sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

DIFERENÇA ENTRE MARTINHO LUTERO E O PAPA BENTO XVI

Qual a diferença entre o papa Bento XVI e Martinho Lutero? Martinho Lutero enxergou os problemas dentro da Igreja (corrupção, simonia, pedofilia, assassinatos, indulgências, etcs.) e se revoltou, foi ler a Bíblia e fixou suas 95 teses contra a devassidão generalizada na sua Igreja. Ele não aceitou a situação e tentou instaurar uma reforma, que hoje conhecemos como a Reforma Protestante. Resultado? Perseguição e excomunhão. E o surgimento da Igreja Reformada, alheia ao papado. E o que Bento XVI fez ao ver a Igreja nas mesmas condições (idênticas!) as da época de Lutero? Pediu pra sair! Por que ele não implanta uma nova Reforma? Por que não se apega com a Bíblia e promove uma faxina na Santa Sé? Tirem-se os corruptos, os pedófilos, os ladrões, os filhos do diabo! Martinho Lutero teve essa coragem e recebeu de Deus a recompensa da justificação pela fé e da vida eterna. Oremos para que Bento XVI faça o mesmo! Afinal de contas, do quê ou de quem ele tem medo?

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O SEGREDO DE MARIA



O SEGREDO DE MARIA: Um comentário apologético da obra de São Luis Maria de Montfort.

O QUE VOCÊ ENCONTRA NESTE LIVRO?

1) Um comentário apologético do livro O SEGREDO DE MARIA, de Montfort, grande mariólogo católico romano, página por página, comparando a doutrina apresentada no livro com as Sagradas Escrituras (Bíblia).
2) Um estudo dos três maiores dogmas marianos do catolicismo romano: a Imaculada Conceição de Maria, a Virgindade Perpétua e a Assunção, além de outras doutrinas como Medianeira, Intercessora, Rainha do céu e da terra, Mãe de Deus e dos homens, Corredentora, entre outras, todas estudadas à luz da Bíblia.
3) Um estudo aprofundado da interpretação da Bíblia na igreja católica, tomando por base o Concílio de Trento, o Concílio Ecumênico Vaticano II, o Catecismo da Igreja Católica e a carta pós-Sinodal Verbum Domini.
4) Um estudo da interpretação bíblica e da hermenêutica reformadas à luz da mariologia e da Bíblia.
5) Um estudo minucioso da Tradição viva da igreja católica romana e do Magistério e a sua influência no estudo da Palavra de Deus e na criação de dogmas.
6) Um estudo do significado dos dogmas e suas consequências para a fé católica.

E MUITO MAIS!
AGUARDE! MAIORES INFORMAÇÕES E CONTATOS:

UM FORTE ABRAÇO.
MIZAEL SOUZA.



quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

10 COISAS QUE SÓ UM FUMANTE PODE FAZER POR VOCÊ


Se você acha que o fumante é alguém que não tem nada para nos ensinar ou que nada pode fazer por nós, está redondamente enganado. Eis dez coisas que somente um fumante pode fazer por mim e por você.


1)    Se for uma mulher e estiver grávida de você, poderá lançar em seus pulmões uma fumaça com milhares de substâncias altamente tóxicas, comprometendo a sua saúde física e mental de maneira irreversível, em muitos casos. Com certeza não ligará para o fato de que você possa ser abortado ou nascer com deficiência mental.
2)    Ainda sendo mulher, poderá segurar-lhe nos braços enquanto fuma e conversa com uma amiga, fazendo com que você “fume duas vezes” e tenha 30% a mais de chances de contrair doenças diversas provocadas por essa exposição involuntária ao tabaco. Talvez até fume enquanto lhe dá banho ou troca as suas fraldas.
3)     Se for um homem, principalmente seu pai, ele poderá fazer como a sua mãe, fumando na sua presença enquanto você mama, almoça, brinca, vê televisão, estuda... Os males que lhe acometerão você já pode imaginar. Ambos insistirão em dizer que lhe amam.
4)    Enquanto lhe ensina o be-a-bá, um fumante professor poderá lhe dar lições para a vida, como não falar durante a aula, respeitar os coleguinhas, não depredar a escola, etc., enquanto fuma copiosamente nos intervalos, enchendo o ar de fumaça e o chão de pontas de cigarro.
5)    Um fumante médico poderá lhe receitar remédios para diversos males, dar-lhe dicas sobre uma alimentação saudável, prevenir-lhe contra as doenças provocas pelo uso de entorpecentes e outras substâncias tóxicas, além de incentivá-lo à prática de exercícios físicos, acendendo pouco depois um belo cigarro e enchendo os próprios pulmões de doenças terríveis.
6)    Numa parada de ônibus, um fumante poderá se posicionar a favor do vento que sopra sobre você e inúmeras outras pessoas que esperam pelo transporte. Ele fumará sem se importar se está ou não incomodando, se ali existe alguém alérgico a fumaça, se está ou não ferindo o direito à vida das outras pessoas; afinal, ali é um local público, aberto, e ele está no seu direito. Não há o que reclamar.
7)    Em um hospital ou qualquer outra repartição pública onde seja necessário formar uma fila, o chão es os batentes poderão estar marcados de queimaduras provocadas por pontas de cigarros jogadas ao longo do percurso da fila. Embora as proibições estejam cada vez mais severas, ainda é possível observar este fenômeno que somente o fumante pode proporcionar.
8)    Um fumante poderá lhe convencer através de explicações surrealistas que fumar não é prejudicial à sua saúde. Para isso, ele invocará a memória de algum parente que morreu de velhice e que fumava desde criança, não levando em conta, é claro, as estatísticas comprovadamente científicas do número de pessoas que morrem no mundo (oito pessoas a cada minuto) vítimas de doenças provocadas pelo fumo.
9)    Um fumante mais incauto poderá atear involuntariamente fogo a um posto de gasolina, um prédio ou uma floresta, simplesmente porque quis se livrar de sua ponta de cigarro flamejante.
10) Um fumante, através do seu mau exemplo e da sua propaganda a favor do fumo (até mesmo na mídia!), pode lhe influenciar ao vício do cigarro, mesmo se você tiver apenas 12 anos de idade ou menos. Ele pode lhe incentivar a jamais fumar, mas fará isso lhe dando baforadas de cigarro na cara.

Se você conhece mais preciosas lições e maravilhosas atitudes que somente podem ser repassadas por um fumante, ajude a aumentar esta lista.



A VIDA POR UM GOLE: um texto contra a bebida alcoólica e sua propaganda



A novela Páginas da vida apresentada todas as noites em 2006, de segunda a sexta-feira, pela Rede Globo, trouxe em seu enredo um assunto relevante para os dias atuais. Ela apresentou a história de Ubirajara Rangel, o Bira, (Eduardo Lago), um alcoólatra que lutava para se livrar do vício, enquanto passava por momentos de humilhação pública e de desprezo e vergonha por parte de seus familiares. O drama vivido pelo personagem fictício é bastante real na vida de milhões de pessoas espalhadas por todo o globo terrestre. É um alerta de que a dependência química produzida pela ingestão de álcool, e todos os males que ela produz na vida do dependente, é um problema muito sério e que envolve questões sociais.
            Em contrapartida a esta propaganda contra o alcoolismo, a mídia apresenta inúmeras formas de incentivo a esta prática. A mesma novela mostrava festas onde as pessoas bebiam a vontade, em ambiente alegre e familiar. Tomemos como exemplo a grande maioria das letras de músicas de forró que diariamente tocam nas rádios. Nelas, o consumo exagerado de bebidas alcoólicas é incentivado e vem acompanhado de diversos males, como a prostituição, o adultério, a violência, a promiscuidade, e muitos outros. O consumo de álcool é, ainda, exaltado nos comerciais, que mostram mulheres bonitas, homens sarados, em clima de muita festa, muita alegria, esporte e lazer. O consumidor é levado a crer que está fazendo um bom negócio ao consumir aquele produto, sem atentar para os diversos males que ele pode causar a sua saúde e à saúde dos que estão à sua volta.
            O álcool etílico, apesar de toda a propaganda a seu favor, é uma espécie de droga (das chamadas drogas lícitas), e como tal causa dependência química, tanto nas bebidas destiladas quanto nas fermentadas. Sendo a droga mais consumida do mundo, o álcool produz resultados desastrosos que prejudicam o lado físico, emocional, mental e social do seu consumidor, o que não aparece na sua vasta propaganda. A ingestão de bebidas alcoólicas tem roubado a infância e a adolescência de muitas pessoas, que através do mau exemplo dentro de casa ou da influência de amigos e da mídia, começam a beber logo cedo.
            Vejamos alguns males provocados pelo consumo de álcool:

  • O álcool pode trazer danos ao cérebro e ao sistema nervoso, ocasionando falta de memória, baixa capacidade de produção e baixa qualidade no trabalho, queda no rendimento escolar. Ele influencia negativamente nos relacionamentos, nas decisões a serem tomadas e produz descuidos freqüentes. Isto conseqüentemente altera a personalidade do indivíduo, tornando-o uma pessoa ansiosa, desatenta, desinteressada e violenta.
  • O álcool torna as pessoas desinibidas, capazes de fazer coisas que jamais fariam se estivessem sóbrias, colocando-as em situações constrangedoras, para elas e para quem as estiver acompanhando. Isto acontece porque, uma vez embriagado, serão as toxinas presentes no álcool que comandarão o cérebro e ditarão as atitudes do indivíduo. Com o tempo a moral vai-se perdendo e o alcoólatra passa a não ter mais o respeito de ninguém.
  •  Também por causa das suas toxinas, o álcool torna organismo indefeso, ocasionando diversos tipos de doenças: derrame cerebral, pancreatite, diabetes, hepatite, ataque cardíaco, pneumonia, tuberculose cirrose hepática, leucemia, entre inúmeras outras. Ele traz dependência física e psíquica, além de depressão. Se ingerido com remédios, seu perigo aumente ainda mais. Tudo isso traz grandes transtornos, não só para o indivíduo que adoece, mas para a sua família e para o Estado, que precisa investir anualmente grande soma de dinheiro para cuidar desses pacientes.
  • A ingestão de álcool durante a gravidez intoxica os bebês e pode colocar em risco a sua saúde, indefinidamente, podendo ocorrer a Síndrome Fetal Alcoólica.
  • O álcool pode causar, ainda, distúrbios menstruais, frigidez, impotência e reduzir a fertilidade.
  • Além dos males à saúde, o álcool promove grandes males sociais. A começar pelo ambiente familiar, ele produz a violência doméstica, onde são praticados crimes de espancamento de esposas (ou maridos) e filhos, tortura, discussões, divórcio e homicídios.
  • Nos bares o álcool é responsável por discussões e brigas, o que gera violência, espancamentos e homicídios, trazendo prejuízo para os donos dos estabelecimentos e para toda a sociedade. O mesmo ocorre em boates ou qualquer outro lugar onde o álcool esteja sendo consumido.
  • A propaganda das fábricas de bebidas alcoólicas exploram a necessidade de quem bebe, que deseja se tornar inteligente, jovem, extrovertido, simpático, poderoso, charmoso, bonito, forte, rico, superior, elegante, amável... Mas não mostra que a bebida torna o homem improdutivo e indesejado, podendo vir a perder o seu emprego e seus bens. Não mostra que ele é ridicularizado, humilhado e evitado pelos amigos e familiares, pelos lugares onde costuma freqüentar. Não mostra que ele se torna um peso grande para a sociedade que tem de arcar indiretamente com as despesas do seu vício.
  • Além das doenças que o álcool já proporciona, o indivíduo alcoolizado está sujeito a descuidos que podem lhes trazer grandes transtornos. Uma gravidez indesejada, sexo ilícito, doenças venéreas e Aids. Ele tanto pode contrair como pode espalhar doenças.
  • Ainda pelo descuido causado pela embriaguez e pela falta de autocontrole que ela também provoca, o indivíduo está sujeito a provocar incêndios, cometer estupros, roubos, sofrer e causar acidentes de trabalho, sofrer quedas e afogamentos, ser atropelado, roubar, suicidar-se.
  • Mas é no trânsito que os males provocados pelo consumo de álcool se tornam mais gritantes. A maioria dos acidentes causados nas rodovias federais e estaduais do país e do mundo são provocados por indivíduos que dirigiam bêbados. O álcool causa sérios problemas de visão e coordenação motora. A maioria dos acidentes é fatal e envolve não somente o motorista alcoolizado, mas os passageiros do veículo que ele dirigia, e quem quer que esteja ao seu redor, seja em outro carro, na calçada ou na faixa de pedestres. O prejuízo emocional causado às famílias é incalculável. E os causados ao Estado e às seguradoras também.

Com certeza esta lista se estenderia ainda mais, se fôssemos estudar mais profundamente a questão. Mas apesar de tudo isso ser de conhecimento de todos, inclusive dos que fazem uso abusivo do álcool, este continua sendo exaltado nas propagandas, nas músicas e nos programas de TV. Sendo a droga mais antiga da humanidade, o álcool já faz parte da maioria das culturas mundiais e torna-se uma questão muito difícil de ser tratada. É praticamente impossível convencer as pessoas a não beberem, mesmo com todos os males que a bebida alcoólica pode causar. O cidadão bêbado sofre um acidente de carro por causa da sua imprudente mistura de álcool e direção e, se sobreviver, pode juntar os amigos para beber e comemorar.
Há muitos anos, a propaganda de cigarro foi suprimida da mídia, ficando restrita aos locais onde esta “droga lícita” é vendida. Nas embalagens de cigarros, o Ministério da Saúde têm colocado avisos com fotos chocantes prevenindo contra os males provocados pelo fumo. Alguns deles: câncer de pulmão, câncer de laringe, bronquite, enfisema pulmonar, infarto, distúrbios da circulação, infecções respiratórias, úlceras do estômago, úlceras do duodeno, amputação de membros do corpo, entre várias outras. Vê-se que o álcool provoca doenças similares. Mas o cigarro costuma prejudicar normalmente só o seu usuário; a bebida alcoólica, todavia, prejudica a sociedade como um todo, como vimos acima; é bem mais perigosa.
Por que, a exemplo do que foi feito com a propaganda do cigarro, o governo não proíbe a propaganda de bebidas alcoólicas? Há pouco tempo as empresas fabricantes de bebidas estão sendo obrigadas a vincular em suas propagadas frases como: Beba com moderação, Se for dirigir não beba; se for beber não dirija. E ainda há quem vincule: Deguste-a com parcimônia, numa linguagem arcaica e fora da realidade dos consumidores. Mas isso não mostra a realidade que temos visto e não contribui em nada para a verdade. O que podemos propor é o seguinte:

  • Proibição da veiculação de propaganda de bebidas alcoólicas em todos os meios de comunicação, a exemplo do que já é feio com o cigarro, inclusive na Internet.
  • Proibição de músicas e quaisquer outras manifestações artísticas que façam apologia ao consumo de bebidas alcoólicas e ao alcoolismo, como temos visto em muitas músicas, em especial de forró.
  • Medidas preventivas, como palestras nas escolas, nas empresas, na mídia em geral, no trânsito; distribuição de propaganda contra a bebida alcoólica, especiais na TV, musicas, etc.
  • Propaganda obrigatória do Ministério da Saúde nas garrafas de bebidas e nos cartazes promocionais prevenindo contra os males provocados pela ingestão de álcool em excesso, como já acontece com o cigarro.
  • Penalidades mais severas no Código de Trânsito para quem dirige embriagado, principalmente se se envolver em acidentes com vítimas fatais.
  • Responsabilização de governos e fabricantes de bebidas alcoólicas por crime de responsabilidade e omissão.
  • Tornar hediondos os crimes praticados por indivíduos alcoolizados.
  • Possibilidade de pedidos de indenização para pessoas que se sentirem enganadas pelas empresas fabricantes de bebidas alcoólicas, que mostram seu produto como inofensivo à saúde e necessário ao bem-estar social do indivíduo.

Estas e outras medidas podem e devem ser adotadas, porque a realidade do alcoolismo tem causado grandes prejuízos ao ser humano, à sua dignidade, sua saúde, sua moral, seu patrimônio. As propagandas não são inofensivas, elas enganam e omitem; elas induzem as pessoas à prática de crimes, à violência. As empresas deveriam ser responsabilizadas e os governos, na medida em que se tornam omissos.
Por sua vez, os que bebem “socialmente” ou os alcoólatras declarados, deveriam repensar seus valores. Aqueles porque um único dia de ingestão de álcool pode custar a sua vida em um acidente; estes porque sua saúde e sua dignidade estão “por um gole”. Todos deveríamos nos mobilizar em favor da vida, porque ela é muito mais que uma dose numa mesa de bar ou em outro canto qualquer.

Literatura de apoio:

Gibi do Álcool e Gibi da prevenção às drogas, Zeli Niehues.
Coleção drogas, Klaus H. G. Rehfeldt, ed. Brasileitura.

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ONDE ESTÁ A SUA FÉ?






Imagine-se partindo para uma viagem de barco, não num grande barco repleto de botes e coletes salva-vidas, mas numa pequena embarcação onde cabem apenas você e alguns amigos. Mas a viagem não é longa, vocês vão apenas atravessar de uma margem para outra do lago. Todos estão felizes e cansados, o dia foi cheio de boas surpresas e de muito trabalho. A viagem transcorre normalmente, até que de repente surge uma forte tempestade. Os ventos fortes e as águas agitadas sacodem o barco de um lado para outro. Você e seus amigos seguram firme o timão, recolhem as velas, se seguram o máximo que podem enquanto as águas parecem querer lhes engolir. Estão todos desesperados, vendo que a qualquer momento o pior pode acontecer.
         Foi isto o que aconteceu certa vez com os discípulos de Jesus Cristo. Eles, a pedido do Senhor, entraram num barco, e Jesus lhes disse: “Passemos para a outra margem do lago” (Lucas 8:22). Então, lá estavam eles no barco com Jesus. Mas no meio da viagem aconteceu algo: Jesus dormiu (v. 23), e uma forte tempestade de vento ameaçava virar a embarcação. Com certeza eles tentaram de todas as formas salvar suas vidas, retirando o excesso de água, segurando-se o mais firme possível. Até que finalmente se lembraram que Jesus estava no barco com eles. O evangelho de Marcos mostra de forma interessante como eles se dirigiram a Jesus: “Mestre, não te importa que pereçamos?”. Jesus então se levantou, acalmou a tempestade e se fez grande bonança. E depois que tudo estava calmo, repreendeu a falta de fé dos seus discípulos (Mateus 8:23-27; Marcos 4:35-41).
         Esta situação ilustra claramente o que acontece na vida de muitas pessoas que acreditam que possuem alguma fé em Deus. Basta olhar alguns capítulos e versículos anteriores para vermos que os discípulos tinham todas as condições de não se desesperarem naquele momento de tribulação. No evangelho de Lucas podemos ver quantos milagres eles presenciaram ao lado de Jesus antes daquela viagem:

  • A cura de um endemoninhado em Cafarnaum (4:31-37)
  • A cura da sogra de Pedro (4:38,39)
  • Cura de diferentes moléstias e a expulsão de demônios (4:40,41)
  • Uma pesca maravilhosa (5:1-11)
  • A cura de um leproso (5:12-19)
  • A cura de um paralítico em Cafarnaum (5:17-26)
  • A cura do homem da mão ressequida (6:6-11)
  • A cura de muitos enfermos no litoral de Tiro e Sidom (6:17-19)
  • A cura do servo do centurião (7:1-10)
  • A ressurreição do filho da viúva de Naim (7:11-17)

Os discípulos se desesperaram assim que a tempestade caiu sobre eles. Eles esqueceram quem estava no barco com Eles e de todos os milagres que haviam presenciado. Talvez isto esteja acontecendo agora na nossa vida, talvez estejamos passando por momentos de tribulação, de provação e estejamos esquecendo que Jesus está conosco no barco, que Ele está no controle de nossas vidas.
Algo muito interessante também nesta história é que Jesus dormia! A tempestade forte ameaçava o barco onde ele repousava, os ventos lançava-lhes de um lado para outro, com certeza havia muita correria e gritaria, pois todos estavam desesperados de suas vidas, temendo pelo pior. E a Palavra de Deus nos diz que Jesus simplesmente dormia. Ora, será que quando estamos sendo açoitados pelas ondas da vida, Jesus está dormindo? Será que Ele não está vendo nossas lágrimas, nosso sofrimento, nossas lutas, nossas dores? Será que de repente o Mestre desistiu de olhar por nós? Talvez os discípulos tenham pensado sobre essas coisas. Mas como eles não costumavam olhar para os milagres do passado, para tudo aquilo que Jesus já havia operado, eles também não tenham prestado atenção às palavras de Jesus: “Passemos para a outra margem do lago”.
Jesus tinha um plano na vida daqueles homens. Ele já havia traçado um caminho: passar à outra margem. O que eles não compreenderam é que independente das circunstâncias, das grandes ondas, dos fortes ventos, da escuridão ou de qualquer outro fator, eles haveriam de chegar do outro lado. Por que Jesus dormia? Porque Ele sabia que nada poderia frustrar os seus planos! Ele não temia a tempestade porque sabia que chegaria ao seu destino. Mas os discípulos temeram, porque sua fé não era grande o suficiente para crer que o Mestre haveria de cumprir o que dissera. Eles temeram porque não confiavam que suas vidas estavam bem seguras nas mãos daquele que tinha o poder de ressuscitar os mortos, de curar os enfermos, de lhes dar o Espírito Santo para sempre. Eles temeram porque olharam mais para as circunstâncias do que para o cumprimento das promessas do Senhor.
Assim somos muitos de nós quando passamos pelas tempestades da vida, quando somos submetidos à provação: esquecemos de tudo que Deus já fez na nossa vida, a começar pela nossa salvação, e duvidamos que conseguiremos chegar ao fim. Mesmo Deus tendo nos prometido a vitória, mesmo tendo Ele dito que somos mais que vencedores, ainda assim duvidamos e vemos a nossa fé naufragar. Achamos que Deus está dormindo, que Ele não liga mais para nós e nos entregamos ao desespero. É quando Jesus olha para nós e pergunta: “Onde está a vossa fé?”.

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