O
impossível regresso do protestante ao catolicismo
Mizael
de Souza Xavier
Vez
por outra, vejo algumas matérias na Internet contando histórias
de protestantes que “se converteram” ao catolicismo romano ou que
voltaram a frequentar a igreja católica após algum tempo
frequentando uma igreja evangélica. Tal acontecimento é como um
valioso troféu para os católicos, porque um protestante reconheceu
que estava errado e voltou ou entrou para a única e verdadeira
igreja de Jesus Cristo. Tais conversões ou regressos são sempre
acompanhados de testemunhos contra a doutrina e a igreja
protestantes. Para a maioria dos evangélicos, tais conversões
causam estranheza, uma vez que estamos acostumados a ver os ímpios
serem convertidos a Jesus e passarem a fazer parte de alguma igreja
cristã evangélica, não o contrário. Quando alguém cai em pecado
e volta para o mundo, não soa tão estranho, porque mesmo o cristão
sincero está sujeito a isso, quando não anda no Espírito Santo.
Mas voltar à antiga crença leva-nos
a questionar sobre o que possa ter acontecido.
Quero
aqui analisar alguns pontos importantes para a compreensão desse
abandono da fé e regresso do cristão protestante ao catolicismo
romano ou a qualquer outra crença.
Conversão
insincera
Em
todas as crenças existem aqueles que são apenas fiéis nominais,
que se declaram de determinada religião,
mas não vivem segundo a sua própria fé. Por motivo de cultura
familiar ou social, declaram-se cristãos, judeus, muçulmanos,
espíritas, budistas, mas não praticam sua religião. A grande
maioria daqueles que se declaram católicos possuem uma baixíssima
frequência na igreja. No meio protestante não é diferente. As
igrejas evangélicas estão lotadas de falsos crentes, que vivem uma
falsa fé, porque passaram por uma falsa conversão. Eles chegaram
até a igreja atraídos por promessas de bênçãos e milagres, não
por causa do Senhor Jesus. Eles foram convencidos de que Jesus
resolveria todos os seus problemas, não de que eram pecadores
miseráveis carentes de salvação. Assim, tornam-se “crentes”
carnais, que dão péssimo testemunho, que não servem a Deus nem
evangelizam. São lobos em pele de cordeiro, joio no meio do trigo.
Quando
chegam as provações e as cobranças, logo abandonam a igreja e a
fé.
Neste
grupo dos insinceros ainda estão aqueles que acreditam que se
converteram, que o fato de terem praticamente nascido na igreja, que
ser amigo do Evangelho, fazer parte de ministérios e dar ofertas e
dízimos faz de alguém um cristão verdadeiro. Muitas pregações
não são evangelísticas ou não enfatizam o suficiente os pontos
principais do Evangelho que podem levar o ímpio a uma conversão
sincera. Após uma pregação vazia da mensagem de salvação, faz-se
um apelo e solicita-se que os ímpios que desejarem, façam uma
oração mecânica de
conversão,
que não parte da sua própria vontade. Como os do outro grupo, esses
insinceros serão como galhos mortos na videira. Além disso, nenhuma
ênfase é dada ao preço por seguir a Jesus: negar a si mesmo, tomar
a sua cruz, obedecer a Deus, desenvolver sua santidade, viver em
comunhão, pregar o Evangelho e fazer discípulos. Seu coração é a
beira do caminho, o solo pedregoso e aquele cheio de espinhos.
A
falta de conversão verdadeira implica na ausência do Espírito
Santo. Esses indivíduos estão na igreja, mas não fazem parte do
Corpo de Cristo. São como folhas ao vento, sacudidas para todos os
lados por todo vento de doutrina (Efésios
4:14,15).
Eles não suportam a verdade, a sã doutrina, mas seus ouvidos coçam
e clamam por qualquer novidade teológica que satisfaça seus
próprios interesses (2
Timóteo 4:1-5).
Não é difícil regressar ou se converter ao catolicismo romano
nessas condições. Uma vez que não são templos do Espírito Santo
nem têm a mente de Cristo, a doutrina caótica torna-se sedutora,
acima de tudo quando convencidos de que ela é a única e verdadeira
Igreja de Cristo, que o papa é o representante legítimo de Jesus na
terra e que todas as igrejas evangélicas são seitas comandadas por
Satanás. A incerteza a respeito da sua
própria salvação e o medo de ter “trocado o certo pelo duvidoso”
faz com que muitos desses falsos crentes voltem ou entrem para a
igreja romana.

FONTE:
“A igreja católica e as seitas”, de Pe. Flaviano Amatulli
Valente, ed. Apóstolos da Palavra, 1998.
Ignorância
com relação às Escrituras
Os
grandes
ataques do catolicismo romano à fé protestante ocorrem justamente
contra os maiores pilares da Reforma Protestante, os cinco solas que
todos os cristãos evangélicos deveriam conhecer, mas que a maioria
ignora:
Sola
Scriptura:
as
Escrituras Sagradas como única fonte autoritativa de fé e prática
cristãs (Mateus 4:4; 5:18; João 6:63; 17:17; Romanos 1:1,2; 15:4;
16:25-27; 1 Coríntios 2:6-13; 15:3-8; Gálatas 1:6-12; Efésios
2:19-22; 3:1-5; 2 Timóteo 3:14-17; Hebreus 1:2; 1 Pedro 1:10-12; 2
Pedro 1:3,16-21; 2 Pedro 3:1,2,15,15; Apocalipse 22:18,19).
Sola
fide:
a
justificação do pecador acontece e sua nova vida desenvolve-se
somente pela fé na obra vicária de Cristo (João 3:16; 6:29,29;
Atos 15:7-9; 26:16-18; Romanos 1:16,17; 3:21-4:25; 5:1,2; 10:4-11;
Gálatas 2:16; 3:8,11-14,22-26; 5:1-6; Efésios 2:8,9; 3:17-19;
Filipenses 3:9; 2 Tessalonicenses 2:13; 1 Timóteo 1:16; Hebreus
10:38,39; 11:1-40; 2
Pedro 1:1).
Sola
gratia:
salvação
somente pela graça de Deus, sem mérito humano, de acordo com a sua
soberana vontade (Salmo 6:4; Atos 15:11; Romanos 3:21-24; 4:16;
6:14-23; 11:1-6; 2 Coríntios 1:12; 8,9; 12:9; Gálatas 1:15,16;
2:20,21; 3:18; Efésios 1:4-6; 2:7-9; 4:4-7; 2 Tessalonicenses
2:15-17; 1 Timóteo 1:12-14; Tito 3:4-7; 1 Pedro 1:1-5,10).
Solus
Christus:
somente
o Senhor Jesus como princípio, razão e centro da fé cristã (João
1:1-18; 5:21-27; 6:40-51; 7:37,38; 10:25-30; 14:6; 15:1-5; Atos
4:11,12; Romanos 5:10-21; 1 Coríntios 6:11; 8:5,6; Gálatas 2:16;
3:22-29; Efésios 2:13-22; Filipenses 2:5-11; 3:7-11; 1 Timóteo
2:5; Hebreus 5:1-10; 9:11,12; Apocalipse 5:6-10;
Soli
Deo Glória:
toda
honra e toda glória, todo culto e adoração a Deus somente (Salmo
24:7-10; 57:5; Isaías 6:1-3; 48:11; Romanos 11:36; 16:27; 1
Coríntios 10:31; Gálatas 1:3-5; Efésios 2:8,9; 3:20,21;
Filipenses 4:20; 2 Timóteo 4:18; Hebreus 13:21; 1 Pedro 4:11; 2
Pedro 1:2,3; 3:18; Judas 1:25; Apocalipse 1:5,6; 4:11; 5:12-14).
Destes
cinco pontos depende toda a fé reformada e
por causa deles ocorreu a
contrarreforma, que culminou com o Concílio de Trento (1545 a 1563),
que
rechaça com vários anátemas a fé protestante.
Para o catolicismo romano, os cinco solas ficariam mais ou menos
assim:
Não
apenas as Escrituras Sagradas, mas também a Tradição e o
Magistério da igreja como
que possuindo a mesma autoridade revelacional da Bíblia, incluindo
os livros apócrifos.
Não
somente a fé, mas também as obras para conquistar a salvação.
Não
somente a graça, mas a participação humana segundo a doutrina da
“comunhão dos santos”, que
inclui o sufrágio pelas almas do purgatório e o pagamento de
indulgências.
Não
somente Cristo, mas as obras e a virgem Maria.
Glória
a Deus, a
Maria,
aos
anjos e aos
santos.
Sem
ler nem estudar a Palavra de Deus, como o crente em Cristo Jesus
refutará cada um desses pontos? Como terá plena convicção da sua
fé e da sua conversão? Como poderá apresentar o Evangelho ao
católico sem ser evangelizado por ele? Existem muitos cristãos
sinceros que acabam por regressar ao catolicismo porque não se
permitiriam ser ensinados por Deus, não receberam instrução
bíblica na igreja, não se importam em estudar em casa. Para eles, a
fé católica é a mesma da protestante, então tanto faz. Mas não
é. Pela graça de Deus, o Espírito Santo irá incomodá-los e
abrir-lhes os olhos para que voltem à verdade do Evangelho. O seu
coração arderá de indignação diante das imagens de escultura e
da adoração a Maria, como o apóstolo Paulo em Atenas (Atos 17).
Ele não suportará participar da celebração eucarística, quando
Cristo é oferecido outra vez em sacrifício pelos pecados, pois se
recordará que Jesus ofereceu um único e providencial sacrifício de
si mesmo na cruz para nos dar o perdão e a salvação eterna
(Hebreus
9:28; 10-12). Mesmo
com pouco conhecimento da Bíblia, o cristão protestante
verdadeiramente convertido não durará muito tempo longe da sã
doutrina.
Ecumenismo
De
acordo com a doutrina oficial da Igreja Católica Apostólica Romana,
não existe salvação fora da igreja católica. O
Catecismo da Igreja Católica, em seu parágrafo 846, repete a
doutrina oficial da igreja romana, como consta no documento Lumen
Gentium,
do Concílio Vaticano II, que afirma: “esta Igreja peregrina é
necessária para a salvação” (LG,
38).
Os
cristãos de outras igrejas cristãs são denominados de “irmãos
separados” pelo
Vaticano II.
Todavia, basta uma rápida observação nas redes sociais para ver
que, na verdade, o cristão evangélico é tratado com desprezo e
desdém por muitos católicos; são “os protestantes”, “os
calvinistas” e sua sola
fide.
Outros, no entanto, consideram respeitosamente os evangélicos.
Apesar de tudo isso, o catolicismo romano prega o ecumenismo, que é
uma tentativa de harmonizar as religiões, em especial as igrejas
cristãs, tendo como ponto central da fé a “eucaristia”. No
Brasil, o principal conselho das igrejas ecumênicas é o CONIC
(Conselho Nacional de Igrejas Cristãs), do qual são membros: a
Igreja Católica Apostólica Romana, a Igreja Evangélica de
Confissão Luterana no Brasil, a Igreja Episcopal Anglicana do
Brasil, a Igreja Ortodoxa Siriana do Brasil e a Igreja Presbiteriana
Unida do Brasil. Fora do movimento ecumênico estão a Igreja
Presbiteriana do Brasil, os Batistas, os assembleianos e um
incontável número de denominações cristãs independentes que não
podem conciliar a sã doutrina com o que propõe o ecumenismo nem
manter comunhão de fé com igrejas que pregam aquilo que a Bíblia
não ensina.
A
conversão ou a volta ao catolicismo romano por parte dos membros das
igrejas adeptas do ecumenismo não é algo excepcional, uma vez que o
ecumenismo nos leva a pensar que todas as igrejas são iguais e
legítimas. Na prática, o ideal católico permanece: fazer com que
todos retornem ao seu rebanho. Se é impossível haver salvação
fora da igreja católica, todos os demais cristãos estão condenados
ao inferno.
Decepção
com o neopentecostalismo
Outra
razão para o regresso ao catolicismo romano é a decepção com as
falsas promessas de bênçãos e vitórias que são a principal
doutrina das igrejas (seitas)
neopentecostais. Tais seitas
pregam a Teologia da Prosperidade e seu sistema de Confissão
Positiva, que versam sobre prosperidade financeira, felicidade plena
e saúde total. Na prática, claro, a decepção não tarda a chegar,
as promessas não se cumprem, a prosperidade chega apenas para o
líder da seita, as doenças não somem ou aparecem outras.
Sentindo-se enganadas – como de fato foram – e desiludidas,
muitas dessas pessoas abandonam a seita e voltam ao seu grupo
religioso de origem, entre eles, a igreja católica. Aqui há que se
fazer justiça ao catolicismo romano: essas pessoas, em sua maioria,
não são católicos praticantes, mas estão entre aqueles que se
lembram que possuem uma religião apenas nos censos realizados pelo
IBGE. Elas também fazem parte do primeiro grupo citado: jamais foram
convertidas, mesmo porque as seitas neopentecostais não pregam
conversão a Jesus, mas às suas bênçãos.
Renovação
Carismática Católica
Já
há alguns anos a igreja católica tem-se revestido de uma roupagem
mais espiritualista, por meio da Renovação Carismática, um
movimento pentecostal dentro do catolicismo romano que nem sempre é
visto com bons olhos pela Santa Sé, como também não o é a
Teologia da Libertação – e com muita razão! A partir da
Renovação Carismática, esse seguimento do catolicismo romano
passou a manifestar alguns pontos comuns ao pentecostalismo e ao
neopentecostalismo evangélicos, como o falar na “língua dos
anjos”. Além disso, semelhantemente a seitas como a Igreja
Universal do Reino de Deus, por exemplo, a igreja católica passou a
celebrar missas para todas as ocasiões, como as missas de cura e
libertação, onde, como acontece na IURD, os fiéis vão em busca de
milagres e bênçãos. Os padres, que outrora praticavam uma oratória
sacra, espiritualista, agora pregam como pastores evangélicos, tanto
em relação à altura e ao timbre da voz, como ao conteúdo das suas
pregações ou homilias. Em determinadas reuniões e encontros
católicos, tirando-se os paramentos dos sacerdotes, as imagens
sacras e a invocação a Maria e aos santos, dificilmente se
conseguiria distingui-los de um culto pentecostal.
Esse
movimento pode ser sedutor para muitos cristãos, acima de tudo os
pentecostais e neopentecostais, que se identificam com muito do que
acontece ali. Quando paramos para analisar a razão de muitos estarem
nessas igrejas – culto da emoção, conversão pela experiência,
misticismo, sede de milagres e bênçãos, etc. – podemos
conjecturar que boa parte está no primeiro grupo, ou seja, não são
verdadeiramente convertidos, não nasceram de novo. Além disso, é
sabido que o ensino teológico não faz parte da cultura da maioria
das igrejas pentecostais e, acima de tudo, neopentecostais, que se
fiam na palavra dos seus líderes e em profecias e revelações que
lhes são trazidas durante suas reuniões. Não é difícil haver o
retorno de muitos desses crentes ao catolicismo romano ou a sua
“conversão”, uma vez que ambos possuem elementos de culto muito
semelhantes.
Há
convertidos sinceros na igreja católica?
Quando
observamos a vida de alguns fiéis católicos, sua paixão por Jesus,
seu desejo intenso de conhecer mais a Palavra de Deus, sua entrega
total à obra do Senhor, podemos imaginar que ali há diversas
pessoas sinceramente convertidas a Jesus. Não podemos julgar quem é
ou não é um verdadeiro cristão, mesmo porque as igrejas
evangélicas estão abarrotadas de falsos cristãos, de joio, de
lobos, de falsos profetas e falsos mestres. Pode, sim, haver
convertidos a Jesus no seio da igreja católica. Todavia, gostaria de
salientar dois pontos importantes. Primeiro: o
amor por Jesus e pela sua Palavra nos conduz automaticamente a crer e
viver a verdade que está nesta Palavra, ou seja: a sã doutrina.
Como ser de Jesus em uma igreja cujas doutrinas e dogmas contrariam
as Sagradas Escrituras em diversos aspectos? Como servir de coração
ao Senhor acreditando e praticando o sacrifício eucarístico, a
comunhão dos santos e a adoração a Maria? Jesus e a sua Palavra se
fundem, de modo que não podemos amar e servir a um sem amar e servir
a outro. Ou somos de Cristo e obedecemos a sua Palavra ou não somos
de Cristo (Deuteronômio
5:29; João 14:15; Lucas 6:46; Tiago 1:22; Mateus 5:19; 1 João 5:3;
2 João 2:6). Como dizer “Eu amo a Cristo” e se prostrar diante
de imagens de escultura e contar com a mediação de outros além
dele? Esses católicos supostamente convertidos carecem de salvação
ou de conhecimento bíblico verdadeiro.
Então
chegamos ao segundo ponto: é impossível permanecer na igreja
católica após ser convertido pela fé em Jesus e ser selado com o
Espírito Santo. O mesmo acontece em qualquer outra religião ou
seitas cristãs, como o Mormonismo e as Testemunhas de Jeová: o
Espírito incomoda a mente e o coração do convertido diante das
doutrinas e práticas que ele ouve e presencia. Ele já não
suportará mais ver procissões com imagens de escultura sendo
carregadas, orações pelos mortos, pagamentos de indulgências, o
desprezo pelos cinco pontos da Reforma Protestante e tudo mais que
forma a teologia e a prática da Igreja Católica Apostólica Romana.
Logo, ele terá duas alternativas: tentar reformar a igreja católica
– como aconteceu com Lutero – ou, diante dessa impossibilidade,
abandoná-la – como também aconteceu com Lutero. Ele procurará
uma igreja bíblica, que prega o Evangelho da graça de Deus e ali
manterá comunhão com outros irmãos, crescerá na graça e no
conhecimento de Deus e servirá ao Senhor com seus dons e talentos.
Permanecer no catolicismo romano seria como permanecer nas
Testemunhas de Jeová aprendendo o tempo inteiro que Jesus não é
Deus. Impossível!
O
impossível regresso
Nasci
no ano de 1971 em um lar católico. O Espírito Santo me converteu no
ano de 1994. Nunca mais pensei a respeito da igreja católica, até
por volta de 1998 ou 1999, quando comecei a dar aulas de teatro a um
grupo de adolescentes e jovens de uma cidade do litoral do Rio Grande
do Norte, Baía Formosa. Todos os meus alunos eram católicos. Num
determinado dia, fui com eles a uma reunião que ensinava sobre
evangelismo. Em suma, ensinaram dois pontos: Pedro é o cabeça da
Igreja e as igrejas protestantes são seitas comandadas por Satanás.
Lá estavam à venda alguns livretos, que fiz questão de adquirir:
“Respostas
da Bíblia Às acusações dos ‘crentes’ contra a Igreja Católica
para cada lar cristão” (que possui atualmente uma edição revista
e atualizada com um título mais ameno: “Resposta da Bíblia a
partir do seu sentido original para cada lar cristão”), do padre
Vicente; “Cuidado com as seitas”, do padre Flaviano Amatulli
Valente; e “A Igreja católica e as seitas: perguntas e respostas”,
do mesmo autor.

Tamanha
foi a minha indignação com o conteúdo dessa literatura, que me
tornei estudioso do catolicismo romano, acima de tudo da
“mariologia”. Comprei livros oficiais, como o Concílio Vaticano
II e o Catecismo da Igreja Católica, entre outros. Decidi que
estudaria e refutaria a doutrina oficial da igreja católica a partir
dos seus próprios documentos. Também estudei a vida “real” dos
papas, reveladas
em livros como “A vida sexual dos papas” e “Os crimes dos
papas”.
Não existe uma única doutrina ou dogma católico que eu não tenha
estudado e refutado através da Palavra de Deus. Um
dos meus projetos para 2023, com a graça de Deus, é lançar o maior
estudo já realizado por um cristão protestante a respeito da
doutrina católica sobre Maria, intitulado: “Desvendando o segredo
de Maria”.
Com
todo o conhecimento que adquiri, pela graça de Deus, nas Sagradas
Escrituras e que pude comparar com os dogmas e doutrinas da igreja
católica, tenho a plena certeza de que é impossível que aquele que
foi convertido a Jesus e conhece a Bíblia cogite a possibilidade de
regressar à fé católica. Somente quem jamais foi convertido de
verdade pode aceitar mais uma vez fazer parte de uma igreja que
retira e acrescenta doutrinas da Bíblia de acordo com seus
interesses. A vergonhosa idolatria reinante, acima de tudo, no
catolicismo popular latino-americano já deveria servir de alerta a
muitos que ainda estão na dúvida.
DEZ RAZÕES PELAS QUAIS É IMPOSSÍVEL AO VERDADEIRO CONVERTIDO RETORNAR AO CATOLICISMO ROMANO:
Aqui estão dez razões pelas quais um cristão protestante, verdadeiramente convertido a Cristo, pode achar impossível retornar à Igreja Católica:
1. Doutrina da Justificação pela Fé: Os protestantes acreditam que a salvação é exclusivamente pela fé em Jesus Cristo (Efésios 2:8-9), enquanto a Igreja Católica ensina que as boas obras e os sacramentos são também necessários para a justificação.
2. Suficiência das Escrituras: Os protestantes defendem a Sola Scriptura, ou seja, que a Bíblia é a única fonte infalível de autoridade para a fé e a prática cristã, rejeitando a tradição católica e a autoridade papal como igualmente válidas.
3. Rejeição da Autoridade Papal: A crença protestante nega a supremacia do papa como representante infalível de Cristo na terra, enquanto a Igreja Católica vê o papa como o sucessor de Pedro com autoridade sobre toda a Igreja.
4. Doutrina dos Sacramentos: Os protestantes acreditam que os sacramentos (como o batismo e a ceia do Senhor) são sinais externos da graça já recebida, enquanto a Igreja Católica ensina que os sacramentos, especialmente a Eucaristia, são meios pelos quais a graça é transmitida.
5. Culto a Maria e aos Santos: Muitos protestantes consideram o culto e as orações dirigidas a Maria e aos santos como uma forma de idolatria, algo que contradiz sua crença na mediação única de Cristo (1 Timóteo 2:5).
6. Confissão a Sacerdotes: Protestantes acreditam no sacerdócio de todos os crentes (1 Pedro 2:9), rejeitando a necessidade de confessar pecados a um sacerdote para receber absolvição.
7. Veneração de Imagens e Relíquias: Os protestantes rejeitam a veneração de imagens e relíquias, considerando isso uma violação dos mandamentos bíblicos que proíbem a idolatria (Êxodo 20:4-5).
8. Teologia da Missa: A doutrina católica ensina que a missa é uma repetição do sacrifício de Cristo, enquanto os protestantes creem que o sacrifício de Jesus na cruz foi único e suficiente (Hebreus 10:12-14).
9. Acesso Direto a Deus: Os protestantes enfatizam que todo crente tem acesso direto a Deus por meio de Cristo, sem a necessidade de mediação de sacerdotes ou de intercessão de santos (Hebreus 4:16).
10. Diferenças na Escatologia: A escatologia protestante, especialmente em relação ao purgatório e indulgências, diverge radicalmente da doutrina católica. Protestantes rejeitam o purgatório e creem que a salvação e o destino final dos crentes são determinados no momento da morte.
Essas diferenças teológicas e doutrinárias profundas tornam o retorno de um cristão protestante convertido à Igreja Católica altamente improvável.
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Mizael
de Souza Xavier
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