quinta-feira, 5 de janeiro de 2023

CONHECER AS ESCRITURAS: UMA URGÊNCIA!

CONHECER AS ESCRITURAS: UMA URGÊNCIA!
Mizael de Souza Xavier

Em Mateus 22:23-33, os membros de uma seita judaica, chamados de saduceus, interrogaram Jesus a respeito da ressurreição dos mortos. Pouco se sabe sobre essa seita, porque nada deixaram escrito. A única informação que a Bíblia nos dá é que eles não acreditavam na ressurreição (At 23:6). Em outra ocasião (Mt 16:6-12), o Senhor já havia alertado seus discípulos sobre a doutrina dos saduceus. Mesmo sendo uma espécie de seita rival dos fariseus, ambos estavam sempre unidos para pegar o Senhor Jesus em alguma falta ou contradição. Neste texto, eles questionam Jesus sobre algo que Ele, inclusive, vinha pregando: a ressurreição. Talvez eles quisessem que Jesus caísse em contradição e percebesse que a ideia de ressurreição era absurda e impraticável.

A resposta do Senhor mostra que a questão levantada por aqueles religiosos era fruto da sua falta de conhecimento: "Errais não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus" (v. 29). Erravam por não conhecer e essa falta de conhecimento os fazia errar em suas formulações teológicas e, consequentemente, na sua fé e na sua prática. Ao longo dos séculos, esse erro se desenvolveu por meio de diversos ensinos teológicos equivocados, que jamais levaram em conta o conteúdo fiel das Escrituras e o poder de Deus, mas que floresceram de acordo com a maneira de pensar e as intenções de cada mestre e teólogo. Além da ressurreição de Cristo que sempre foi atacada pelos inimigos da cruz, a própria inspiração, infalibilidade e suficiência das Escrituras Sagradas sofreram e ainda têm sofrido duros ataques. O objetivo de Satanás é colocar a Palavra de Deus em descrédito e, por meio disso, o próprio Deus e a fé cristã.

Se não conhecer as Escrituras é um erro e se tal erro nos faz errar, segue-se a importância de conhecermos a fundo a Palavra de Deus. Esse conhecimento nos aproxima ainda mais do Senhor, pois passamos a conhecê-lo como Ele se revela a nós e nos tornamos imunes aos falsos ensinos. Além disso, por meio do conhecimento da Bíblia, somos aperfeiçoados e desafiados a uma vida santa, sábia e piedosa. O apóstolo Paulo escreveu aos Efésios: "Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra" (2 Tm 3:16,17). O estudo sistemático da Palavra de Deus é fonte de vida, verdade, instrução, crescimento, avivamento, compromisso, fé, amor e serviço. E, é claro, deve gerar em nós um comportamento compatível com o Espírito Santo que a inspirou.

Uma meditação do livro: "Evangelho segundo Mateus: mensagens e reflexões", de Mizael Xavier. Todos os direitos reservados. Lei 9.610/98. Lançamento em breve.

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

A ARMADURA ESPIRITUAL DO CRISTÃO

A ARMADURA ESPIRITUAL DO CRISTÃO (Efésios 6:10-20)
Mizael de Souza Xavier

A armadura apresentada pelo apóstolo representa Cristo e o seu poder, servindo de proteção para o combate (v. 11). Ele chama a Igreja a revestir-se dela, isto é, do poder de Cristo, estando preparada para a batalha travada contra os servos de Deus. Muitos crentes apelam para Mateus 17:21 para ensinar que o que nos prepara para enfrentar Satanás e seus demônios é uma vida de jejum e oração. Embora devamos sempre orar, este versículo está entre colchetes e não faz parte do texto original. O que está em evidência no texto como motivo para o fracasso das tentativas de expelir aquele demônio não era a ausência de jejum e oração, mas a falta de fé. O que nos torna capazes de expulsar demônios é a fé em Jesus Cristo e o poder e a autoridade que há no seu Nome. Afora o exorcismo, o que nos empodera para lutarmos contra as hostes inimigas é a conversão, quando somos selados com o Espírito Santo, santificados em Cristo e feitos filhos de Deus, membros do seu corpo e soldados do seu exército.  O revestimento de poder não acontece no momento da batalha apenas, mas deve ser parte integral do soldado cristão. A sua armadura não pode ficar guardada a espera do momento de ser usada, porque a todo instante ela é necessária.

Paulo apresenta duas razões para tomarmos a armadura de Deus. Em primeiro lugar, devemos estar firmes contra as ciladas do diabo. Ele é inimigo de Deus e tem como objetivo destruir a obra de Deus neste mundo, utilizando, entre outras estratégias, acusações contra a Igreja, que são os seus dardos inflamados. Como vimos no início, ele é o grande acusador do crente; ele arma ciladas para tentar nos destruir. O termo grego para cilada (v. 11) é metodeia, e significa método, um arranjo sistemático, organização, estrutura; envolve estratégia e planejamento. Essas ciladas envolvem; conhecer o alvo (o crente), traçar um plano, montar uma estratégia e escolher as armas (os dardos inflamados). O diabo é inteligente, ele nos conhece. O seu objetivo é nos pegar nas nossas fraquezas para nos fazer cair. Contra as estratégias e os métodos do diabo, não podemos lutar com nossas próprias forças, instrumentos e estratégias, mas com o poder e as armas que o Senhor nos dá. Não estamos firmes por aquilo que fazemos, mas pelo que o Senhor já fez no Calvário. Mesmo que o acusador tente nos confundir e abalar a nossa fé, o escrito de dívida que havia contra nós já foi cancelado na cruz, onde Cristo despojou os principados e as potestades, expondo-os publicamente ao desprezo, alcançando triunfo sobre eles (Cl 2:14,15).

A segunda razão para nos revestirmos do Senhor e vestirmos a sua armadura é a natureza do nosso inimigo (v. 12). Lutamos contra um inimigo maior e mais poderoso do que nós, por isso não lutamos segundo a nossa própria força, mas revestidos com o poder de Deus. Ele está nas regiões celestes, o mundo espiritual que nos cerca, uma realidade invisível que está ao nosso redor. Os demônios são seres espirituais porque não possuem corpos, tendo domínio do mundo tenebroso (2:1,2). Embora não possamos enxergá-los, podemos identificar suas ações no mundo, não somente através de pessoas possessas por demônios, mas da luta que já expomos até aqui: da mentira contra a verdade. Temos o Espírito Santo que atua nos filhos de Deus nesta batalha (4:7-19). O diabo atua nos filhos da desobediência (2:2). Com a armadura de Deus, estamos prontos para enfrentar nosso inimigo e estabelecer a verdade de Deus neste mundo mau.

Trecho do livro BATALHA ESPIRITUAL: UMA LUTA EM DEFESA DA VERDADE, de Mizael Xavier. Para comprar o e-book na Amazon, clique aqui: BATALHA ESPIRITUAL E-BOOK

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O QUE É O ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO?

O QUE É O ASSÉDIO MORAL NO TRABALHO?
Trecho do livro "Assédio moral no trabalho: análises e ações estratégicas de gestão de pessoas", de Mizael Xavier.

2.2 O que é o assédio moral?

De acordo com os dicionários, o termo assédio está ligado a cerco, a uma insistência impertinente, além de perseguir, importunar. Impertinente, por sua vez, significa algo enfadonho, aborrecido, importuno, rabugento, insolente. Assediar, então, é agir de forma importuna e aborrecedora com alguém. A moral está ligada às regras de condutas e valores de um grupo ou sociedade, podendo significar as atitudes éticas, o pudor, a vergonha e os bons costumes. Assediar moralmente alguém seria, portanto, ferir essa moral, agindo de maneira antiética. O fato de o assédio ser importuno mostra o seu caráter agressivo: é a ação de uma pessoa contra outra que não deseja nem espera essa ação, por considerá-la ofensiva e aborrecedora. É algo que vai contra os bons costumes de um indivíduo ou de uma sociedade. 

Quem decide o que é uma situação de assédio (agressão, opressão, discriminação, etc.) não é o agressor, mas a vítima. É ela quem vai decidir se o que está passando representa ou não uma agressão em muitos casos em que, para olhares menos treinados, tudo não passa de uma brincadeira. Somente o indivíduo assediado sabe o quanto esta brincadeira o machuca ou não. Uma brincadeira ou um apelido aparentemente inocentes podem atingir a fundo a moral de alguém, mexer com traumas e complexos que somente o indivíduo agredido conhece, mas que os seus agressores não percebem. Um caso ocorrido em 2014, envolvendo um fiscal de frente de loja e uma operadora de caixa em um supermercado na cidade de Parnamirim, Rio Grande do Norte ilustra esta situação. Por possuir uma baixa estatura – em torno de 1,50m – a operadora de caixa passou a ser assediada pelo fiscal, que constantemente fazia piadas com sua baixa estatura entre os colegas e na frente de todos, ao ponto de chamá-la de “pigmeu”. Embora a intenção do fiscal não fosse agredi-la, mas apenas “brincar”, as piadas e o apelido despertaram na operadora sentimentos de tristeza e desconforto que ela já carregava dentro de si, não apenas pelo seu tamanho, mas por todas as dificuldades enfrentadas em sua vida e os constantes assédio que já sofrera.

Quando se fala de assédio moral no ambiente de trabalho, está-se falando sobre mobbing, termo em inglês que no Brasil está ligado a esse tipo de fenômeno. Esse termo foi introduzido, segundo Souza (2011), pelo psicólogo alemão Heinz Leymann no início dos anos 1980. Nos países europeus, de acordo com Silva (2010), o termo mobbing é usado para descrever o abuso de poder entre adultos no ambiente profissional, que envolve coação e terror psicológico. Tendo sua origem na palavra mob, utilizada como referência à máfia, a palavra mobbing, ainda segundo Silva, remonta a ideia de grupos mafiosos “que exercem pressões ou ameaças sobre os outros em ambientes profissionais” (p. 146). 

Este é um fenômeno tão antigo quanto as relações profissionais, bastando evocar-se o trabalho escravo no Brasil, desde sua colonização até a abolição dos escravos, onde os “trabalhadores” eram tratados de forma desumana e brutal. A escravidão mostra uma face distorcida das relações de poder entre os homens. Como afirmou Max Weber (apud Patterson, 2008, p. 19): “é a oportunidade existente dentro de uma relação social, que permite a alguém impor a sua vontade mesmo diante de resistência, e não obstante o fundamento em que repousa tal oportunidade”. Ou conforme o próprio Patterson (idem) escreveu: “A escravidão é uma das formas de relação de dominação mais extremas, tocando os limites do poder total, do ponto de vista do senhor, e da impotência total, do ponto de vista do escravo”. 

Em muitos ambientes de trabalho, embora não se faça mais uso do chicote e dos grilhões, muitos profissionais são submetidos a agressões psicológicas e até mesmo físicas, tanto de maneira persuasiva como punitiva. Essas agressões são praticadas em primeira mão por aqueles que possuem sobre eles algum poder, de modo que eles se veem coagidos a obedecer-lhes, mesmo as ordens mais absurdas. Assim como na escravidão, as chefias opressoras tratam seus subordinados como sujeitos sem direitos, obrigados a trabalhos forçados e sob pressão e estresse constantes. A essas atitudes e outras que serão comentadas neste trabalho, dá-se o nome de assédio moral.

O assedio moral nada mais é que uma das faces de outro fenômeno social, que afeta crianças, adolescentes, jovens e adultos no mundo inteiro: o bullying. Ao invés de ser praticado na escola ou no playground, o assédio moral, ou mobbing, é praticado no ambiente profissional. Citando Fante e Pedra, Xavier (2012, p. 93) esclarece que o bullying é uma palavra de origem inglesa que não encontra equivalente na língua portuguesa. Xavier (idem) afirma:

Essa palavra designa comportamentos agressivos e antissociais praticados por indivíduos e/ou grupos contra outros indivíduos e/ou grupos. A expressão bullying – que pode ser traduzida como valentão, tirano, brigão – corresponde a “um conjunto de atitudes de violência física e/ou psicológica, de caráter tensional e repetitivo, praticado por um bully (agressor) contra uma ou mais vítimas que se encontram impossibilitadas de se defender” (SILVA, 2010, p. 21). Embora o seu estudo remonte o ano de 1970, na Suécia e na Dinamarca, foi somente no fim dos anos de 1990 e início do ano 2000 que o tema chegou ao Brasil.

Assim como o bullying define os comportamentos agressivos no mundo infanto-juvenil, o mobbing está diretamente ligado aos comportamentos agressivos apresentados por adultos1 no ambiente de trabalho. O assédio moral, segundo Souza (2011, p. 32), “é um conjunto de ações depreciativas, sistemáticas e prolongadas contra um subordinado, que tem por objetivo destruir seu equilíbrio psicológico, tornando-o refém do medo por conta de perseguições injustificadas”. Se o bullying, para Xavier (p.95), é algo premeditado, planejado e articulado, o mesmo pode-se dizer do mobbing, que obedece ao mesmo esquema, de modo que ele é algo consciente e planejado, e não fruto do acaso. Os agressores sabem o que estão fazendo, conhecem as consequências dos seus atos, entendem as implicações legais do assédio moral, mas mesmo assim prosseguem com suas sessões de tortura, o que torna a agressão ainda mais defectível.


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Também escrevi sobre problemas na comunicação organizacional, onde o assédio moral está sempre presente. Conheça o e-book aqui: COMUNICAÇÃO ORGANIZACIONAL E-BOOK

E também alguns estudos sobre uma gestão "com" pessoas, que é uma ferramenta eficaz contra o assédio moral. Clique aqui: GESTÃO COM PESSOAS E-BOOK

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terça-feira, 3 de janeiro de 2023

DONS ESPIRITUAIS, HABILIDADES E TALENTOS


 DONS ESPIRITUAIS, HABILIDADES E TALENTOS
Mizael de Souza Xavier

Nesse dia 3 de janeiro de 2023, lancei a seguinte pergunta em alguns grupos cristãos (evangélicos e católicos) no Facebook:

"Boa noite! Dentre os dons espirituais que o Espírito Santo dá aos membros do corpo de Cristo e que estão listados na Bíblia, qual o seu?"

Observando as respostas que os internautas deram, constatei que muitos ainda não entendem o que é o "dom espiritual" e o confundem com habilidades e talentos. Por isso decidi usar meu dom (de ensino) para tentar desfazer esta confusão e elucidar o que a Palavra de Deus quer dizer quando fala em "dom espiritual." Além disso, também existem os "dons ministeriais", que também são capacitações especiais dadas por Deus para fazermos a sua obra.


1. Definição de "dom espiritual"

Podemos dizer que é uma capacidade sobrenatural dada por Deus para um determinado fim. Portanto, o dom espiritual não é algo que nasce conosco ou que pode ser desenvolvido de maneira natural ou por meio de treinamento. Ele é um dom, um presente dado por Deus. O dom espiritual é descrito como algo que vem do Espírito Santo (cf. 1 Coríntios 12:4-11); logo, somente quem é selado com o Espírito Santo de Deus poderá ter um ou mais dons espirituais.


2. A finalidade dos dons espirituais

O apóstolo Paulo deixa bastante clara a razão da existência dos dons espirituais. A Palavra de Deus fala por si própria. Vejamos:

"A manifestação do Espírito é concedida a cada um visando a um fim proveitoso" (1 Coríntios 12:7).

"E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro" (Efésios 4:11-14).



3. Duas lições importantes

Como foi dito, os dons espirituais são aptidões sobrenaturais. Eles não estão sob o nosso controle recebê-los ou desenvolvê-los. Mas a partir do momento em que descobrimos o nosso dom, podemos investir nele para nos aprimorarmos naquilo para o que Deus nos capacitou. Por exemplo: ensinar é um dom, mas aquele que possui o dom de ensino deve esmerar-se em ensinar. Em Romanos 12:7,8, vemos que o exercício dos dons envolve dedicação e esmero.

Segunda lição: o dom espiritual tem a ver com conversão, a final de contas, é necessário ser templo do Espírito Santo para ter seus dons; e também com a vontade de Deus e as necessidades do Corpo de Cristo. Ao contrário do que muitos imaginam, ter um ou mais dons espirituais não está ligado a tempo de conversão, grau de santidade, nível de espiritualidade ou mérito. Quando lemos a primeira carta de Paulo aos Coríntios, vemos uma igreja carnal, cheia de pecados graves, mas que se orgulhava dos seus dons. Portanto, nossa natureza não interfere no poder do Espírito Santo. Mas é claro que os cristãos de Corinto estavam errados e devemos viver em santidade.


4. Desfazendo a confusão

Tendo em vista essas definições e observações, chegamos ao "x" da nossa questão: a confusão entre dons espirituais e talentos naturais. E aqui acrescentaremos os "frutos do Espírito Santo", tendo em vista que muitos também os incluem na confusão. Vejamos algumas definições:

a) Habilidades

Resumidamente: habilidades são aptidões naturais e qualidades específicas para realizar algo. Significa colocar um determinado conhecimento em prática ou o "saber fazer". Inteligência e agilidade estão entre essas habilidades. Eis alguns exemplos: saber cozinhar, jogar bola, dirigir, pintar, falar em público, etc. Na igreja, temos pessoas com diversas habilidades que servem aos irmãos e à comunidade. Um exemplo é alguém que cozinha um sopão delicioso para distribuir aos moradores de rua ou o irmão que se oferece para pintar as paredes da igreja.

b) Talentos

O talento é uma inclinação natural para determinada atividade. Numa linguagem popular, o talento também pode ser descrito como "dom", mas não é um dom espiritual. Há muitos exemplos de talentos ou dons naturais: cantar, dançar, tocar instrumentos, compor, falar em público, entre tantos outros. Em maior ou menor grau, todos podemos desenvolver esses talentos, mas existem aqueles que já nascem com eles de modo natural.

c) Dons espirituais

Já vimos o que são e quais as finalidades dos dons espirituais. Aquele que é convertido a Jesus e templo do Espírito Santo (1 Coríntios 6:19) possui ao menos um dom espiritual. Podemos possuir mais de um, mas não todos, porque então seríamos Deus. O dom espiritual não é uma habilidade ou um talento. Por exemplo: uma cantora de música mundana pode cantar tão bem quanto uma cantora de música cristã. Cantar não é dom espiritual, é talento. Logo, não existe dom de louvar. Não podemos criar dons espirituais além aqueles que a Bíblia nos revela.

A confusão na mente de muitos se deve ao fato de considerarem os talentos e as habilidades como algo que vem de Deus, o que de fato é verdade. Mas quando falamos especificamente em "dons espirituais", estamos nos referindo àquela capacitação sobrenatural que o Espírito Santo nos dá e que não existe em quem não é de Cristo. A cantora mundana do nosso exemplo nasceu com um talento maravilhoso para o canto, mas pode ser que morra sem crer em Cristo. Já a cantora cristã, canta maravilhosamente bem para Deus.

c) Fruto do Espírito Santo

Embora sejam nove os frutos do Espírito Santo, costumamos chamar de "fruto do Espírito", no singular, pois é assim que o apóstolo Paulo os descreve, em Gálatas 5:22,23. Os estudiosos da Bíblia ensinam que o fruto é o amor e os outros são apenas consequências ou resultados do amor, como em 1 Coríntios 13. O fruto do Espírito está ligado à manifestação da santidade do Espírito Santo na vida do cristão em contraposição às obras da carne (Gálatas 5:19-21). Não existe dom do amor, da paciência ou da bondade, mas são todos frutos do Espírito Santo, quando andamos nele e não satisfazemos os apelos pecaminosos da nossa carne (vs. 16-18).


5) Dons espirituais, habilidades e talentos conjugados

Quando nos chama para Si e nos torna seus filhos e membros do seu Corpo, que é a Igreja, Deus nos dá dons espirituais e ao mesmo tempo utiliza nossos talentos e nossas habilidades à serviço do seu Reino. Tudo o que naturalmente temos a capacidade - dada por Deus - para realizar, Deus pode usar e/ou potencializar para realizar a sua obra. Por exemplo: a alguém que tem a habilidade natural para ensinar e que, na sua vida cotidiana, já exerce uma função magisterial, o Espírito Santo pode capacitá-lo com o dom de ensino para que seja um mestre da Palavra de Deus. Por outro lado, aquela cantora cristã, além de empregar seu talento natural para adorar a Deus, poderá ter o dom de serviço, de misericórdia ou de exportação, por exemplo.


6) Dons ministeriais (com a contribuição do irmão Júlio Junkes)

Em Efésios 4, temos os "dons ministeriais", ou seja, ministérios; enquanto que em 1 Coríntios 12, Paulo nos apresenta os "espirituais", ou seja, capacitações especiais dadas pelo Espírito Santo para pessoas específicas exercerem ministérios específicos e estratégicos na Igreja. Como a palavra dom significa "presente", os dons ministeriais de Efésios são pessoas que Deus coloca nas igrejas locais como presentes para a edificação e aperfeiçoamento daqueles irmãos. Mas é importante observar também que, geralmente, quem possui um dom ministerial na igreja, também tem dons espirituais que o capacitam para aquele serviço, como o mestre, que é um presente para a comunidade e ele também recebeu um presente de Deus que é uma capacidade sobrenatural para o ensino.

Assim como os dons ministeriais são presentes para dados à igreja, os dons espirituais são presentes dados a pessoas. Mas quando o crente usa esse presente, essa capacidade que recebeu do Espírito de Deus, também toda a igreja acaba sendo beneficiada, pois os dons espirituais nos são dados para servir aos irmãos, para a edificação do Corpo de Cristo. É importante enfatizarmos a palavra "servir". Muitas pessoas buscam dons e ministérios que as coloquem em evidência, enquanto os dons que levam os irmãos a trabalharem "nos bastidores" são negligenciados. Aqueles que exercem funções de ensino e de liderança, também acabam se esquecendo que ambos servem a um único próprio: servir. O dom espiritual ou ministerial não torna ninguém maior nem melhor do que ninguém, muito pelo contrário. O Senhor Jesus disse: "Os reis dos povos dominam sobre eles, e os que exercem autoridade são chamados benfeitores. Mas vós não sois assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve" (Lucas 22:25,26).


7) Cargos e funções

É importante saber separar o dom espiritual da função ou cargo que exercemos na igreja. Muitos não gostam dessas palavras - cargos e funções - mas eles existem, quer queiramos ou não. De modo geral, são todos serviços ou ministérios eclesiásticos que requerem ou não um dom. Para pastorear o rebanho de Cristo, Deus chamou pastores, não cantores. Tem que ter o dom. Para ensinar o seu povo, o Espírito Santo capacitou mestres, não zeladores. Tem que ter o dom. Funções como zeladoria, secretariado, recepção, ação social, tesouraria, comunicação, entre outras, não possuem um dom espiritual específico. Aqueles que estão nessas funções possuirão dons que, talvez, nem estejam ligados a elas. Por exemplo: alguém que possui o dom de evangelista pode, também, ser um diácono ou cuidar do patrimônio da igreja.


8) As listas dos dons espirituais

Por fim, apresento a lista dos dons espirituais coforme estão descritos nos textos bíblicos a seguir. Não importam a nossa opinião ou visão: se aquilo que somos, sabemos ou gostamos de fazer não está em alguma dessas listas, não é um dom sobrenatural dado pelo Espírito Santo. Não se pode inventar novos dons, pois seria necessário escrever uma nova Bíblia. Assim como eu, espero que você fique com aquela que já temos em mãos e que é a Palavra de Deus para nós.

a) Em 1 Coríntios 12:4-11 (leia também vs. 27-31), os dons são os seguintes: palavra de sabedoria, palavra de conhecimento, fé, cura, milagres, discernimento de espíritos, variedade de línguas e interpretação das línguas.

b) Em Romanos 12:6-8, os dons são os seguintes: ministério, ensino, exortação, contribuição, liderança e misericórdia.

c) Em 4:4-16, os dons "ministeriais" são os seguintes: apóstolos, profetas, evangelistas e mestres.

Olhando para o seu comportamento e a sua atuação na igreja, consegue identificar em você algum ou alguns desses dons? Alguém já te chamou a atenção para algum ou alguns deles? Às vezes temos o dom, usamos o dom e nem percebemos, porque nos falta este conhecimento que agora nos é comum através deste breve estudo. Perceba-se, estude-se, converse com seus irmãos em Cristo e veja se eles perceberam como você tem sido usado ou usada por Deus. Quando descobrir seu dom, estude-o, desenvolva-o e coloque-o a serviço do Senhor Jesus e do seu Reino. Faça isso com o fruto do Espírito Santo e com o dom que todos devemos desenvolver: o dom de servir, porque é para isso que servem todos os dons espirituais: para que sejamos servos uns dos outros (Mateus 23:11; Gálatas 5:13). Acima de tudo, use seus dons espirituais com amor e para a glória de Deus.


9) Existem outros dons além daqueles que a Bíblia nos mostra?

Quando olhamos para a diversidade de dons, ministérios e serviços que tem abençoado a Igreja e o mundo (por meio da atuação responsável da Igreja), parece-nos que as listas de dons e ministérios que vimos acima se expandem. Não é incomum encontrarmos irmãos poderosamente usados por Deus com determinados "dons" e "ministérios" que não estão descritos ou indicados na Bíblia. Sobre isso, precisamos ter alguns cuidados, senão correremos o risco de nos abrir para interpretações nada ortodoxas da Palavra de Deus e daremos margem a coisas do tipo que se vê nas seitas neopentecostais, como dons de revelação ou de adivinhação e as unções mais bizarras possíveis. Indico aqui dois cuidados específicos:

a) Cada dom ou ministério extrabíblico deve ser avaliado de acordo com sua motivação, funcionalidade e propósito. Aqui, prevalece a funcionalidade dos dons apresentados por Paulo em 1 Coríntios 12:27 e Efésios 4:11-14. Se este ou aquele não não cumprem o propósito de servir à Igreja, edificá-la e levá-la ao conhecimento de Cristo, não são legítimos e devem ser questionados em sua essência e motivação. Há pessoas que têm sonhos e visões e ambos não contam como dons espirituais. Mas qual tem sido o propósito deles? Eles têm edificado a Igreja? Apontam para Cristo? Levam a Igreja a amar, servir e obedecer a Deus e a sua Palavra? Muitos desses dons extrabíblicos são, na verdade, habilidades e talentos.

b) Como absolutamente tudo que envolve a vida cristã, os dons e ministérios extrabíblicos precisam ser vistos e analisasos à luz das Sagradas Escrituras. A sua existência e o seu propósito não podem contrariar nenhum preceito bíblico e precisa estar de acordo com o ensino geral das Escrituras, o que inclui a teologia bíblica sobre os dons espirituais e ministeriais. Esse santo cuidado evita que, por exemplo, legitimemos os novos apóstolos ou creiamos que o Espírito Santo derruba a Igreja pelo poder do paletó ungido do pregador. Portanto, a última palavra sempre será a Bíblia: se nela não está, se a ela não conduz e se algo lhe acrescenta ou exclui, por melhor e mais impressionante que seja, não vem de Deus e deve ser considerado, nas palavras do apóstolo Paulo aos gálatas: anátema. A experiência jamais poderá substituir a doutrina correta.


10) Palavras finais

Este estudo foi apenas introdutório e teve como objetivo esclarecer o que são os dons espirituais, para que servem, quais são e diferenciá-los de habilidades e talentos. Mas ainda há muito que aprender! Por exemplo: o que significa cada um dos dons e como devemos usá-los. Se você quer mais este conhecimento, escreva nos comentários que prometo que irei estudar e postar aqui o que todos precisamos saber.

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O IMPACTO DE JESUS NA NOSSA VIDA

O impacto de Jesus na nossa vida
Texto áureo: João 7:10-13
Mizael Xavier

Durante a sua passagem entre nós, Jesus sofreu constante oposição de diversos grupos de pessoas. Três se destacam: os fariseus, seus principais opositores; as multidões incitadas pelos fariseus e os seus próprios familiares (cf. 7:3-5). Nesse capítulo sete do Evangelho de João, Jesus sobe em oculto para a Judeia, para a desta dos Tabernáculos, após recusar a oferta dos seus irmãos de tornar público o seu ministério. Ele não estava atrás de estrelismo, como muitos pastores e apóstolos modernos. Durante a festa, parece-nos que o Senhor Jesus era o assunto principal. Todos falavam dele, alguns diziam que ele era bom, outros afirmavam que Ele enganava o povo. O desenrolar dos relatos evangélicos nos mostram que tudo isso culminou com a sua perseguição e morte. 

Mas também vemos que dois dos irmãos de Jesus se converteram após a sua ressurreição: Tiago e Judas. Outros também foram impactados por sua personalidade e divindade: Zaqueu, Nicodemos, Jairo, a mulher Samaritana, o ladrão ao lado da cruz, o centurião que acompanhava a sua crucificação, o apóstolo Paulo e tantos outros que ouviram a sua Palavra, presenciaram suas obras, experimentaram seus milagres, como o cego Bartimeu e Lázaro. Quando as pessoas são impactadas pelo poder do Evangelho, elas mudam. Sua perspectiva, suas crenças, seu preconceito, suas ações. Tudo se transforma quando alguém tem um encontro pessoal com o Senhor. Mais adiante, no mesmo capítulo, João mostra como, após as palavras de Cristo, muitos o reconheciam como profeta: “Então, os que dentre o povo tinham ouvido estas palavras diziam: Este é verdadeiramente o profeta” (v. 40). Até mesmo os guardas dos sumos sacerdotes que estavam ali para prendê-lo foram incapazes de fazê-lo, porque reconheceram em Jesus alguém diferente (v. 46). 

Não importa o que os ateus falam de Jesus, ou os espíritas, os muçulmanos, os cientistas. Importa que aquele que é impactado pelo poder do seu Santo Espírito tem a sua vida completamente transformada e a sua alma salva. Ele é Deus! No capítulo oito, após o Senhor Jesus falar sobre a sua identidade como o Messias de Deus, o EU SOU (vs. 24,28), muitos creram nele. Todavia, o Senhor disse aos judeus que haviam crido: “Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (vs. 31,32). Logo, não basta saber quem é Jesus ou até mesmo experimentar seus milagres: é preciso conhecer a sua palavra para praticá-la. Muitos dos que se dizem discípulos de Jesus sequer o conhecem através da Bíblia. A nossa vida muda quando somos regenerados por Deus e prossegue em mudar pela sua Palavra.

Pensar-Sentir-Agir: Lucas 19:1-10; 23:39-42; João 3:1-15; 4:1-42; 19:39; Marcos 5:21-43.

Ação transformadora: Que impacto Jesus tem causado na sua vida?

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2023

2023: CONFIE SEMPRE NO SENHOR

2023: Confie sempre no Senhor
Texto áureo: Salmo 37:5,6

O ano se inicia. Com ele virão muitas lutas e surpresas. Nem sempre tudo sairá conforme desejamos, sonhou, planejou. Falaremos, mas pode ser que ninguém nos ouça. Amaremos, mas pode ser que não sejamos retribuídos. Buscaremos viver a verdade, mas pode ser que as nossas ações sejam abafadas pela mentira dos outros. Seremos nós mesmos, mas as pessoas hão de querer nos enquadrar no formado da maioria. Lutaremos para vencer, mas serão muitas as barreiras que tentarão nos fazer desistir. Investiremos no nosso sonho, mas o mundo cruel há de querer transformá-lo num pesadelo. Poderemos chorar e até nos desanimar. Olharemos nossas feridas e acharemos que elas jamais cicatrizarão e que teremos de amargar sempre a dor da frustração. 

Mas se você mantiver os seus olhos fixos em Deus, se jamais permitir que as grandes ondas do mundo derrubem a sua embarcação, sempre será vencedor, não após a batalha, mas em meio a mais sangrenta guerra. Davi escreveu: “Entrega o teu caminho ao Senhor, confia nele, e o mais ele fará”. Então, confie em Deus, acredite, lute, continue, invista. E se um dia tiver que parar, que seja para orar, fortalecer-se, refazer o caminho, reavaliar a estratégia e prosseguir, ainda mais forte e com mais fé. Não lute sozinho e com as suas próprias armas e forças. Deixe Deus ser o seu fiel comandante e estrategista. A maior causa para não vencermos as nossas batalhas é que lutamos as batalhas erradas, investimos nos projetos errados e sonhamos sonhos que não deveríamos sonhar. Só existe uma solução: submeter toda a nossa vida à soberana vontade de Deus. Suas batalhas, seus projetos e seus sonhos para nós jamais serão frustrados. 

Pode ser que todas as coisas aparentemente ruins que acontecerão conosco neste ano que se inicia sejam apenas o martelo de Deus a moldar o aço da nossa existência, o cajado do nosso supremo Pastor a nos trazer de volta para o caminho certo, as mãos do Oleiro eterno a nos colocar no formato ideal. Nisso está a verdadeira vitória. Portanto, entreguemos o caminho deste ano inteiro ao Senhor, bem como de toda a nossa vida. Que não haja nenhuma área da nossa vida que Ele não seja o Soberano. Tantas pessoas fazem planos para o ano que se inicia, mas poucas assumem que não possuem controle sobre coisa alguma, que não sabem o que será o dia de amanhã, quem dirá o ano inteiro. Entregue a Deus cada palmo do teu chão, cada segundo das suas horas, cada respirar dos seus pulmões, cada bater do seu coração. Entregue e confia. Ele nos trará um ano segundo o seu querer e isso é tudo o que precisamos.

Pensar-Sentir-Agir: Tiago 4:13-16; Isaías 41:10; Romanos 8:31-39; 1 João 5:4; Efésios 6:10; 1 Coríntios 15:55-57; Deuteronômio 20:4; Salmo 44:3,4; Lucas 14:28-31; Mateus 6:34; Provérbios 21:5; 1 Crônicas 28:2.

Ação transformadora: Busque a vontade de Deus para a sua vida.

“Fará sobressair a tua justiça”

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EQUIPADOS PARA SERVIR


Equipados para servir
Texto áureo: Marcos 10:45
Mizael de Souza Xavier

Todo cristão é um vocacionado e a vocação do cristão é servir a Deus e adorá-lo, como fez Jesus, que, sendo Deus e como tal, merecedor do nosso serviço, veio ao mundo para nos servir. Quando lemos o Antigo Testamento, especialmente os capítulos 25 a 31 do livro do Êxodo, vemos como Deus determinou como deveria ser feito o Tabernáculo, seus utensílios e todo o sistema de culto que ocorreria ali dentro. Em Êxodo 28:3 vemos que Deus proporcionou a capacidade necessária para a sua obra, ao dar sabedoria àqueles que já possuíam o talento natural para determinado fim. Costuma-se dizer que Deus capacita os seus escolhidos. É o que podemos ver em 31:1-5. Todos temos habilidades diferentes dadas pelo próprio Deus para que o obedeçamos e sirvamos. Além da capacitação espiritual para realizar algo, é preciso técnica. Não basta a boa vontade em fazer, é preciso saber fazer. 

Em 35:30-35, vemos que o Senhor enche os seus servos das mais diversas habilidades e dispõe os seus corações para realizar cada um o seu próprio ofício. Isto é, Deus provê habilidade, disposição e inteligência àqueles que Ele chama (36:1). Mas essa provisão também tem como objetivo levar-nos a ensinar a outros (35:34). Assim como os sacerdotes e aqueles que trabalhavam no Tabernáculo, o cristão é separado (santificado: 29:44) para servir a Deus. Ele nos chama e nos enriquece com os talentos e os dons necessários (1 Co 4-9). Esta deve ser pergunta a ser feita por cada servo de Deus: qual o meu dom espiritual e como devo empregá-lo para a glória de Deus? O mesmo serve para seus talentos, habilidades e finanças.

O serviço cristão segue um padrão estabelecido por Deus. Muitas vezes queremos fazer as coisas da nossa maneira e findamos indo contra a vontade de Deus. É necessário que os cristãos mantenham estreita intimidade com Deus e com a sua Palavra para que tenham a noção correta do que precisa ser feito e como fazê-lo. Algo que jamais pode ser esquecido é que a obra é do Senhor, não nossa. Ele é o arquiteto e o engenheiro e nós apenas executamos o seu projeto. O Senhor Jesus, que veio para servir àqueles que haveriam de herdar o Reino dos Céus, não veio para fazer a sua vontade, mas a do Pai (Jo 6:38). o plano já estava traçado, o poder já havia sido dado, a missão já tinha um modo de ser cumprida (a Paixão); nada poderia ser diferente. Quando nos dispomos para servir a Deus, devemos fazê-lo de acordo com os parâmetros já traçados por Ele na sua Palavra, com todos os princípios e formas envolvidos. Desde a adoração até a obra da evangelização, tudo o que Deus espera de nós já está revelado na sua Palavra. As formas devem obedecer a essa revelação..’

Pensar-Sentir-Agir: Hebreus 5:4-6; 1 Coríntios 12:4-6; 14:1-12; Efésios 1:3; 4:8-13; Romanos 12:6; 15:27; 

Ação transformadora: Coloque seus dons e talentos a serviço do Reino de Deus.

“o próprio Filho do Homem não veio para ser servido”

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