstra amor. Ou você acha que se eu deixar flores no túmulo de um ente querido significa que eu estou o adorando?

[Neste ponto também se aplicam os mesmos princípios das velas e do incenso. Com relação a depositar flores nos túmulos de entes queridos, não vejo nenhum problema com isso, uma vez que é algo cultural e afetuoso. No entanto, esta prática católica vai além da cultura e da afeição, fazendo parte do "culto aos mortos", algo presente nas religiões pagãs. Mesmo que a justificativa seja de homenagem e veneração à memória dos mortos, sabemos que, em relação a Maria e aos santos, tal homenagem é bem mais profunda e idolátrica. Não existe nenhum ensino bíblico que apoie a homenagem aos entes ou santos falecidos, muito pelo contrário! Assim lemos em Isaías 8:19: "Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?". Por que consultaríamos a Maria, aos santos e aos anjos? Por que homenageá-los, uma vez que não possuem acesso a este mundo e não podem receber a nossa homenagem?]


7 - Dar esmolas é um ato de caridade recomendado pelo próprio Jesus: "Vendei o que possuís e dai esmolas" (Lc 12,33)

[Embora as obras de caridade e as esmolas sejam importantes e partes essenciais da piedade cristã, a questão não são as esmolas como um bem que se faz ao próximo, mas o dinheiro, a caridade e o serviço ofertados como uma forma de homenagem ou de pagamento de promessas a Maria ou algum santo. Os católicos costumam depositar dinheiro aos pés das imagens de escultura, como uma forma de honrá-las ou àqueles que elas representam. Além disso, as esmolas, na igreja católica, nem sempre são ofertas desinteressadas, mas servem aos propósitos da reparação de pecados e santificação pessoal, o que já entra em questões ligadas à penitência e às indulgências. Apesar disso, a igreja católica enfatiza a necessidade de ofertar com amor e sem interesses pessoais. Ainda assim, quando feitas em homenagem aos mortos, deve ser qualificado como uma atitude idólatra, pagã e antibíblica]

8 - Quanto às promessas, elas são feitas a Deus, mas pode-se prometer com a intercessão dos santos.

[Aqui existem dois erros: primeiro, não existe ensino bíblico sobre fazer promessas a Deus para receber dele alguma benção. As nossas orações necessitam apenas de fé, de serem feitas em Nome de Jesus e de confiança na vontade soberana de Deus. As promessas são uma forma de negociar a resposta de Deus às nossas petições, como fazem muitos evangélicos ao darem seus dízimos ou participarem de campanhas. Jesus e seus apóstolos não utilizaram nem ensinaram tal artifício. As promessas católicas em tudo diferem dos votos que eram feitos no Antigo Testamento, como, por exemplo, em 1 Samuel 1:11 e Gênesis 28:20-22). As promessas católicas, como peregrinações, doações ou abstinências, são entendidas como atos de sacrifício e devoção, fortalecendo a fé e a espiritualidade pessoal. Segundo erro: a intercessão de Maria e dos santos. Como já vimos, somente a mediação de Jesus já nos basta. Os santos estão mortos e nada podem fazer pelos vivos. Tudo o que Deus nos dá e faz é por sua graça, por causa dos méritos de Cristo. Nada mais precisamos]

terça-feira, 3 de dezembro de 2024

VIAGEM PARA O INFERNO

Viagem para o inferno
(Mizael Xavier)

Uma mensagem evangelística jamais estará completa nem poderá conter toda a verdade se não alertar sobre o inferno. Apesar de que não existe uma meia verdade, logo, qualquer pregação que oculta a realidade da condenação eterna dos ímpios no fogo do inferno, não pode ser uma pregação verdadeira. Embora alguns estudiosos, falsos mestres e leigos insistam que o inferno é apenas uma figura de linguagem para se referir à ira de Deus e não um lugar real, com fogo real e sofrimento real, o fato é que ele existe e receberá todos aqueles que não crerem em Jesus Cristo como seu único e suficiente Senhor e Salvador durante a vida. A destruição dos ímpios, incrédulos e abomináveis não tarda. Mas que não se enganem os que se acham bonzinhos ou os religiosos, que apenas frequentam igrejas e praticam rituais, mas que jamais creram em Jesus para a salvação. Cuidem-se aqueles que acreditam que suas obras farão com que mereçam um lugar no céu. Estejam alertas os que se fiam na intercessão de Maria ou algum santo. O Dia do Senhor virá quando menos esperam e lhes mostrará que somente Cristo pode salvar. Eis a promessa de Deus "Quem nele crê não é julgado; o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus [...] Por isso, quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, todavia, se mantém rebelde contra o Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus" (João 3:18,36).

A eterna destruição não tarda, como escreveu Paulo: "em chama de fogo, tomando vingança contra os que não conhecem a Deus e contra os que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus. Estes sofrerão penalidade de eterna destruição, banidos da face do Senhor e da glória do seu poder" (2 Tessalonicenses 1:8,9). O mais terrível no inferno, para o ímpio, será estar banido da presença de Deus para sempre, pensando nas oportunidades que desperdiçou de se converter, no quanto odiou os crentes e perseguiu a igreja, nas bíblias que rasgou, nos carnavais que escarneceu do Senhor, nas suas ideologias nefastas e que atentavam contra a criação de Deus. Os banidos estarão no mesmo nível que Satanás e seus demônios. Mas se o inferno já é uma imagem terrível de se pensar, o que dizer do lago de fogo? Sim, o inferno não é o último estágio do sofrimento, porque o próprio inferno será lançado para dentro de um lago de fogo, como lemos em Apocalipse 20:13-15:

Deu o mar os mortos que nele estavam. A morte e o além entregaram os mortos que neles havia. E foram julgados, um por um, segundo as suas obras. Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E, se alguém não foi achado inscrito no Livro da Vida, esse foi lançado para dentro do lago de fogo.

Vejamos algumas características de ambos os lugares de tormento eterno descritas na Bíblia, que apresenta o inferno e o lago de fogo como lugares de punição eterna, sofrimento e separação de Deus.


Inferno

O inferno é descrito como um lugar de escuridão total (Mateus 25:30), um lugar de sofrimento consciente e constante (Lucas 16:23-24), um lugar de fogo inextinguível (Marcos 9:43,44). O inferno é onde o ímpio sofrerá punição eterna, um castigo que dura para sempre (Mateus 25:46), onde ele estará para sempre separado da presença de Deus (2 Tessalonicenses 1:9). Este lugar terrível foi originalmente preparado para o diabo e seus anjos (Mateus 25:41), mas também receberá os ímpios, os malditos.

Lago de fogo

Este terrível ambiente que receberá o próprio inferno, é o lugar de segunda morte, a punição final para os condenados (Apocalipse 20:14). O sofrimento a ser experimentado ali será eterno: "O diabo, o sedutor deles, foi lançado para dentro do lago de fogo e enxofre, onde já se encontram não só a besta como também o falso profeta; e serão atormentados de dia e de noite, pelos séculos dos séculos" (Apocalipse 20:10). O lago de fogo arderá com uma mistura de fogo e enxofre (Apocalipse 21:8). Ele é o destino final dos ímpios e do diabo e todos os seus servos e seguidores (Apocalipse 20:15). Lá, o tormento será consciente e eterno (Apocalipse 14:10,11).

O caminho do inferno é trilhado por todos aqueles que nasceram após a Queda. Em sua graça, Deus enviou seu Filho para que, pela fé, alguns fossem inseridos no caminho do céu. Perceba que no texto de João 3:18 que citamos, aqueles que não creem "serão", mas "já estão" julgados, o que significa que já receberam a sentença de condenação. O autor de Hebreus escreveu: "E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação" (Hebreus 9:27,28). Após a morte e no dia do Juízo, ninguém comparecerá diante de Deus com a chance de mudar a sua sentença. Os que morreram sem Cristo, já serão lançados no inferno; no entanto, aqueles que viveram e morreram aguardando o Senhor para a salvação, serão levados com Ele para o céu. Da mesma forma que não existe nenhuma condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus (Romanos 8:1,2), também não há esperança alguma de salvação para aqueles que morrem sem Ele. O inferno é real e a sua pena, irreversível. O fogo jamais se extinguirá no lago de fogo, o sofrimento será eterno e nada poderá mudar isso.

E minhas andanças evangelísticas, já peguei a pessoas que se mostravam conformadas com o inferno. Após serem alertadas do risco de irem parar neste lugar de tormento, elas simplesmente diziam: "Se esta for a vontade de Deus para a minha vida, eu só tenho que aceitar". Uma coisa é certa: muitos, sim, irão parar no inferno, enquanto muitos outros, irão morar no céu. Deus é soberano e somente Ele pode determinar quem irá para onde. Mas duas coisas devem nos chamar a atenção: primeira, embora poucos sejam os escolhidos, o chamado de Deus é para muitos (Mateus 22:14). Todas as vezes que o Evangelho é pregado, o chamado de Deus é escutado. Ninguém vai para o inferno porque Deus é cruel, mas por sua própria culpa e impiedade. Segunda, estranha-nos como pode alguém se conformar com uma eternidade no inferno! Talvez não saiba o suficiente sobre ele (com exceção de você, que está lendo este livro) ou, quem sabe, lá no fundo, não acredita que ele exista e, portanto, não está nem um pouco preocupado. É como alguém que pula dentro de um vulcão ativo por suspeitar que a lava não vai lhe queimar. A diferença entre a lava do vulcão e as chamas do lago de fogo é que o sofrimento de uma pessoa que cai dentro do vulcão dura poucos segundos, enquanto o sofrimento da alma que vai para o lago de fogo, permanece por eternidades sem fim.

OBSERVAÇÃO: Este breve estudo é um capítulo do livro: O CAMINHO PARA O CÉU, de Mizael Xavier. Se você desejar ler e compartilhar para evangelização, poderá recebê-lo gratuitamente em formato de PDF. Basta entrar em contato através do WhatsApp:




sábado, 16 de novembro de 2024

DEZ MENTIRAS CATÓLICAS SOBRE O PROTESTANTISMO

DEZ MENTIRAS CATÓLICAS SOBRE O PROTESTANTISMO
(Mizael Xavier)

A propaganda católica romana anti-protestantismo caminha a todo vapor. Engana-se quem acredita que existe tolerância dos católicos em relação àqueles que o Concílio Vaticano II chama de "irmãos separados". Influenciadores leigos e sacerdotes há muito têm utilizado suas palestras e homilias para denegrir a fé reformada, xingar os evangélicos, alertar contra o perigo das seitas protestantes e chamar os evangélicos de volta à santa madre igreja.

O discurso católico, acima de tudo por parte de leigos que descobriram a Bíblia hoje, mas que se enxergam como grandes teólogos, gira em torno de alguns temas centrais: (1) Pedro é o primeiro papa, (2) a igreja católica é a única e verdadeira igreja, (3) Maria é a mãe da igreja, (4) Tradição e Magistério, (5) os protestantes estão divididos em diversas seitas, (6) onde está escrito que basta a Bíblia?, (7) a igreja católica nos deu a Bíblia. Os mesmos discursos, as mesmas explicações, as mesmas acusações, as mesmas tentativas de refutações, que não sobrevivem sem a versão oficial da igreja e o apelo incessante à Patrística, como se os escritos dos Pais da Igreja tivessem o mesmo peso revelacional que as Sagradas Escrituras.

Aos leigos, que utilizam a Bíblia como uma arma de intolerância, não de defesa apologética da sua fé, cabe papagaiar o que a Santa Sé lhes ordenou, sem se aprofundar nos temas, com acusações levianas que fazem dos protestantes um grupo de palhaços desesperados por reconhecimento. Ainda não despertaram para o fato de que a Reforma Protestante trouxe à tona a verdadeira face da igreja romana e devolveu a Bíblia ao povo. Talvez sonhem com a volta da Santa Inquisição.

Aqui está uma lista com 10 afirmações feitas por católicos que podem ser vistas como mal-entendidos ou deturpações sobre a igreja e a fé protestante, acompanhadas de refutações bíblicas. Ressalto que o objetivo aqui não é criar divisão, mas apresentar pontos para reflexão teológica com base na Bíblia. Durante a leitura, darei indicações de outros estudos neste mesmo blog. Podem acessar com segurança.

Leia neste blog um estudo sobre o que é o Evangelho. Acesse: O QUE É O EVANGELHO?


1. "Os protestantes negam a tradição e a história da igreja."

Refutação Bíblica: Os protestantes não negam a tradição, mas a subordinam à autoridade das Escrituras, conforme Jesus ensinou: "E assim invalidastes, por causa da vossa tradição, a palavra de Deus." (Mateus 15:6). A tradição é respeitada, desde que não contradiga a Bíblia. A Escritura é essencial para preservar a verdadeira tradição e impedir que mentiras sejam acrescentadas, o que já acontecia muito ainda na era apostólica, ao ponto de Paulo escrever aos gálatas: "Mas, ainda que nós ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos temos pregado, seja anátema. Assim, como já dissemos, e agora repito, se alguém vos prega evangelho que vá além daquele que recebestes, seja anátema" (1:8,9). O que o catolicismo sugere é a continuidade da Revelação, inteiramente subordinada ao papa, único considerável infalível e representante legal de Cristo, com autoridade para definir novos dogmas e doutrinas que a igreja deve ter como legítima vontade de Deus.

Leia um estudo sobre a suficiência das Escrituras neste blog. Acesse: SOLA SCRIPTURA


2. "Sem a Igreja Católica, não existiria a Bíblia."

Refutação Bíblica: A Bíblia é obra de Deus, não de uma instituição. Paulo afirma que toda a Escritura é inspirada por Deus: "Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar." (2 Timóteo 3:16)

A igreja preservou os textos, mas não os criou. Esta inverdade propagada pelos sacerdotes e influenciadores católicos é uma falácia que produz uma mensagem incompleta e distorcida. A participação da igreja foi a formação do cânon, com a reunião de textos bíblicos já amplamente aceitos pela cristandade e que circulavam entre as igrejas. Isto, sem contar o Antigo Testamento, formado e confirmado antes de Cristo, ou seja, antes de haver a Igreja cristã. Portanto, não foi criado pela Igreja Católica Apostólica Romana. Levemos em conta, ainda, os livros apócrifos ou deuterocanônicos, que faziam parte da Septuaginta, mas eram rejeitados pelos judeus, vindo a se tornarem canônicos somente no Concílio de Trento, em 1546, muitos séculos após a ascensão de Cristo e a morte dos apóstolos.

Leia um estudo sobre este tema neste blog. Acesse: A IGREJA CATÓLICA NÃO NOS DEU A BÍBLIA



3. "Os protestantes têm várias doutrinas porque não seguem a verdadeira igreja."

Refutação Bíblica: Diferenças doutrinárias existem, mas os protestantes concordam nos fundamentos da fé, como a salvação pela graça por meio da fé, conforme Paulo declara: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus." (Efésios 2:8). Por motivos bastante óbvios e convenientes a eles, os católicos tendem a julgar todas as igrejas vindas da Reforma Protestante como parte de um único movimento. Ou seja: em um mesmo conceito, são incluídas igrejas reformadas tradicionais (presbiterianos, batistas, etc ), pentecostais (Assembleia de Deus, Quadrangular, etc.) e neopentecostais (Universal, Mundial, etc.). No entanto, com exceção das seitas neopentecostais, as igrejas reformadas possuem poucas diferenças nas suas doutrinas e estão ligadas pelos cinco Solas da Reforma Protestante, considerando-se igrejas co-irmãs.

Leia este estudo que mostra as divisões dentro da igreja católica romana: DIVISÕES NA IGREJA CATÓLICA

Acesse e leia 60 perguntas para o católico sobre a sua fé: 60 PERGUNTAS


4. "Os protestantes não têm a verdadeira Eucaristia."

Refutação Bíblica: Para as igrejas evangélicas , a Ceia do Senhor é um memorial, como Jesus instituiu: "Fazei isto em memória de mim." (Lucas 22:19). O pão e o vinho simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, sem necessidade de transubstanciação. Para os católicos, a Eucaristia é muitos mais que um memorial, mas a renovação do sacrifício de Cristo pelos pecados, de modo que Cristo é crucificado todas as vezes que a Eucaristia acontece. Isto está inteiramente em desacordo com o sacrifício oferecido por Cristo na cruz, que foi providencial, perfeito, único, suficiente e definitivo. Poderíamos citar o livro de Hebreus inteiro, mas nos bastam estes dois versículos: "E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo, assim também Cristo, tendo-se oferecido uma vez para sempre para tirar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o aguardam para a salvação" (9:27,28).

Leia este estudo sobre a certeza da salvação na carta aos Hebreus: CERTEZA DA SALVAÇÃO EM HEBREUS

Leia este estudo sobre a segurança da salvação em Romanos: SEGURANÇA DA SALVAÇÃO EM ROMANOS


5. "Os protestantes ignoram Maria e os santos."

Refutação Bíblica: Alguns católicos chegam a afirmar que os protestantes "odeiam" ou "desprezam" Maria, simplesmente porque não a chamam de mãe a afirmam que ela era pecadora. No entanto, os protestantes respeitam Maria, mas não a veneram. Jesus é o único mediador: "Porque há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem." (1 Timóteo 2:5). Venerar Maria e tê-la como corredentora, medianeira, mãe, rainha do céu, esperança dos pecadores, senhora, nova Eva, esposa do Espírito Santo ou qualquer outro título que lhe foi dado pela tradição católica, só é possível desconsiderando o conteúdo imutável e infalível da Palavra de Deus, que não somente não ratifica esses títulos, como também os condena e refuta. Somente uma interpretação alegórica da Bíblia e os acréscimos da Tradição e do Magistério da igreja católica são capazes de confirmar esses títulos dados à Maria.

Leia um estudo neste blog sobre a idolatria na igreja católica. Acesse: IGREJA CATÓLICA E IDOLATRIA

Leia também um estudo sobre Maria. Acesse: CULTO A MARIA

Leia e aprenda 20 razões pelas quais Maria não salva ninguém: MARIA NÃO SALVA NINGUÉM


6. "Os protestantes não têm unidade porque não têm o papa."

Refutação Bíblica: A verdadeira unidade está em Cristo, não em um líder humano. Jesus orou pela unidade dos crentes: "A fim de que todos sejam um, como Tu, ó Pai, o és em mim, e eu em Ti." (João 17:21). Os membros da Igreja (não denominação, mas a igreja espiritual ou o "Corpo místico de Cristo) estão unidos em um só Coroo em Cristo. Paulo escreveu aos coríntios: "Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo. Pois, em um só Espírito, todos nós fomos batizados em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só Espírito" (1 Coríntios 12:12,13). Aos efésios, ele disse: "esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz; há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação; há um só Senhor, uma só fé, um só batismo; um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos" (4:3-6).

Veja um estudo neste blog sobre as divisões na igreja católica. Acesse:

Veja um estudo que mostra as razões pelas quais a igreja católica não é a verdadeira igreja de Cristo. Acesse: A IGREJA CATÓLICA NÃO É IGREJA


7. "Os protestantes inventaram a doutrina da salvação pela fé."

Refutação Bíblica: Podemos afirmar que a maior discrepância entre a fé católica romana e a fé reformada é na sua soteriologia. Ao citar a "justificação pela fé", os católicos o fazem com desprezo, sarcasmo e ironia, como se não tivesse, na Bíblia Sagrada, textos como:

"pois todos pecaram e carecem da glória de Deus, sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus" (Romanos 3:23,24).

"Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus" (Romanos 5:1,2).

"sabendo, contudo, que o homem não é justificado por obras da lei, e sim mediante a fé em Cristo Jesus, também temos crido em Cristo Jesus, para que fôssemos justificados pela fé em Cristo e não por obras da lei, pois, por obras da lei, ninguém será justificado" (Gálatas 2:16).

Além de pregarem uma salvação meritória, os católicos ainda tornam o sacrifício e a redenção operada por Cristo desnecessários, insuficientes a ineficazes, uma vez que a obra vicária de Cristo, para a doutrina católica, não perdoa nem salva totalmente e nem eternamente o pecador, carecendo este, mesmo após receber todos os sacramentos, amargar uma estadia no purgatório para se purificar de pecados cometidos após o batismo. Isto contradiz textos como, Romanos 8:1,2, onde Paulo garante: "Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus. Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte". E o que escreveu o autor de Hebreus: "Por isso, também pode salvar totalmente os que por ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles" (7:25). As obras não salvam, mas são resultado de uma alma salva por Deus e comprometida com o seu Reino.

Acesse este estudo sobre a falácia que nem tudo precisa estar na Bíblia: NEM TUDO PRECISA ESTAR NA BÍBLIA


8. "Os protestantes desobedecem ao mandamento de guardar o domingo."

Refutação Bíblica: Este pode ser uma falácia dirigida aos adventistas, porque, via de regra, as igrejas protestantes também guardam o domingo. O sábado foi cumprido em Cristo. O domingo é observado como o Dia do Senhor, em memória da ressurreição: "No primeiro dia da semana, estando as portas fechadas, onde os discípulos se achavam reunidos..." (João 20:19). Na verdade, a guarda de um dia da semana nada mais é que uma tradição religiosa, uma vez que não existe nenhum mandamento dado por Jesus ou pelos seus apóstolos a respeito disso. Como não existe uma orientação bíblica específica, ouso dar a minha opinião pessoal (que pode ser descartada, uma vez que não é uma doutrina bíblica, mas apenas a minha opinião): todos os dias devem ser santos, dedicados integralmente ao Senhor, que deve ser adorado em espírito e em verdade, com a vida, independente de tempo ou de espaço (João 4:24). Não importa se no sábado, domingo ou qualquer outro dia da semana, porque o que vele é: "Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra coisa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus" (1 Coríntios 10:31).

O catolicismo romano é uma igreja ou seita? Acesse o estudo neste blog: IGREJA OU SEITA?


9. "Os protestantes rejeitam a confissão porque não acreditam no perdão dos pecados."

Refutação Bíblica: A confissão auricular provém de uma interpretação tendenciosa e equivocada de João 20:22,23 e Mateus 18:18. Um dos grandes equívocos dessa doutrina é a presença do sacerdote como mediador entre os homens e Deus, algo que já foi abolido pelo Senhor Jesus Cristo. Novamente, poderíamos citar todo o livro de Hebreus, que fala claramente sobre o fim do sacerdócio levítico e a supremacia do sacerdócio eterno de Cristo. Leiamos apenas Hebreus 4:14-16:

"Tendo, pois, a Jesus, o Filho de Deus, como grande sumo sacerdote que penetrou os céus, conservemos firmes a nossa confissão. Porque não temos sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; antes, foi ele tentado em todas as coisas, à nossa semelhança, mas sem pecado. Acheguemo-nos, portanto, confiadamente, junto ao trono da graça, a fim de recebermos misericórdia e acharmos graça para socorro em ocasião oportuna."

A fé reformada ensina que somente Deus tem poder e autoridade para perdoar pecados e que, em certo sentido, todos somos sacerdotes, porque podemos ir diretamente a Deus e nos oferecer em sacrifício vivo, santo e agradável a Ele (Romanos 12:1,2). Pedro escreveu, em 1 Pedro 2:9,10: "Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz; vós, sim, que, antes, não éreis povo, mas, agora, sois povo de Deus, que não tínheis alcançado misericórdia, mas, agora, alcançastes misericórdia". Nós somos ordenados a perdoar uns aos outros, mas não a aplicar na vida de alguém o perdão de Deus (cf. Marcos 11:25,26; Colossenses 3:13; Efésios 4:32). Ao pregar e ensinar somente o que a Bíblia revelar os protestantes acreditam no perdão direto por meio de Jesus, sem necessidade de sacerdotes: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (1 João 1:9).

Veja dez razões pelas quais não sou mais católico: NÃO SOU MAIS CATÓLICO


10. "A Reforma foi uma rebelião contra a verdadeira igreja."

Refutação Bíblica: Uma das grandes características da Bíblia que a confirmam como um Livro Sagrado, divinamente inspirado, é que ela conta toda a história, sem nada ocultar. Ela fala sobre o grande rei Davi e, depois dele, Salomão, sem ocultar seus pecados. Até mesmo Pedro, primeiro pregador da Igreja e que é considerado o primeiro papa pelo catolicismo romano, possui vários episódios negativos registrados por Deus na sua Palavra. A Igreja Católica Apostólica Romana, no entanto, nada aprendeu com isso. Os seus fiéis só conhecem um lado da história: a cisão, a divisão provocada pelo "herege", Martinho Lutero e a sua "famigerada" Reforma Protestante. O que não é contado no catecismo e nos estudos bíblicos para os leigos é o que motivou a revolta do monge católico, que amava a sua igreja e queria vê-la de volta ao Evangelho. As atrocidades cometidas pelos papas, a corrupção generalizada no centro do império católico, Roma; a vergonhosa venda de indulgências, a imoralidade do clero; nada disso é mostrado. Todavia, a verdade prevalece: a Reforma buscou restaurar a verdade bíblica e combater abusos. Aprouve a Deus que Lutero não obtivesse êxito na sua tentativa de purificar a Igreja Católica Apostólica Romana, sendo excomungado e, assim, dando início ao movimento que optou ficar com a Bíblia e o Evangelho da graça de Deus. E aqui estamos nós. Glória a Deus!

Veja um estudo neste blog sobre o impossível regresso do protestante ao catolicismo. Acesse: O IMPOSSÍVEL REGRESSO

sábado, 9 de novembro de 2024

UMA CONVERSA SOBRE A VALIDADE DOS DÍZIMOS E A IMPORTÂNCIA DAS OFERTAS

UMA CONVERSA SOBRE A VALIDADE DOS DÍZIMOS E A IMPORTÂNCIA DAS OFERTAS

Diálogo entre o escritor Mizael Xavier e um padre sobre os dízimos e as ofertas.

(ATENÇÃO: Diálogo desenvolvido com base no ensino do livro: A GRAÇA DE OFERTAR: OFERTANDO A DEUS COM AMOR E COM A VIDA, de Mizael Xavier. À venda em e-book na Amazon).

Padre: Caro Mizael, você certamente concorda que o dízimo é uma prática que tem suas raízes na Bíblia e é claramente instruída nas Escrituras. Desde o Antigo Testamento, vemos o povo de Deus sendo chamado a trazer o dízimo para sustentar a obra divina. Essa tradição é mantida pela Igreja, pois acreditamos que, assim como foi para os israelitas, o dízimo é uma forma de adoração e gratidão a Deus.

Mizael Xavier: Concordo, padre, que o dízimo tem uma longa tradição no Antigo Testamento. Ele foi instituído para o povo de Israel, servindo como provisão para os levitas, que eram encarregados do serviço no templo. Porém, é importante ressaltar que o dízimo estava diretamente ligado à lei mosaica e a uma estrutura religiosa que foi substituída por uma nova aliança, estabelecida em Cristo. Na nova aliança, vemos que os apóstolos ensinam a prática de ofertas voluntárias e não mais um dízimo obrigatório.

Padre: Mas, Mizael, os princípios do Antigo Testamento não foram abolidos por Cristo; Ele mesmo disse que não veio para abolir a Lei, mas para cumpri-la. Se a prática do dízimo foi boa para Israel e serviu para sustentar a casa de Deus, por que deveríamos descartá-la? Muitos cristãos também têm uma necessidade de um sistema concreto para contribuir com a igreja.

Mizael Xavier: Jesus cumpriu a Lei, padre, mas com isso Ele também trouxe uma nova maneira de nos relacionarmos com Deus. O sistema levítico foi encerrado, e nós agora somos chamados a um sacerdócio universal, onde cada um dá conforme propôs em seu coração, com amor e liberalidade. Paulo fala claramente em 2 Coríntios 9:7: “Cada um contribua segundo tiver proposto no coração, não com tristeza ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria.” A nova aliança nos desafia a dar não por obrigação, mas como expressão voluntária de nosso amor a Deus e ao próximo.

Padre: Eu entendo seu ponto sobre o sacerdócio universal e a liberalidade, Mizael, mas temo que, sem o dízimo, a Igreja não conseguiria manter suas atividades. Muitas igrejas dependem dessas contribuições fixas para ajudar os necessitados, manter a liturgia, o clero e as obras sociais.

Mizael Xavier: Concordo que o apoio financeiro é fundamental para manter a obra, e a generosidade é parte importante da fé cristã. No entanto, o dízimo não deve ser imposto como uma obrigação da nova aliança. Quando a Igreja incentiva os fiéis a darem por amor, a contribuição vem com mais alegria e mais significado. O próprio Paulo ensina que devemos dar com generosidade, mas sem coação ou imposição, confiando que Deus proverá.

Padre: É uma visão interessante, Mizael, e não discordo da importância do coração generoso. Talvez possamos ver o dízimo como uma sugestão, um guia para aqueles que desejam contribuir de maneira consistente, mas sem o peso de uma obrigação legalista.

Mizael Xavier: Exatamente, padre. Que os membros contribuam de forma que sintam alegria em participar e apoiar a obra, e que o foco esteja em ajudar de maneira generosa e voluntária. Essa, creio, é a verdadeira essência da contribuição na nova aliança: uma expressão de amor e fé, sem imposições.

Padre: Mizael, compreendo seu ponto sobre a voluntariedade, mas a prática do dízimo também é uma maneira de lembrar aos fiéis sobre a importância de colocar Deus em primeiro lugar. O dízimo, sendo 10% de tudo o que recebemos, é um lembrete de que tudo pertence a Deus e que Ele deve ser honrado com as primícias dos nossos recursos.

Mizael Xavier: Concordo que devemos colocar Deus em primeiro lugar, padre, mas será que um valor fixo consegue refletir a verdadeira entrega do coração? Na nova aliança, a generosidade vai além de porcentagens ou números exatos. Lembre-se do exemplo da viúva pobre, em Marcos 12:41-44, que deu tudo o que tinha, mesmo que fosse pouco em valor. Jesus não destacou o valor monetário, mas a disposição do coração dela. Ele nos mostra que o ato de dar deve partir da gratidão e não de uma quantia estabelecida.

Padre: É verdade que Jesus valorizou a intenção da viúva, mas também não podemos esquecer que o dízimo traz um senso de disciplina financeira e fidelidade. Muitos fiéis se sentem motivados a contribuir regularmente quando têm uma meta clara, e o dízimo ajuda a estruturar esse compromisso. Como manter esse senso de disciplina sem uma diretriz prática como os 10%?

Mizael Xavier: O compromisso e a disciplina são importantes, sim, mas devem vir do coração, não de uma obrigação percentual. Em 1 Coríntios 16:2, Paulo aconselha os cristãos a reservarem algo “conforme a sua prosperidade”. Ou seja, ele deixa claro que cada um deve contribuir de acordo com o que possui, e não por uma porcentagem fixa. Isso é ainda mais verdadeiro na nova aliança, em que a liberdade no Espírito nos permite dar de acordo com o quanto Deus tem nos abençoado.

Padre: Mizael, admiro sua base bíblica, mas temo que, sem uma prática padronizada, como a do dízimo, a igreja possa enfrentar dificuldades financeiras. Muitas igrejas locais dependem dessas contribuições para obras de caridade e evangelismo, e temo que a liberalidade não seja suficiente para suprir essas necessidades.

Mizael Xavier: Entendo essa preocupação, padre, mas a questão é que, na nova aliança, a confiança não está em um sistema financeiro específico, mas na fidelidade de Deus e na generosidade do povo. Em Atos 4:34-35, vemos que os cristãos contribuíam de acordo com a necessidade, e não faltava nada. Não havia dízimos, mas ofertas voluntárias. Quando damos com amor e sem imposição, o povo de Deus sente o desejo de contribuir ainda mais. Essa confiança gera uma igreja sustentada pela generosidade genuína, e não por uma regra.

Padre: Então, você acredita que o verdadeiro sentido do dar deve ser completamente voluntário, sem nenhum tipo de orientação percentual?

Mizael Xavier: Exatamente, padre. Quando o Espírito Santo age no coração do cristão, ele sente naturalmente o desejo de contribuir conforme as necessidades e conforme Deus o abençoou. Uma doação pode ser de 5%, 10%, 20% ou até mais, mas isso vem do amor e do entendimento de cada um. Paulo reafirma isso em Romanos 12:8, quando nos incentiva a “contribuir com generosidade”. Não se trata de números, mas de amor e de confiança em Deus.

Padre: Mizael, você me fez refletir profundamente sobre isso. Talvez, de fato, o dízimo como regra fixa não se encaixe na liberdade e na generosidade que Cristo ensinou. Vejo que a verdadeira entrega é aquela que vem do coração, sem imposições. Talvez seja mais valioso ensinar os fiéis sobre a importância da generosidade e deixar que o Espírito Santo os conduza a contribuir.

Mizael Xavier: Isso mesmo, padre! Ao permitir que o Espírito Santo direcione os corações, estamos praticando a verdadeira nova aliança, onde não estamos presos a um sistema de obrigações, mas livres para amar e doar com alegria. Assim, a obra de Deus é sustentada pelo amor e pela gratidão, o que torna cada oferta uma verdadeira expressão de adoração.

Padre: Concordo, Mizael. Vou começar a ensinar aos meus paroquianos sobre essa liberdade em Cristo, incentivando-os a dar com amor, sem imposição. É um caminho de fé e generosidade que, com certeza, vai tocar os corações. Muito obrigado pela conversa e por me ajudar a ver essa perspectiva.

Mizael Xavier: Fico muito feliz em poder compartilhar essa visão, padre. Que Deus continue abençoando sua missão, e que a igreja seja fortalecida pela generosidade de seus membros, para a glória de Deus.

ATENÇÃO: DIÁLOGO FICTÍCIO, MAS COM CONTEÚDO VERDADEIRO, PARA FINS DIDÁTICOS.

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terça-feira, 5 de novembro de 2024

O IMPACTO NEGATIVO DO ASSÉDIO MORAL PARA AS EMPRESAS

O IMPACTO NEGATIVO DO ASSÉDIO MORAL PARA AS EMPRESAS


1. Qualidade de Vida no Trabalho

O assédio moral degrada o ambiente de trabalho, promovendo sentimentos de insegurança, ansiedade e baixa autoestima nos colaboradores. Isso é evidenciado por uma pesquisa da International Labour Organization (ILO), que indica que trabalhadores vítimas de assédio moral apresentam maior risco de desenvolver doenças mentais, como depressão e ansiedade.

Dado Estatístico: De acordo com uma pesquisa realizada pela Workplace Bullying Institute (WBI), 19% dos trabalhadores nos Estados Unidos já foram vítimas de assédio moral no ambiente de trabalho, e 60% afirmam que isso impactou sua saúde mental, afetando a qualidade de vida no trabalho (WBI, 2022).


2. Produtividade

O clima de tensão e medo causado pelo assédio moral leva os colaboradores a se sentirem desmotivados, o que reduz o foco e o engajamento. Estudos mostram que o assédio moral reduz a produtividade, pois os trabalhadores lidam com o impacto emocional e psicológico dessa experiência, o que resulta em menor desempenho.

Dado Estatístico: Um levantamento da Harvard Business Review revelou que empresas com altos índices de assédio moral perdem aproximadamente 13% da produtividade total devido à desmotivação e ao absenteísmo (Harvard Business Review, 2018).


3. Lucratividade

O assédio moral contribui para um aumento da rotatividade, que gera custos significativos com recrutamento, seleção e treinamento de novos funcionários. Além disso, a perda de produtividade impacta diretamente os lucros, já que o capital humano é menos eficaz.

Dado Estatístico: De acordo com uma pesquisa da Society for Human Resource Management (SHRM), empresas que enfrentam problemas de assédio moral em larga escala podem sofrer até uma perda de 20% na lucratividade anual, causada pela rotatividade e baixa eficiência dos funcionários (SHRM, 2021).


4. Opinião Pública

O assédio moral nas empresas também afeta a reputação organizacional. Casos de assédio tornam-se frequentemente públicos, resultando em críticas e na perda de confiança do consumidor. Isso é especialmente importante em tempos de transparência digital, em que práticas abusivas são rapidamente divulgadas nas redes sociais e na imprensa.

Dado Estatístico: Segundo um estudo da Edelman Trust Barometer, 71% dos consumidores preferem marcas que demonstram responsabilidade social, incluindo a promoção de ambientes de trabalho saudáveis. A divulgação de escândalos relacionados ao assédio moral pode diminuir a confiança e a lealdade do consumidor em até 50% (Edelman Trust Barometer, 2022).


Soluções Baseadas na Moderna Gestão de Pessoas

1. Promoção de uma Cultura Organizacional Positiva

Empresas podem prevenir o assédio moral promovendo uma cultura organizacional centrada no respeito, na ética e no bem-estar dos colaboradores. Isso inclui estabelecer políticas antiassédio, treinamentos regulares e canais de denúncia eficazes.

Exemplo de Solução: Google e Microsoft implementaram políticas rigorosas de combate ao assédio, incluindo treinamentos e códigos de conduta, o que resultou em uma redução significativa nos casos reportados.


2. Treinamento em Inteligência Emocional e Gestão de Conflitos

A capacitação em inteligência emocional e técnicas de mediação ajuda gestores e equipes a lidarem com conflitos de forma assertiva e respeitosa, reduzindo a incidência de assédio.

Fonte: Segundo Daniel Goleman, autor de "Inteligência Emocional", ambientes que incentivam a empatia e o autocontrole emocional tendem a ter menor incidência de assédio, pois os funcionários desenvolvem habilidades para resolver conflitos pacificamente (Goleman, 1995).


3. Avaliações de Desempenho e Clima Organizacional

Realizar avaliações de clima organizacional regularmente permite identificar potenciais problemas relacionados ao assédio. A partir dos resultados, os gestores podem implementar ações corretivas e de prevenção.

Fonte: A Great Place to Work afirma que empresas que realizam avaliações regulares de clima organizacional têm uma taxa de satisfação dos colaboradores 30% maior, indicando que esse monitoramento favorece a saúde do ambiente de trabalho (Great Place to Work, 2020).


4. Programa de Apoio ao Colaborador (Employee Assistance Program - EAP)

Oferecer apoio psicológico e assistência jurídica aos funcionários vítimas de assédio moral é uma forma de cuidar da saúde mental dos colaboradores e contribuir para a retenção de talentos.

Fonte: De acordo com o Employee Assistance Professionals Association (EAPA), empresas que oferecem apoio psicológico para casos de assédio reduzem a rotatividade em até 40%, promovendo um ambiente mais seguro e acolhedor (EAPA, 2022).


Conclusão

A prática do assédio moral no ambiente corporativo afeta diretamente a saúde mental dos colaboradores, diminui a produtividade e a lucratividade das empresas e prejudica sua reputação. Adotar estratégias de gestão moderna, que incluem a promoção de uma cultura positiva, treinamentos de inteligência emocional, avaliações de clima organizacional e programas de apoio, pode ajudar a reduzir esses impactos. Com isso, as empresas não apenas melhoram o ambiente de trabalho, mas também reforçam seu compromisso com o bem-estar de seus colaboradores e com a responsabilidade social.


Fontes

1. International Labour Organization (ILO). (2021). "Workplace Harassment and Its Impacts".

2. Workplace Bullying Institute (WBI). (2022). "U.S. Workplace Bullying Survey".

3. Harvard Business Review. (2018). "The Economic Toll of Toxic Workplaces".

4. Society for Human Resource Management (SHRM). (2021). "Turnover Costs and Productivity Loss Due to Workplace Bullying".

5. Edelman Trust Barometer. (2022). "Consumer Trust in Corporate Social Responsibility".

6. Goleman, D. (1995). Inteligência Emocional.

7. Great Place to Work. (2020). "Employee Satisfaction and Organizational Climate".

8. Employee Assistance Professionals Association (EAPA). (2022). "Impact of Employee Assistance Programs on Retention and Well-being".

Essas fontes e estratégias fornecem um panorama das consequências do assédio moral e destacam a importância de um ambiente de trabalho saudável para o sucesso organizacional e o bem-estar dos colaboradores.

domingo, 3 de novembro de 2024

AS CINCO MÁSCARAS DOS HEREGES E COMO DESMASCARÁ-LOS

As Cinco Máscaras dos hereges e como desmascará-los

Na história do cristianismo, as heresias sempre surgiram para tentar desviar a fé cristã genuína e afastar os crentes da verdade bíblica. Os hereges muitas vezes entram disfarçados, usando estratégias para se infiltrarem nas igrejas. Neste estudo, vamos identificar cinco "máscaras" comuns que eles usam e como desmascará-los, com apoio de textos bíblicos.

1. Máscara da Boa Aparência e do Falso Amor

Os hereges costumam usar uma aparência amável e uma atitude "amorosa" para ganhar a confiança dos membros da igreja. Eles aparentam ser bondosos e gentis, escondendo suas intenções sob a ideia de unidade e aceitação.

Como desmascarar: A verdadeira fé é acompanhada de verdade bíblica, não apenas de atitudes superficiais. Teste a doutrina e o ensino desses indivíduos com as Escrituras, verificando se suas palavras são coerentes com a sã doutrina. Jesus advertiu sobre isso em Mateus 7:15-16: "Acautelai-vos, porém, dos falsos profetas, que vêm até vós vestidos como ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis."

2. Máscara da Linguagem Enganosa

Hereges muitas vezes usam linguagem bíblica, versículos e frases espirituais, mas fora de contexto, para enganar os crentes. Eles falam o que o povo quer ouvir, adaptando-se ao público.

Como desmascarar: Observe o contexto e a coerência dos ensinos deles. Falsos mestres manipulam a Palavra para seus propósitos, mas um crente preparado confrontará isso com estudo e compreensão das Escrituras. Em 2 Pedro 2:1-2, somos alertados: "Houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos mestres, os quais introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou."

3. Máscara da Manipulação Emocional

Hereges manipulam emocionalmente, apelando para sentimentos e usando falsas promessas de prosperidade, cura, ou outros benefícios para atrair as pessoas. A estratégia é baseada em despertar emoções, em vez de focar na verdade bíblica.

Como desmascarar: O ensino bíblico verdadeiro não depende de promessas de prosperidade ou "emoções". Em vez disso, ele aponta para o arrependimento e a transformação de vida. Romanos 16:18 diz: "Porque os tais não servem a nosso Senhor Jesus Cristo, mas ao seu ventre; e com suaves palavras e lisonjas enganam os corações dos simples." Confronte esses mestres com o verdadeiro evangelho, que é focado em Cristo e não nas emoções ou na ganância.

4. Máscara da Nova Revelação ou Profecia Extra-bíblica

Muitos hereges afirmam ter novas revelações ou profecias que estão fora da Bíblia, tentando atrair pessoas para esses "novos ensinos". Essa abordagem atrai aqueles que buscam novidades, ignorando que a revelação de Deus já está completa nas Escrituras.

Como desmascarar: Confronte toda "nova revelação" com o fundamento das Escrituras. A Palavra de Deus é completa e suficiente. Em Gálatas 1:8, Paulo adverte: "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema." Devemos confiar apenas na Palavra de Deus como nossa autoridade final.

5. Máscara da Subversão Gradual

Essa é uma das estratégias mais sutis. Os hereges começam de forma lenta e gradual, introduzindo pequenas mentiras ou distorções na doutrina. Através de anos, eles ganham confiança e, aos poucos, desviam o ensino.

Como desmascarar: Observe qualquer mudança gradual na doutrina. O que parece um pequeno ajuste hoje pode se tornar um grande desvio amanhã. Jesus disse em João 8:31-32: "Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sois meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará." Permaneça firme na Palavra e examine tudo para evitar que mentiras se infiltrem aos poucos.

Conclusão

Para desmascarar os hereges e defender a fé cristã, devemos estar fundamentados na Palavra de Deus e atentos ao ensino de sã doutrina. A Bíblia nos equipa para discernir entre o verdadeiro e o falso, protegendo nossa fé das influências heréticas.

CONTATOS PELO E-MAIL: mizaelsouzaxavier@gmail.com 

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

O PODER DA ORATÓRIA


O PODER DA ORATÓRIA

A oratória, ou arte de falar de forma eficaz, é uma habilidade que transcende as barreiras de contexto, impactando de forma significativa tanto a vida pessoal quanto a profissional. Em cada esfera da vida, a oratória permite o estabelecimento de relações, o exercício da influência e a promoção da compreensão. Este estudo examina o poder da oratória em seis áreas principais: vida familiar, escolar, acadêmica, profissional, religiosa e política.


1. Oratória na Vida Familiar

Importância: No ambiente familiar, a oratória promove a comunicação e ajuda a resolver conflitos de maneira construtiva. Falar com clareza e empatia fortalece laços familiares e constrói confiança.

Aplicações: Diálogos entre pais e filhos, resolução de conflitos, e partilha de valores e expectativas.

Exemplo: Um pai ou mãe que fala com paciência e coerência ensina seus filhos a ouvir e a expressar seus sentimentos e opiniões, contribuindo para um ambiente mais harmônico.


2. Oratória na Vida Escolar

Importância: A comunicação eficaz na escola auxilia os alunos a se expressarem melhor, melhorando a interação com professores e colegas. Professores que dominam a oratória conseguem cativar e envolver os estudantes no processo de aprendizado.

Aplicações: Apresentações de trabalhos, debates, e participação em atividades escolares.

Exemplo: Um professor que usa a oratória para explicar uma matéria de forma clara e motivadora pode despertar o interesse dos alunos e tornar o aprendizado mais dinâmico.


3. Oratória na Vida Acadêmica

Importância: No meio acadêmico, a capacidade de se comunicar é essencial para compartilhar ideias, defender pesquisas e participar de discussões críticas. A oratória eficaz é uma ferramenta para o desenvolvimento intelectual e a promoção de um ambiente de diálogo.

Aplicações: Apresentação de seminários, defesa de teses, e discussões em sala de aula.

Exemplo: Um estudante de graduação que sabe articular suas ideias em uma apresentação consegue transmitir seu conhecimento e conquistar a atenção e o respeito dos colegas e professores.


4. Oratória na Vida Profissional

Importância: No mercado de trabalho, a oratória é uma habilidade chave para entrevistas, apresentações e reuniões. Comunicar-se bem pode facilitar o desenvolvimento de projetos, negociações e a gestão de equipes.

Aplicações: Palestras, reuniões de equipe, e negociações com clientes.

Exemplo: Um líder que consegue inspirar sua equipe por meio de uma comunicação clara e motivadora é capaz de alcançar melhores resultados e manter o engajamento dos colaboradores.


5. Oratória na Vida Religiosa

Importância: No contexto religioso, a oratória é fundamental para transmitir ensinamentos, pregar e aconselhar. Um orador religioso inspira, conforta e guia a congregação, ajudando-a a entender e a viver seus valores de fé.

Aplicações: Sermões, aconselhamentos, e palestras sobre temas espirituais.

Exemplo: Um pastor que consegue expor as Escrituras com clareza e emoção conecta-se com os fiéis, tocando suas vidas e promovendo o crescimento espiritual.


6. Oratória na Vida Política

Importância: A política depende da comunicação para a apresentação de ideias e programas e para conquistar a confiança do público. A oratória permite ao líder político influenciar, mobilizar e inspirar mudanças.

Aplicações: Discursos públicos, debates, e reuniões com eleitores.

Exemplo: Um político que se expressa com confiança e clareza consegue ganhar o apoio do público e gerar impacto nas decisões comunitárias e nacionais.


Conclusão

A oratória é um recurso indispensável para o sucesso em diferentes áreas da vida. Ao desenvolver essa habilidade, os indivíduos aprimoram sua capacidade de comunicar ideias, influenciar e fortalecer relacionamentos.

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SEITAS E HERESIAS: UMA INTRODUÇÃO

SEITAS E HERESIAS: UMA INTRODUÇÃO

1. Definição de Seita

Na perspectiva reformada, uma seita pode ser definida como um grupo religioso que, apesar de originar-se dentro do cristianismo ou adotar elementos da fé cristã, desvia-se significativamente dos ensinamentos bíblicos e das doutrinas centrais da fé cristã histórica. As seitas geralmente reinterpretam doutrinas fundamentais ou adicionam revelações que não são aceitas pela ortodoxia cristã.

Versículo de referência:

“Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo comichão nos ouvidos, amontoarão para si doutores conforme as suas próprias concupiscências” (2 Timóteo 4:3).


2. Definição de Heresia

A heresia, de acordo com a visão reformada, é qualquer doutrina ou ensino que contradiz os fundamentos da fé cristã revelados nas Escrituras. Heresias alteram verdades essenciais, como a Trindade, a divindade de Cristo, a salvação pela graça mediante a fé, e a autoridade da Bíblia. São entendidas como erros doutrinários que levam à ruína espiritual, colocando as almas em risco de apostasia.

Versículo de referência:

"Mas houve também entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos mestres, que introduzirão encobertamente heresias destruidoras, negando até o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição" (2 Pedro 2:1).


3. As Maiores Seitas Cristãs e Suas Doutrinas (Visão Reformada)

Aqui, analisamos algumas das maiores seitas que afirmam seguir o cristianismo, mas que divergem dos fundamentos bíblicos da fé reformada:

1. Mormonismo (Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias)

Fundador: Joseph Smith (1820s)

Doutrinas Divergentes: Negação da Trindade clássica, crença em múltiplos deuses e na progressão humana à divindade.

Análise Reformada: Considerado uma seita devido à sua revelação extra-bíblica (Livro de Mórmon) e doutrinas que contradizem a singularidade de Deus.

Versículo: “Eu sou o Senhor, e não há outro; além de mim não há Deus” (Isaías 45:5).


2. Testemunhas de Jeová

Fundador: Charles Taze Russell (final do século XIX)

Doutrinas Divergentes: Negação da divindade plena de Cristo, rejeição da Trindade e da imortalidade da alma.

Análise Reformada: Visto como herético por negar a Trindade e redefinir a divindade de Cristo, o que compromete a salvação segundo a visão reformada.

Versículo: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus” (João 1:1).


3. Igreja de Ciência Cristã

Fundadora: Mary Baker Eddy (1866)

Doutrinas Divergentes: Nega a realidade do pecado e do mal, entendendo-os como ilusões, e rejeita a morte expiatória de Jesus.

Análise Reformada: Essa visão é vista como uma distorção das Escrituras que compromete a compreensão da redenção.

Versículo: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23).


4. Unicismo (Movimento Só Jesus)

Doutrinas Divergentes: Rejeita a Trindade, afirmando que Deus existe em uma única pessoa que se manifesta em três modos (Pai, Filho e Espírito Santo).

Análise Reformada: A negação da Trindade é central para a heresia, desconsiderando o relacionamento entre as três pessoas da Divindade.

Versículo: “Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mateus 28:19).


4. Critérios Reformados para Identificar Seitas e Heresias

Segundo a fé reformada, para avaliar se um grupo ou ensinamento é uma seita ou heresia, alguns critérios importantes são:

Conformidade com as Escrituras: Toda doutrina deve estar em plena harmonia com a Bíblia.

Centralidade de Cristo: A salvação é exclusivamente pela fé em Jesus Cristo, conforme revelado na Escritura.

Rejeição de Revelação Extra-Bíblica: A Palavra de Deus é suficiente e não necessita de novas revelações.

Versículo de referência:

"Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça" (2 Timóteo 3:16).


5. O Perigo Espiritual das Seitas e Heresias

A visão reformada destaca que seitas e heresias desviam o crente da verdade de Deus, colocando-o em um caminho que pode levar à perdição. A doutrina bíblica enfatiza a necessidade de vigilância espiritual para manter a fé firme na verdade do evangelho.

Versículo de alerta:

“Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos são de Deus, porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo” (1 João 4:1).

Este estudo ressalta a importância de uma doutrina sólida e da adesão às Escrituras para evitar o engano espiritual. Seitas e heresias apresentam uma visão distorcida da fé, que deve ser confrontada com as Escrituras e respondida com discernimento e verdade.