segunda-feira, 17 de outubro de 2016

NEEMIAS: LIDERANÇA E INTEGRIDADE



NEEMIAS: LIDERANÇA E INTEGRIDADE
Mizael de Souza Xavier

Introdução

"pois o que nos preocupa é procedermos honestamente, não só perante o Senhor, como também diante dos homens" (2 Coríntios 8:21).

Líderes íntegros usados por Deus: esta é uma das grandes necessidades da Igreja nos dias de hoje. Vemos homens e mulheres à frente de grandes denominações, preocupados em lotar templos e em oferecer a sua própria imagem e carisma como porto seguro para a fé dos seus congregados. Vemos grandes oradores e coaches que arrastam multidões com o poder da neurolinguística e com a oferta de uma teologia pobre e egocêntrica, que molda uma imagem destorcida de Deus e faz com que as pessoas acreditem que elas mesmas são deuses ou que Deus está a serviço dos seus interesses. Vemos também pastores doentes e desanimados por não se dobrarem a esse tipo de liderança e ao mesmo tempo encontrarem barreiras para continuar pregando e vivendo o verdadeiro Evangelho de Cristo. Vemos, ainda, aqueles que jamais se deixam desanimar e enfrentam o inimigo com a força da sua fé e do seu caráter cristão, entendendo que quantidade não é qualidade e que meia dúzia de pessoas reunidas num templo também são parte da Igreja do Senhor. Mas também vemos depravação, corrupção, estelionato, adultério, demonstrando uma total falta de referenciais, o desprezo às Escrituras e um viver carnal e distante do mover do Espírito Santo.

Precisamos de lideranças que se deixem impregnar totalmente com a santidade da Palavra de Deus, que sejam pessoas íntegras e guerreiras, que entendam que a soberania de Deus não é negociável e que não tenham o caráter moldado pelo mundo, mas pela cruz de Cristo. Temos, na Bíblia, grandes exemplos de líderes moldados por Deus e poderosamente usados por Ele. Não eram super-humanos, mas pessoas comuns e que possuíam algo incomum: a vontade de servir àquele que os comissionara. Neemias foi um desses grandes líderes. A sua história e o seu caráter nos ajudarão a pensar sobre que tipo de líderes somos e que tipo de líderes Deus espera que sejamos, líderes íntegros usados para os propósitos eternos do seu Reino.

Leitura complementar: Lucas 16:10,11; Provérbios 10:9; 11:3; 1 Pedro 3:16; Colossenses 3:23.

👉🏻 CLIQUE AQUI E LEIA UM ESTUDO NESTE BLOG SOBRE A LIDERANÇA DE JESUS: A LICENÇA DE JESUS


Liderança e influência
(Neemias 1:1-3)

Falar sobre liderança envolve questões complexas e profundas. Além da Palavra de Deus como supremo referencial, temos uma variedade imensa de autores que pesquisaram e escreveram sobre o tema; muitos deles, líderes que produziram ótimos estudos a partir da sua própria vivência, como John Maxwell. Um dos conceitos básicos sobre o que é ser um líder é: líder é aquele que faz as coisas através das outras pessoas. Maxwell resumiu a essência da liderança em “influência”. Ambas as definições estão corretas, tendo em vista que o líder deve ser capaz de influenciar os outros a agirem em prol da construção de algo. Esse tipo de atitude é o que vemos claramente no líder Neemias. A história de Neemias é uma história que traz lições profundas para aquele que deseja exercer liderança na obra do Senhor. O líder Neemias se destaca por dois aspectos muito importantes entre aqueles que iremos estudar: ele era um homem de oração e de confiança em Deus.

Neemias exercia uma importante posição trabalhando para o rei da Pérsia (445 a.C.), mas abriu mão dela ao saber que os judeus estavam sofrendo e que a cidade de Jerusalém estava destruída, os seus muros derrubados e as suas portas, queimadas (1:1-3). Analisando os principais fatos da vida de Neemias, observando a sua constante dependência de Deus, sua inteireza de caráter e sua firmeza na obra do Senhor, certamente nos animaremos a viver uma liderança voltada para o princípio da fé e da esperança. Assim como Neemias, a primeira pessoa a ser influenciada por uma visão transformadora da realidade deve ser o próprio líder. Se ele não estiver motivado a agir, se a missão que Deus lhe deu não irradiar a sua mente e o seu coração, dificilmente contagiará os outros e os influenciará a agir. Neemias era um líder convicto do seu propósito e sabia que o sucesso não estava em suas mãos, mas nas mãos do Deus de Israel!

Leitura complementar: Mateus 20:20-28; Lucas 5:1-11; Filipenses 2:8; João 8:14; Colossenses 3:1.

👉🏻 CLIQUE AQUI E LEIA UM ESTUDO NESTE BLOG SOBRE A LIDERANÇA SERVIDORA: LIDERANÇA SERVIDORA


Paixão e zelo pela glória de Deus
(Neemias 1:4)

Logo no início da narrativa do livro de Neemias encontramos aquilo que motivou as suas ações dali por diante: a paixão e o zelo pela glória de Deus (1:4). O que tocou o coração de Neemias não foi a necessidade de um grande empreendimento, nem tampouco a ambição de entrar para a história do seu povo como o homem que reconstruiu os muros de Jerusalém, embora consequentemente isso tenha acontecido. Sua motivação era a paixão pela glória de Deus. Jerusalém era a cidade de Deus e o templo, o símbolo da sua presença. O zelo de Neemias era muito mais que pela reconstrução dos muros, era pelo que ela representava em matéria de glória de Deus. Este zelo se demonstrou mais tarde na expulsão de Tobias do templo (13:4-9), e no cuidado com a guarda do sábado, que era o dia do Senhor (13:15-22). Neemias traça, então, um parâmetro essencial para a liderança: ela deve ser para a glória do Senhor.

Mesmo que o líder seja alguém proeminente entre os seus, capacitado, inteligente; mesmo que suas obras sejam grandiosas e seu exemplo de liderança seja padrão para os seus liderados, ele não está interessado senão em glorificar a Deus. A paixão por Deus e pela sua obra o consome. A indignação contra tudo aquilo que afeta a santidade de Deus provoca zelo nele. O líder usado por Deus não consegue ficar parado enquanto não completar a obra para a qual foi chamado, sem requerer qualquer crédito por ela. Esse tipo de liderança tem sido trocado pela influência através da propaganda e do marketing religioso, cuja finalidade não está em glorificar a Deus nem em preservar a santidade da Igreja, mas divulgar o poderio abençoador da denominação e o carisma dos seus líderes. Em algumas fachadas de templos, a foto do seu líder fundador é posta em evidência. Quem está sendo glorificado: Deus ou os que se dizem seus servos e obreiros?

Leitura complementar: Mateus 4:23; 22:34-40; Marcos 10:21; João 13:14,15; 6:66-71; 11:33-35.

👉🏻 CLIQUE AQUI E LEIA UM ESTUDO NESTE BLOG SOBRE ÉTICA CRISTÃ E MINISTERIAL: ÉTICA CRISTÃ E MINISTERIAL


Sensibilidade
(Neemias 1:5,6)

O que falta a muitos líderes da atualidade, acima de tudo aqueles que possuem grandes ministérios, isto é, um número muito grande de almas para cuidar, é a capacidade de estar ao lado do outro, ouvir as suas queixas, entender as suas dores, socorrê-lo nos seus problemas. Neemias demonstrava essa sensibilidade tão importante ao líder. Podemos crer que as palavras de Hanani também despertaram em Neemias profunda comoção pelos seus irmãos que padeciam no exílio ou dispersos (1:3-4). Logo, Neemias era sensível às necessidades das pessoas. Uma prova disso é a sua oração, onde ele intercede pelos filhos de Israel (vs. 5,6). A paixão e o zelo por Deus devem despertar no líder uma profunda preocupação com as pessoas. O objetivo de Neemias era glorificar a Deus, mas isso é algo que necessariamente passa pelas pessoas. Um líder que não se compadece com o sofrimento dos outros jamais poderá servir plenamente a Deus.

O desejo e o chamado de Neemias era, além de reconstruir os muros, reunir os judeus como uma nação. Em um curso sobre liderança e integridade, ministrado em 07 de abril de 2008, na Igreja de Cristo no Brasil, em Natal, Rio Grande do Norte, com a participação do Dr. Russel Shedd e outros preletores, o Dr. Shedd ensinou que ser líder é exercer deliberadamente influência dentro do grupo em direção ao alvo que soluciona problemas e necessidades dentro desse grupo. Disse, ainda, que a melhor maneira de exercer liderança não é pagando para as pessoas virem para a Igreja, mas ajudando pessoas que não têm motivo para viver a descobrir soluções para a vida delas. Um bom líder consegue fazer isso. Para se envolver com as pessoas, cuidar delas e levá-las de um ponto a outro, líder precisa ter a habilidade de desenvolver bons relacionamentos, estimulando os outros a se motivar a gastar tempo, estudo e esforço em seu crescimento espiritual e ministerial. Um líder sensível às pessoas é aquele que é sensível à voz do Espírito Santo e que tem o seu coração repleto do amor de Deus.

Leitura complementar: Marcos 2:27; 10:21; Mateus 23:3; 28:18-20; Lc 9:22-27; 18:29,30.

👉🏻 CLIQUE AQUI E LEIA UM ESTUDO NESTE BLOG SOBRE DONS ESPIRITUAIS, HABILIDADES E TALENTOS: DONS, HABILIDADES E TALENTOS


Confissão de pecados
(Neemias 1:6-11)

Mas Neemias não escondia o seu próprio erro, ao contrário, ele estava pronto para reconhecer o seu pecado, confessá-lo e deixá-lo (vs. 6-11). Ele aprendeu um princípio importante para o líder: admitir os erros presentes para ter sucesso no futuro. E os próximos capítulos deixam bem claro que Neemias alcançou o sucesso no seu ministério e concluiu a obra para a qual Deus lhe convocara. Reconhecer seus erros e ser capaz de abandoná-los faz do líder uma pessoa com autoridade. Muitos pensam que reconhecer os próprios erros é sinal de fraqueza, e muitos líderes vivem uma vida hipócrita por medo de perder a autoridade diante dos seus colaboradores e a confiança deles. Mas com Neemias aconteceu o inverso. O capítulo 2 mostra que esse grande líder motivou as pessoas com o seu caráter e a sua visão contagiante, como veremos mais adiante.

Como líderes, possuímos um caráter que iremos passar adiante, seja no lar ou na Igreja. Se não aprendemos a valorizar e a praticar os valores eternos da Palavra de Deus, como esperamos que as pessoas vejam Cristo em nós ao ponto de reconhecerem a nossa autoridade como líderes? Reconhecimento e confissão de pecados são sinais de maturidade.  Líderes imaturos são pessoas em quem não podemos confiar. Os líderes maduros, espirituais, aceitam a Palavra do Senhor (1 Coríntios 3:1-3). Os mestres serão avaliados por Deus com maior rigor (Tiago 3:1), logo, a maturidade treinada e experimentada é fundamental para liderar. Um dos grandes líderes da Bíblia, o apóstolo Paulo, era alguém que possuía um conceito correto acerca de si mesmo. Ele tinha autoridade espiritual para oferecer-se como modelo a ser seguido pela Igreja (1 Coríntios 4:16), mas também reconhecia a sua limitação humana e a sua propensão a pecar (1 Timóteo 1:15; Romanos 7:12-25). Isso em nada diminuiu a autoridade de Paulo e o amor que lhe era devotado por aqueles com quem ele tinha contato, com os irmãos das igrejas por ele plantadas.

Leitura complementar: Filipenses 3:17; 1 João 1:8,9; Provérbios 28:13; Lucas 17:3,4; Tiago 5:16.

👉🏻 CLIQUE AQUI E LEIA UM ESTUDO NESTE BLOG SOBRE A HUMILDADE: HUMILDADE SEMPRE


Vida de oração
(Neemias 2:4)

Neemias possuía o que falta a muitos líderes: uma vida dinâmica de oração. Desde o inicio do seu chamado, ele se colocou diante de Deus nas mais diversas situações (1:5-11; 4:9). Em suas orações, Neemias lembra a Deus das suas promessas e intercede pelo povo (1:4-11). Diante do rei Artaxerxes, ele expôs a sua necessidade e, numa oração rápida, ele intercedeu pela resposta que receberia do rei ao seu pedido de ir reconstruir os muros de Jerusalém (2:4). Quando sitiado pelos seus adversários, Neemias orou mais uma vez pedindo auxílio (4:8,9). Posteriormente, encontramos toda a nação de Israel envolvida em oração de arrependimento e confissão dos seus pecados (cap. 9). Um líder que ora reconhece a sua dependência de Deus e contagia aqueles que com eles estão a orar também.

Os apóstolos, desde o início da sua caminhada pós-ascensão de Jesus, demonstraram grande dependência de Deus, o que podemos ver na escolha de Matias como substituto de Judas (Atos 1:23-26). Em Atos 13:1-5, vemos como não se escolhe líderes sem a direção do Espírito Santo. Essa dependência nos ajuda a escolher pessoas de boa reputação, aprovadas pela Igreja e pela sociedade (Atos 16:12). Quando não oramos, quando tomamos decisões arbitrárias baseadas nos nossos interesses institucionais, surgem os problemas. A oração, a busca incessante pela direção de Deus em conjunto com o estudo da sua Palavra, traz a segurança que o líder precisa de estar fazendo a coisa certa. As suas metas precisam estar alinhadas com os planos de Deus para a sua Igreja, alicerçadas sobre a Bíblia, de modo que as pessoas se sintam seguras em segui-lo. Sem intimidade com a Palavra de Deus e com o Deus da Palavra, o que resta é a sabedoria e o poder humanos. A oração nos conforma aos valores e aos desígnios de Deus, uma vez que nos despimos das nossas barreiras pessoais e nos entregamos para que Ele trabalhe na nossa vida por completo.

Leitura complementar: Salmo 4:3; 37:7; 65:2; 66:18; Isaías 65:24; Mateus 7:8; 21:22; Lucas 18:1-8.

👉🏻 CLIQUE AQUI E LEIA UM ESTUDO NESTE BLOG SOBRE A ORAÇÃO: ORAÇÃO


Vida sacrificial
(Neemias 2:5)

A vida de Neemias nos traz um princípio importante para a nossa liderança atual: o líder precisa ter uma vida sacrificial. Neemias saiu de uma alta e bem paga posição no reinado de Artaxerxes, rei da Pérsia, para implementar a visão que Deus lhe dera num terreno totalmente adverso, sem conforto, repleto de dificuldades, sofrendo perseguições, tendo de lutar contra o inimigo que o perseguia. Que líder hoje aceitaria deixar o conforto do seu lar, a prosperidade do seu emprego, uma posição confortável na sua congregação para seguir uma visão que, certamente, traria dor e sofrimento? Poucos. Mas Neemias o fez, porque o que estava em questão não era a sua realização pessoal, mas a glória de Deus. Neemias confiava no Deus que lhe chamara, sabia que Ele não o abandonaria, que estaria sempre presente em todos os momentos, bons ou ruins. Neemias se sacrificou para que o Nome do Senhor fosse exaltado.

O problema de muitas pessoas que não possuem essa visão sacrificial, que não se entregam totalmente à obra de Deus é não são vocacionadas para a área em que estão atuando. Aquele que é vocacionado, que possui o chamado para liderar, faz por querer e por reconhecer o valor da obra que realiza. Quando não vocacionados, desistimos assim que os problemas começam a surgir. Paulo não somente era um líder vocacionado, como conhecia a natureza da sua vocação e não abria mão da sua missão, por maiores que fossem as suas tribulações (2 Coríntios 4:16). É necessário permanecer firme no Senhor Jesus para produzir frutos (Lucas 12:45; Efésios 6:13; Atos 20:24). Nós seremos recompensados de acordo com o sacrifício e fidelidade com que servimos o Senhor, de modo que a nossa recompensa será diferente na eternidade. O tanto que nos sacrificamos seremos galardoados. Investir no hoje é um investimento para o futuro, embora não devamos jamais esperar algo em troca da parte de Deus. Algo que também não devemos esquecer é que tudo isso provém da graça de Deus e da ação do Espírito Santo em nós.

Leitura complementar: 1 Pedro 2:24; 3:15; Salmo 44:22; 1 Coríntios 15:31; 2 Coríntios 4:10.

👉🏻 CLIQUE AQUI E LEIA UM ESTUDO NESTE BLOG SOBRE O OBREIRO APROVADO: O OBREIRO APROVADO


Planejamento
(Neemias 2:4-8)

Diante da necessidade apresentada e da possibilidade de empreender uma grande obra para a glória de Deus, Neemias apresentou ao rei os seus planos (2:4-8). Neemias não sairia dali sem saber o que fazer, sem ter uma estratégia montada para a implementação da visão que Deus lhe dera. Ele possuía planos bem definidos e implementou todos eles ao reconstruir os muros de Jerusalém. Isso nos mostra que não basta ter uma visão correta daquilo que precisa ser feito, é preciso planejar. O planejamento não envolve apenas o “como” fazer, mas também diz respeito a todas as implicações e as consequências daquilo que faremos. Muitos líderes não pesam esses dois fatores e se lançam na obra sem contar com o que encontrarão pela frente. Além de, muitas vezes, tecnicamente despreparados, também são espiritual e moralmente frágeis. Além de estar disponível, é preciso conhecer a natureza da obra. Quando um jovem demonstrou vontade de seguir a Jesus, logo foi informado das circunstâncias presentes no ministério (Lucas 9:57,58). Ele foi sincero consigo mesmo e desistiu, porque não estava disposto a pagar o preço se seguir a Jesus.

Sem planejamento, corremos o risco de soltar o arado e olhar para trás, o que não é uma atitude correta para o Reino de Deus (Lucas 9:61). O líder que é aprovado por Deus está sempre disponível e pronto para se encaixar na posição que Deus o colocou. Ele não vai forçado, mas faz por amor. Sabe das consequências, mas planeja o seu caminho sob a direção do Espírito Santo. Neemias sabia para onde estava indo, as condições do ambiente, a situação caótica que encontraria pela frente. Mas ele planejou ser alcançar êxito, porque estava comprometido com algo muito maior que ele e tinha fé naquele que ia adiante. Um erro grave é achar que não precisamos planejar, porque o crente não deve se preocupar com o dia de amanhã, porque o Espírito Santo trará a direção certa. O que acontece? Resultados medíocres, frutos da falta de planejamento, ou desistência, conflitos, desgates e muitos pecados.

Leitura complementar: 1 Coríntios 12:16; Filipenses 2:19,20; Lucas 14:28,29; Salmo 37:3-7.

👉🏻 CLIQUE AQUI E LEIA UM ESTUDO NESTE BLOG SOBRE EQUIPADOS PARA SERVIR: EQUIPADOS PARA SERVIR


Visão contagiante
(Neemias 2:11-16)

Uma das maiores características da liderança de Neemias era a sua visão contagiante. Ao chegar a Jerusalém, Neemias encontrou uma cidade assolada e um povo disperso, dividido e desanimado; muitos estavam no cativeiro e os que ali se encontravam, tentavam levar a obra adiante. Mas está claro que aquele povo não contava com uma liderança eficaz (2:11-16). Neemias expôs a situação (v. 17) e convocou o povo a agir. A visão que Deus dera a Neemias era contagiante e, por isso, o povo respondeu positivamente à sua convocação (cap. 3). Este é um exemplo para a nossa liderança: uma visão contagiante e apaixonada, baseada em fé e esperança, em uma vida de amor a Deus e à sua obra. Esse é o tipo de líder que as pessoas seguem de boa vontade. Neemias é um grande exemplo de esperança e ânimo, mesmo diante das dificuldades. Mesmo com toda a oposição que enfrentou, jamais desanimou, muito pelo contrário: estava sempre firme para motivar seus companheiros a prosseguirem na edificação.

Assim como Neemias, um líder da Igreja do Senhor precisa ter esperança para repassá-la aos seus colaboradores. É fácil ter esperança quando tudo vai bem, quando as coisas estão saindo conforme o planejado, quando todas as metas e objetivos estão sendo alcançados e não há oposição por parte de nada ou ninguém. O apóstolo Paulo enfrentou grande dificuldade na igreja da Galácia, lutando contra a heresia judaizante que estava colocando a perder todo o seu trabalho de ensino (Gálatas 3:4; 4:11). Além disso, a luta com a igreja de Corinto era constante. Mas Paulo sabia que a obra era do Senhor e por isso não desanimava (2 Coríntios 4:1,16). Além disso, ele conseguia enxergar por entre as nuvens e ver que a suprema meta superava todo e qualquer sofrimento (v. 17). Neemias era um homem de oração e confiava no cumprimento da Palavra de Deus para a sua vida.

Leitura complementar: João 8:14; Colossenses 3:1; Mateus 28:19,20; 1 Coríntios 11:1; Lucas 5:10.

👉🏻 CLIQUE AQUI E LEIA UM ESTUDO NESTE BLOG SOBRE O DISCIPULADO CRISTÃO: DISCIPULADO CRISTÃO


Compromisso incondicional
(Neemias 2:19,20)

Outro princípio da liderança de Neemias era o compromisso incondicional com a obra do Senhor, o que fez com que ele agisse com firmeza diante dos seus adversários. Desde o início, Neemias encontrou pessoas que se opunham a ele, apresentando-lhe dificuldades, chamando-o de irresponsável (2:19). Mas ele não estava ali sozinho, Deus estava com ele, não havia o que temer (2:20). Seu principal adversário, Sambalaque, de modo algum estava satisfeito com a reedificação dos muros e passou a representar forte oposição à obra de Neemias (cap. 4). Durante a edificação, Neemias encontrou várias ameaças : o desencorajamento, (4:1-6), o ataque dos seus inimigos (4:7-23), a desunião interna (5:1-9) e acusações falsas (6:1-14) . Mas ele não se deixava intimidar e prosseguiu até terminar o muro (6:15; 7:4). Nem todos os personagens bíblicos terminaram bem a sua carreira, muitos foram mortos de forma cruel, como lemos em Hebreus 11. Apenas 15% terminaram de forma tranquila. Os que foram mortos, receberam também a verdadeira recompensa: a glória celestial

Sempre haverá tribulação, perseguição, barreiras, principalmente no início. Para Deus, não importa tanto como começamos, mas como iremos terminar. O que decidirá o nosso sucesso será o nível de compromisso com a obra de Deus e a nossa integridade. Assim como Neemias, José enfrentou duras penas até chegar ao ponto planejado por Deus. Mesmo diante de todas as circunstâncias adversas, ele não se dobrou, não negociou os seus valores. Temos uma reação natural de pagar o mal com o mal; entretanto, Deus nos convoca a uma resignação santa, fruto de uma fé confiante, tendo a certeza de que Ele está no controle (Romanos 8:28). A Igreja precisa de muitos Neemias e muitos Josés, líderes bons que glorificaram a Deus. O líder só será bom se estiver sendo liderado pelo Senhor. O seu primeiro compromisso é com Jesus e a sua Palavra. Assim, poderá reconstruir o que foi derrubado e construir coisas ainda melhores.

Leitura complementar: 1 Timóteo 3:1-13; Tito 1:5-10; Romanos 3:23; 5:12; 1 Coríntios 6:9-11; Gálatas 5:17.

👉🏻 CLIQUE AQUI E LEIA UM ESTUDO NESTE BLOG SOBRE A COMO IMITAR A DEUS: IMITADORES DE DEUS


Estratégia
(Neemias 4:16-23)

O que leva muitos ministérios ao fracasso e diversos pastores ao estresse e ao esgotamento físico e mental é a falta de uma estratégia que lhes garanta a segurança de estar fazendo tudo da maneira correta, encaminhando-se para o alcance dos objetivos. Outro princípio forte da liderança de Neemias estava na sua capacidade de liderar estrategicamente. Ele mostrou ao rei a sua estratégia para socorrer o seu povo e reedificar a sua cidade (2:1-8). Diante da investida dos seus adversários, Neemias tomou decisões estratégicas para proteger a cidade (4:16-23). Ele também tomou medidas contra a usura (5:1-12). O líder não pode prosseguir sem uma estratégica que garanta segurança na execução da obra do Senhor. Muito mais que boa vontade, é necessário saber como fazer as coisas. Vemos como Neemias delegou tarefas e colocou cada pessoa no seu lugar, aproveitando todos os talentos disponíveis. Deus deu talentos e dons à sua Igreja para treinar e capacitar os seus membros para o ministério (Efésios 4:7-16).

O líder precisa treinar os seus liderados. Pessoas treinadas para exercer qualquer função no corpo de Cristo serão mais bem sucedidas que aquelas que não foram. Se existe a vocação, deve existir o desenvolvimento dessa vocação por meio de treinamento. Alguns recebem o talento e o enterram (Mateus 25:14-31). Algo que deve estar sempre em mente é: um lugar para cada pessoa, cada pessoa no seu lugar. Colocar as pessoas certas nos lugares certos é o primeiro passo para pensar estrategicamente. Após isso, vem a avaliação das necessidades, a organização dos meios (pessoas, estruturas, finanças, etc.) e a implementação. O Senhor Jesus cuidou de todas as etapas do seu ministério, separando e ensinando homens, capacitando-os, dando-lhes uma missão e garantindo que eles a cumpririam. O mesmo fizeram os seus apóstolos e tem sido assim até aos dias de hoje. Paulo escreveu a Timóteo: "Tu, pois, filho meu, fortifica-te na graça que está em Cristo Jesus. E o que de minha parte ouviste através de muitas testemunhas, isso mesmo transmite a homens fiéis e também idôneos para instruir a outros" (2 Timóteo 2:1,2).

Leitura complementar: Atos 2:42; 1 Timóteo 2:4; Lucas 14:28-33; 16:1-8; Mateus 13:44-52; Lucas 19:11-26.

👉🏻 CLIQUE AQUI E LEIA UM ESTUDO NESTE BLOG SOBRE RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL: RESTAURAÇÃO ESPIRITUAL


Vida exemplar
(Neemias 5:1-19)

Neemias tinha uma vida reta e exemplar. Ao definir medidas contra a usura, Neemias tratou logo de ser exemplo aos seus companheiros (5:1-19). Ele não era como muitos líderes que não pautam sua liderança pela integridade, antes se tornam pessoas sem confiança, incapazes de ter por muito tempo as pessoas ao seu lado. Mesmo diante das investidas dos seus inimigos e do descrédito, Neemias podia contar com a participação de todos naquela obra, porque era uma pessoa íntegra e inspirava confiança. O que fazia de Neemias um líder excepcional era a consciência da sua vocação. Ele se destacava como líder e como exemplo de caráter porque sabia em quem cria, conhecia o valor da Lei de Deus e estava certo de que havia uma missão divina para a sua vida. As pessoas que mais se destacam no ministério são aquelas que sabem que Deus as escolheu com um propósito. Assim como Cristo, elas vivem uma vida útil, perseverante, sendo responsáveis e fiéis (Romanos 5; 2 Timóteo 2:2). O fruto do Espírito é percebido em suas atitudes.

O líder que possui uma vida exemplar é alguém que deixa um legado, um chamado a utilizar bem a nossa vida, a não desperdiçá-la, mas a olhar para Cristo (Hebreus 13:7). Aquilo que ele fez, deixa consequências após subir para a glória. O que temos deixado? Devemos obediência àqueles líderes que merecem ser obedecidos, pois muitos não possuem caráter nem autoridade para nos servir como exemplo. Jesus é digno de ser imitado em todas as coisas. Ele possuía integridade entre autoridade e poder. Só podemos ser líderes se tivermos autoridade, mas todos querem apenas o poder. Não vamos entrar no céu pelo poder que temos, mas pela nossa obediência à Deus (Mateus 7:21). Líderes que glorificam a Deus jamais se esquecem da integridade entre autoridade e poder. Do seu exemplo nascem crentes inspirados a dar a vida pela obra do Senhor.

Leitura complementar: 2 Coríntios 3:2,3; Mateus 5;16; Salmo 139:23,24; 1 Timóteo 4:12; 1 Pedro 2:12.

👉🏻 CLIQUE AQUI E LEIA UM ESTUDO NESTE BLOG SOBRE O "DOM DE SER SERVIDO": O DOM DE SER SERVIDO


Líder educador
(Neemias 8:1-12,18)

Neemias era um líder educador. A reconstrução de Jerusalém não era apenas um trabalho estrutural e físico, mas espiritual. Muitas vezes, queremos melhorar as nossas estruturas e nos esquecemos do fundamental: o ensino da Palavra de Deus. Qualquer estrutura só estará bem firme se estiver fundamentada na Bíblia. Neemias fez o povo lembrar a Lei do Senhor (8:1-12,18). Um povo sem educação estará fadado a repetir sempre os mesmos erros. É preciso que o líder esteja sempre disposto a educar, a lembrar aos seus liderados da vontade de Deus para a Igreja. A falta de conhecimento da Palavra é o que leva muitas pessoas a pecarem e se distanciarem do ideal de Deus, porque não guardam no coração a sua Palavra (Salmos 119:11). Jesus foi um Líder educador por excelência. Ele chamou 12 homens improváveis, dentre as pessoas comuns e os ensinou. Se Jesus não tivesse chamado aqueles homens, eles teriam sido totalmente esquecidos na história.

O líder é aquele que pega uma pessoa comum e transforma a sua realidade, estimulando-a a realizar grandes coisas para Deus. O líder precisa investir em pessoas, capacitando-as para a obra do Senhor. O fracasso de alguns liderados pode estar ligado a tipo de educação dada pelo seu líder. Além do conhecimento, o líder precisa ter o respeito dos seus liderados. Muitos líderes não são seguidos nem obedecidos porque não criam uma unidade entre seus liderados, não são um com eles e não servem como modelo de vida cristã. Se o conhecimento não gerar comunhão entre as pessoas, não terá surtido o efeito esperado. O líder precisa estar apto para ensinar, o que pressupõe aptidão para aprender. E não há ensino melhor que o testemunho de uma vida coerente com aquilo que ensina. Quanto tempo passamos com aqueles que lideramos? O que sabemos sobre seus problemas e seus sonhos? Que exemplo lhes temos dado? O líder educador é aquele que fará a diferença.

Leitura complementar: 1 Timóteo 3:2; Romanos 12:6-8; Mateus 28:20; Provérbios 9:10; Deuteronômios 6:5-7; 2 Timóteo 3:16,17.

👉🏻 CLIQUE AQUI E LEIA UM ESTUDO NESTE BLOG SOBRE A URGÊNCIA DE CONHECER AS ESCRITURAS: CONHECER AS ESCRITURAS


Aversão ao pecado
(Neemias 13:23-29)

Por ter no coração a Palavra de Deus como bússola para a sua vida e o seu ministério, Neemias era alguém que tinha aversão ao pecado (13:23-29). Neemias fez o povo lembrar de Salomão para que desistisse de pecar contra Deus. Um líder não pode ser conivente com o pecado, não pode permitir que no meio dos seus liderados existam pessoas que estejam contaminando os outros com práticas contrárias à Palavra de Deus. Um pouco de fermento leveda toda a massa (Gálatas 5:9). Para controlar o ambiente em que atua e influenciar de maneira positiva as pessoas, o líder precisa reparar as falhas no se caráter mediante a atuação do Espírito Santo e a prática da Palavra de Deus. Em Mateus 13:1,14, vemos que a falha dos líderes não está no seu conhecimento, pois existem muitos homens sábios na Palavra de Deus que caem em pecado e são péssimos exemplos de liderança.

O problema real está no caráter, nos valores pessoais que nem sempre são valores bíblicos. Podemos lembrar aqui de outro grande líder: Moisés. Sendo criado e educado no palácio do faraó, chegou um momento na vida de Moisés em que ele precisava escolher o tipo de líder que gostaria de ser. Ele escolheu não ser faraó com todo o poder e as regalias que o cargo lhe confeririam, mas ser desprezado e maltratado guiando o povo de Deus (Hebreus 11:23-29). Moisés não tinha em vista o que era propriamente seu, não atentou para a lógica mundana da carne, mas anelava por uma recompensa superior (Hebreus 11:39,40). A aversão ao pecado é consequência do viver no Espírito e possui duas mãos: a primeira é deixar de fazer o que é errado; a segunda, é passar a fazer o que é certo. O líder precisa escolher onde ele lançará a sua semente: na carne ou no Espírito: “Porque quem semeia na sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas quem semeia no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna” (Gálatas 6:8).

Leitura complementar: Romanos 3:23; 7:14-17; Isaías 64:6; 1 João 3:4-8; Salmo 32:1-5; Efésios 4:26.

👉🏻 CLIQUE AQUI E LEIA UM ESTUDO NESTE BLOG SOBRE NOSSOS PECADOS: NÃO FECHE OS OLHOS PARA OS SEUS PECADOS


Conclusões

A liderança de Neemias é um modelo do tipo de líder usado por Deus. Não existem pessoas perfeitas na igreja e na sua liderança, mas pessoas imperfeitas que sabem que a sua suficiência vem do Senhor, conforme escreveu o apóstolo Paulo: "E é por intermédio de Cristo que temos tal confiança em Deus; não que, por nós mesmos, sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se partisse de nós; pelo contrário, a nossa suficiência vem de Deus, o qual nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica" (2 Coríntios 3:4-6). Deus nos salva e nos habilita para a sua obra (Efésios 2:8-10). Não adianta apenas fazer essa obra, mas é preciso fazê-la com integridade, conforme as Sagradas Escrituras nos revelam, sabendo que um dia prestarenos contas a Deus.


Se você serve a Deus na sua igreja, aqui estão alguns livros de minha autoria que poderão te interessar. Basta clicar sobre os títulos e você irá direto para a Amazon:






Conheça e adquira o devocional DESAFIO DIÁRIO, com uma mensagem para cada dia do ano. Clique aqui: DESAFIO DIÁRIO E-BOOK

Conheça todos os meus e-books publicados na Amazon. Clique aqui: MEUS E-BOOKS NA AMAZON

Seja meu amigo no Facebook: MEU FACEBOOK

Nas fotos a seguir, as capas de alguns dos meus e-books:

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

A LÂMPADA DE LED E A TEOLOGIA SEM GRAÇA



A grande redescoberta teológica que transformou a história do cristianismo e colocou a Igreja do Senhor de volta ao prumo certo foi a justificação pela graça. A graça que predominava desde o tempo eterno e que teve a sua expressão maior na obra redentora de Cristo, há muito havia sido esquecida e trocada por indulgências e ameaças de excomunhão e purgatório. Desde a Reforma Protestante, então, o homem pôde experimentar outra vez o quão amoroso e bom é o nosso Deus. Com o passar dos anos, porém, a graça foi perdendo novamente espaço dentro do movimento que se denomina evangélico. Se Armínio insistiu há alguns anos na salvação condicional, hoje em dia os meios de salvação são ainda mais diversos, incluindo desde a guarda do sábado até a fidelidade nos dízimos.
Muito mais que impor meios substitutivos para a graça, a teologia atual parece tirar do foco da pregação a própria necessidade da salvação. É um evangelho sem pecadores e sem cruz, baseado na ideia de que o homem é um ser sofredor, vítima da sua falta de fé, do sistema e do diabo, e que precisa do cuidado de Deus para ser feliz e prosperar. Ele merece essa felicidade, ela é seu direito conquistado por Cristo na cruz. Não há mais espaço nem necessidade para a graça salvadora de Deus. Como consequência natural, essa é uma teologia que não salva, não justifica,  não liberta, não sela com o Espírito Santo, não gera filhos para Deus,  não santifica e não produz crentes comprometidos como a Bíblia e os valores do Reino de Deus.
Um evangelho que não produz novo nascimento também não promove transformação de vida, não gera nas pessoas um caráter parecido com o de Cristo nem comportamentos comprometidos com a verdade. Se por um lado a falta de graça não produz conversão, por outro lado ela resulta em carnalidade. Muitas pessoas e igrejas quase inteiras tentam manter uma espécie de cristianismo sem Cristo e sem Bíblia, ou com um Cristo que não salva e uma Bíblia que só fala aquilo que todos esperam escutar. O resultado está não somente no tipo de pregação egocêntrica e gananciosa oferecida, mas também no padrão moral daqueles que se servem desta pregação.
Se a palavra graça significa "dom gratuito", na teologia sem graça nada é de graça, tudo é negociável: curas, libertações, exorcismo, a posse das promessas. A barganha com Deus se dá pelo uso indevido do nome de Jesus e o pagamento de pesados dízimos e ofertas. Deus não cura de graça, é preciso comprar algum objeto ungido. Deus não abençoa de graça, é preciso participar de alguma campanha de oração, fazer votos e provar a fé por meio de dinheiro dado ao pastor, bispo ou apóstolo. Não somente as bênçãos são negociáveis, mas também os valores. Ninguém parece se importar em estar ferindo princípios éticos e morais imutáveis e inegociáveis da Palavra de Deus, como verdade, honestidade, justiça, solidariedade, integridade, obediência e amor. O que está em vista não é o ser, mas o ter. Há uma escancarada inversão de valores, uma troca da ortodoxia pelo neoliberalismo mundano.
Quantas pessoas hoje vão ao supermercado comprar uma lâmpada incandescente? Provavelmente nenhuma, pois elas saíram de linha e cederam seu espaço às lâmpadas mais econômicas e duráveis, como as de LED. Se os donos de supermercados investirem na compra das antigas lâmpadas, terão prejuízo. O mesmo ocorre em diversas igrejas com relação às pessoas: o Evangelho da salvação parece não ser "rentável", porque são poucos os que se preocupam com a sua vida após a morte. Mas muitos se preocupam com um excelente padrão de vida, com a sua salvação financeira e como fazer para viver sem problemas. É isso que agora está nas prateleiras e é oferecido de forma escancarada. Tem-se trocado a graça da salvação pelo preço alto a ser pago por esse evangelho LED: a condenação eterna. A quantidade de chamados parece aumentar vertiginosamente, enquanto vê-se diminuir a quantidade de escolhidos.
Com toda essa nova realidade do cristianismo, criou-se uma expressão paradoxal: a pregação que esvazia igrejas. Se o objetivo dos líderes é encher de almas as igrejas através da pregação do Evangelho da cruz, o efeito tem sido justamente o oposto. Isto acontece porque, de acordo com a lei da oferta e da procura do mercado da fé, ninguém quer pagar ter mandamentos a seguir, arrependimento e abandono de pecados, compromisso com Deus e com a sua obra, reconciliação, certeza de lutas e perseguições, necessidade de viver se modo íntegro. O principal "produto" oferecido nas igrejas do Evangelho da cruz não pode ser usufruído plenamente no aqui e agora, mas somente no porvir. As pessoas pagam para ter bênçãos sem limites, uma vida cristã de facilidades e sem compromisso, que nada lhes cobre e lhes permita continuar em seus pecados. Elas não querem passar por aflições, mas exigem a vitória da cruz. Elas não ligam para o ensino da Palavra, o clamor missionário, a responsabilidade social cristã, mas querem estar onde se profetiza bênçãos. Se é de graça, não tem valor. Pregar contra essas coisas ou não satisfazer essas necessidades é de fato correr o risco de esvaziar os templos.
Para a nossa alegria, o templo pode esvaziar, mas a Igreja do Senhor jamais perde os seus membros. Eles estão firmemente alicerçados sobre a Rocha e possuem um amor incondicional pela Palavra de Deus, ao ponto de rejeitarem qualquer investida mundana e demoníaca contra a sã doutrina. Eles permanecem quando a palavra de exortação é dura e os convoca ao arrependimento e à santidade. Quando a tribulação chega, eles se lançam aos pés do Senhor e confiam nele. Eles não encostam Deus contra a parede exigindo que a felicidade plena os alcance, mas aprenderam a viver contente em qualquer situação, a não se abalar, não se entristecer, mas em tudo ao Senhor louvar. Eles não seguem Jesus porque esperam receber algo dele, mas porque já receberam algo que jamais mereceram: a salvação. Eles já não vivem mais para si, mas Cristo vive neles, santificando-os, fazendo-os frutificar.
Esses membros dessa Igreja conhecem, vivem e pregam a mensagem da cruz, uma mensagem de fé, esperança, salvação, reconciliação, quebrantamento, arrependimento, transformação, comprometimento, integridade e solidariedade. Os seus valores estão alicerçados sobre a Palavra de Deus e são inegociáveis. Jamais negam a fé, jamais abandonam a Deus, mesmo quando se acidentam nas veredas do antigo homem. Eles enxergam além das suas próprias necessidades, veem o próximo, encontram o irmão, socorrem os necessitados. Essa é a Igreja nascida na graça e que nela vive e trabalha. A igreja salva, remida pelo sangue de Cristo, assentada nas regiões celestiais desde antes da fundação do mundo. Essa é a Igreja que subirá com o Senhor nas alturas, que não está apegada ao reino deste mundo e aos seus prazeres e riquezas, mas que anela por uma pátria superior, por um tesouro imperecível já guardado para ela nos céus. Essa é a noiva do Senhor, que dia e noite clama: Vem, Senhor Jesus.


Mizael Xavier


















sexta-feira, 7 de outubro de 2016

POR UMA IGREJA PENSANTE



       O cristianismo está em crise. Sem correr o risco de uma fria generalização, o que se pode perceber é que a fé cristã parece se distanciar cada vez mais dos fundamentos bíblicos que a sustentaram desde a Igreja primitiva. Em se tratando do Protestantismo, as igrejas reformadas vêm lutando para manter-se firme diante das investidas constantes de uma teologia liberal, que tirou da Bíblia o seu lugar de destaque na vida dos cristãos, apresentando alternativas mundanas e carnais, baseadas nos ideais gananciosos de poder de pregadores populares. O neopentecostalismo trouxe à luz o que há de pior na mente dos falsos mestres e dos falsos profetas, de modo que até mesmo as igrejas históricas, consideradas ortodoxas, estão-se deixando impregnar por essa teologia egocêntrica, sensacionalista, triunfalista e demoníaca chamada Teologia da Prosperidade. Aquelas que ainda se mantém firmes na fé, enfrentam outro grave problema: a falta de amor e zelo pelo estudo da Bíblia, fruto de uma nova fé, pautada no imediatismo e no individualismo, onde o tempo gasto em ler a Palavra de Deus é tempo perdido em lutar para ser feliz e para alcançar a vitória tão almejada.
O que precisamos atualmente é de uma Igreja pensante, capaz de questionar aquilo que entra pelos seus ouvidos e que se diz Palavra de Deus. Uma Igreja que se debruça sobre as Escrituras e toma uma posição enérgica contra as heresias. Uma Igreja que possui uma fé crítica, com fundamento bíblico, prática e transformadora. É preciso que o cristão entenda as razões da sua fé e as razões porque não deve crer em certas inverdades. Isto só pode ser alcançado por meio do amor à Palavra de Deus, da leitura devocional e do estudo sistemático e aprofundado das suas doutrinas. Em suma, podemos definir a igreja pensante como aquela que atua como agente de reflexão a partir da leitura da realidade, de forma organizada ou sistemática, com o intuito de interagir com ela, questioná-la, buscando uma verdade bíblica e propondo mudanças para transformar aquilo que for necessário. Muito mais que filosófico, esse pensar a realidade é enxergá-la do ponto de vista de Deus e da sua Palavra, analisando todas as coisas biblicamente, sob a direção do Espírito Santo.
Em lugar disso, porém, tem-se incentivado mais a fé pelo testemunho pessoal e pelas experiências. A participação dos cristãos em seminários de teologia não é estimulada, com a desculpa de que ninguém precisa saber teologia para testemunhar da sua fé, basta abrir a boca e contar o que Deus operou em sua vida. O testemunho pessoal de uma vida salva e transformada pela graça de Deus é algo essencial, mas até mesmo aqueles que não creem em Jesus como Senhor e Salvador podem testemunhar grandes transformações que ocorreram em suas vidas por meio da sua fé em Deus ou daquilo que eles creem ser fé. E ainda, nem sempre os testemunhos que ouvimos dizem respeito à salvação alcançada pelo arrependimento e conversão, mas do livramento de uma situação financeira delicada ou da cura de uma enfermidade. Esse testemunho pode ser bastante questionável, uma vez que não apresenta a cruz de Cristo como o caminho de Deus para o céu, mas como um hospital ou uma espécie de caça ao tesouro.
            A fé que salva o pecador e lhe dá a vida eterna vem por meio da Palavra de Deus. O apóstolo Paulo escreveu aos romanos (10:5-16):

Porque Moisés escreve que o homem que pratica a justiça que vem da lei viverá por ela. Mas a justiça que vem da fé diz assim: Não digas em teu coração: Quem subirá ao céu? (isto é, a trazer do alto a Cristo;) ou: Quem descerá ao abismo? (isto é, a fazer subir a Cristo dentre os mortos). Mas que diz? A palavra está perto de ti, na tua boca e no teu coração; isto é, a palavra da fé, que pregamos. Porque, se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, será salvo; pois é com o coração que se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação. Porque a Escritura diz: Ninguém que nele crê será confundido. Porquanto não há distinção entre judeu e grego; porque o mesmo Senhor o é de todos, rico para com todos os que o invocam. Porque: Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo. Como pois invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram falar? e como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? Assim como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam coisas boas!  Mas nem todos deram ouvidos ao evangelho; pois Isaías diz: Senhor, quem deu crédito à nossa mensagem? Logo a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Cristo.   

Aquele que despreza a Palavra de Deus, despreza o Deus da Palavra. Somente a volta às Escrituras é capaz de devolver ao cristianismo a sua verdadeira identidade, tirando o homem do centro da pregação para colocar a cruz de Cristo. Cremos que Jesus é Senhor da Igreja e esta não será jamais abalada nem as portas do inferno prevalecerão contra ela (Mt 16:18). Ele é Soberano e está no controle de todas as coisas. Tudo o que vivemos hoje já está previsto na Bíblia, como escreveu Paulo a Timóteo (2 Tm 4:1-5):

Conjuro-te diante de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos, pela sua vinda e pelo seu reino; prega a palavra, insta a tempo e fora de tempo, admoesta, repreende, exorta, com toda longanimidade e ensino. Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério.   

            A admoestação de Paulo a Timóteo é a mesma para nós nos dias de hoje, tendo em vista que estamos vivendo esse tempo descrito pelo apóstolo: “Tu, porém, sê sóbrio em tudo”. O que precisamos é de crentes sóbrios e preparados para pregar a Palavra em todo tempo, admoestar, repreender, exortar e ensinar. É impossível fazermos isso, porém, sem uma fé pensante, questionadora, atuante, fervorosa. Quando falamos sobre questionar, não estamos nos referindo a colocar em xeque o conteúdo das Sagras Escrituras, mas em avaliar os ensinos e as pregações que ouvimos e que se dizem fundamentados nela. Os crentes precisam ser orientados a respeito da ciência da hermenêutica, aprendendo o que é e como fazer a exegese de um texto bíblico. O café com leite dado nas escolas dominicais e nos cultos de doutrina não prepara o povo de Deus para os grandes debates teológicos. Alguns afirmam que o crente não deve debater teologia, pois não foi para isso que Cristo o chamou, o que não é verdade. Jesus debatia teologia, da mesma forma Pedro e Paulo. A carta aos hebreus é um debate teológico. Esse tipo de informação equivocada não prepara os cristãos para dar respostas da sua fé, o que pode deixá-los à mercê de falsos mestres e seus falsos ensinos, uma vez que, como não possuem base bíblica sólida, estão passíveis de acreditarem em qualquer coisa que se afirme ser uma verdade bíblica.
            O resultado do desprezo pelo ensino sólido das Escrituras e a preferência por movimentos e eventos de celebração e exaltação ao cristão é o esvaziamento dos seminários, das escolas dominicais e dos cultos de doutrina. Não existe Igreja sem Bíblia. Precisamos de uma Igreja pensante, questionadora, reflexiva, estudiosa, debatedora, inteligente, racional. E tudo isso não pode ser um fim em si mesmo, mas deve servir para moldar e aprimorar o nosso caráter, deve se transformar em prática de vida e deve nos levar a amar ainda mais e servir ainda melhor a Deus. Vamos concluir este breve artigo com algumas características principais dessa Igreja pensante que tanto carecemos. Ela é uma Igreja que:

1. Entende as razões da sua fé e por isso pode prestar um culto racional a Deus e dizer as razões daquilo que crê com fundamento bíblico (Rm 12:1; 1 Pe 3:15; 2 Tm 3:15).
2. É aprovada como obreira por manejar bem a Palavra da verdade (2 Tm 2:15; 3:17).

3. Está apta para discernir os falsos mestres e as suas falsas doutrinas, agindo prontamente contra a sua má influência (Mt 7:15-20; 1 Ts 5:20,21; Rm 16:17,18; 1 Tm 6:3-5; 1 Jo 4:1; 2 Pe 2:1-3; Mq 3:5-7).

4. Não se deixa levar por todo vento de doutrina, mas submete qualquer pregação ao crivo da Bíblia (At 17:11; Gl 1:6-9; Ef 4:14).

5. Ama a Palavra de Deus e a coloca acima da experiência (Hb 10:15-17; Sl 42:1,20; 119:127;

6. Entende que deve obedecer à Palavra de Deus como Igreja salva e santificada por essa Palavra (Jo 1:1-14; 17:17; 1 Pe 1:22,23; Gl 5:24; 1 Ts 5:23; Rm 1:16; 10:17).

7. Possui uma fé inabalável em Deus e persevera na Palavra da verdade (Hb 4:2; At 2:42).

8. Deixa-se ensinar, corrigir, repreender e educar pela Palavra de Deus e possui autoridade espiritual e teológica para promover o ensino e a correção entre os irmãos (Hb 4:12; 1 Tm 4:13; 2 Tm 3:16,17; Jo 15:3).

9. Está alerta contra o pecado, deixando-se moldar pelo Espírito Santo e por meio da Palavra de Deus (Sl 119:11; 19:11; 2 Tm 2:2; 1 Co 10:10-12).

10. É uma Igreja repleta de alegria, gozo, sabedoria e entendimento (Jr 15:16; Sl 19:7-10; 2 Pe 3:18).

Deus abençoe a todos!

            Mizael de Souza Xavier


            07 de outubro de 2016.

LEIA MUITO MAIS EM:


CONHEÇA AGORA ALGUNS DOS MEUS LIVROS QUE VOCÊ PODE ADQUIRIR EM FORMATO DE E-BOOK NA AMAZON:



















segunda-feira, 3 de outubro de 2016

ONZE FORMAS DE REPENSAR E REVERTER A EVASÃO DO ESTUDO BÍBLICO




Um fato presente na maioria das igrejas evangélicas e que tem preocupado pastores, mestres e líderes é a evasão em massa dos momentos de estudo da Bíblia, seja na Escola Bíblia Dominical ou no culto de doutrina durante a semana. Enquanto isso, os cultos de bênçãos, promessas, milagres, poder, vitória e unção seguem sempre lotados. Isso é um reflexo do individualismo presente no cristianismo atual e que deve ser tenazmente combatido, porque não é de Deus nem é bíblico. Em parte, isso é culpa das lideranças que oferecem esse tipo de coisa enquanto reclamam que os crentes não querem mais ler e estudar a palavra de Deus. Eis aqui algumas dicas simples para transformar esta situação e devolver à Bíblia o seu lugar no corpo de Cristo:

1. Repensar até que ponto somos influenciados pelo neoliberalismo e a teologia neopentecostal, eliminando da liturgia e do ensino as práticas que se assemelhem à Teologia da Prosperidade e a sua Confissão Positiva, uma teologia herética e egocêntrica. Candelabros, estrela de Davi, objetos ungidos, “passes mágicos” de cura não fazem parte da doutrina cristã.

2. Transferir para o culto de domingo à noite o ensino doutrinário da Igreja, quando a frequência é bem maior, investindo no ensino sólido e sistemático das Escrituras para a formação teológica, ministerial e comportamental dos crentes.

3. Investir no ensino teológico, exigindo-o como prerrogativa para se assumir qualquer ministério na Igreja (diáconos, mestres, evangelistas, presbíteros, pastores, missionários, líderes de ministérios, etc.), incluindo-se a história da igreja local e as suas bases doutrinárias.

4. Diminuir a quantidade de programações festivas e de lazer, investindo na realização de palestras, seminários, simpósios e outros momentos de estudo da Palavra de Deus, com temas bíblicos e relevantes para a construção do caráter, a formação teológica e o estímulo à aplicação prática do aprendizado na vida cotidiana.

5. Diminuir o tempo do louvor e outras apresentações durante o culto, principalmente de domingo, para aumentar o tempo de exposição da Palavra de Deus. Muitos ministros de louvor se aproveitam do microfone para desabafar e até mesmo pregar, sem preparação alguma, declarando inverdades que precisam ser combatidas. Uma coisa é o Espírito Santo agir como e onde quiser, outra coisa é a carnalidade. Precisamos discerni-la e combatê-la.

6. Educar os ministros de louvor a examinarem as letras das músicas que irão cantar, examinando-as à luz da Bíblia, eliminando elementos do judaísmo que não estão em contexto com a Nova Aliança (santo dos santos, deserto, arca, templo, altar, etc.). A maioria dessas canções serve à Confissão Positiva e não possui qualquer apoio bíblico. O próprio pastor precisa estar atento ao que é cantado na Igreja, que traz doutrinas estranhas e muitas heresias. Cabe uma “censura” santa e preventiva.

7. Não convidar para pregar na Igreja pessoas de outras denominações que possuem declaradamente uma doutrina diferente. Ao convidar um pregador de fora, é preciso deixá-lo a par das bases doutrinárias da igreja local e adverti-lo contra pregações triunfalistas e egocêntricas que não exaltam a Deus, mas apenas ao homem.

8. Incentivar os crentes a lerem as obras dos grandes teólogos e pensadores antigos e da atualidade e a participarem de eventos como o Encontro para a Consciência Cristã. Desestimular a leitura de livros e outros materiais de autores de autoajuda evangélica, de cura e libertação, de batalha espiritual.

9. Incluir nas pregações e no ensino temas esquecidos, tais como: a cruz de Cristo, a Graça de Deus, a Queda, a volta de Jesus, o arrependimento, os frutos do Espírito Santo, o serviço cristão, a responsabilidade social da Igreja, os pecados da língua, o evangelismo e as missões. É preciso retomar a mensagem da cruz e voltar ao cristianismo puro e simples que a Bíblia ensina, eliminando temas recorrentes, como vitória, promessas, unção e prosperidade.

10. Crer e difundir na Igreja a fé reformada, que diz Sola Scriptura: somente as escrituras, buscando um equilíbrio na manifestação dos dons ditos de “poder”, como línguas e profecias, colocando-os em seu devido lugar ao invés de considerar as suas manifestações como “revelações de Deus”. É preciso provar todos os espíritos, discerni-los, examinar e julgar todas as coisas. Os falsos mestres e os falsos profetas não virão de outro lugar senão de dentro da própria Igreja.

11. Investir em discipulado pessoal, principalmente dos novos convertidos, enfatizando a importância de crer, ler, viver, ensinar e pregar a Palavra de Deus. O bom discipulado é a base de tudo. Sem a base, qualquer construção que vier depois vai ao chão.

Quais outras formas você pode pensar? Compartilhe comigo e com todos. Divulgue esta postagem entre os irmãos que você conhece. Façamos a nossa parte.

Deus os abençoe grandemente.

Mizael Xavier.

CONHEÇA E ADQUIRA OS MEUS E-BOOKS COM TEMAS TEOLÓGICOS, ESPIRITUAIS, POESIA, TEATRO, CONTOS E MUITO MAIS! ACESSE O SITE OU O APLICATIVO DA AMAZON E ADQUIRA OS SEUS. VEJA ALGUNS TÍTULOS QUE ESTÃO DISPONÍVEIS: