sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

O PODER QUE VEM DE DEUS


 

O PODER QUE VEM DE DEUS

Mizael de Souza Xavier


"Porque eu, o Senhor, teu Deus, te tomo pela

tua mão direita e te digo: não temas,

que eu te ajudo" (Isaías 41:13).


O chamado do profeta Isaías para ser arauto de Deus para Judá e Jerusalém tem uma particularidade que pode nos dizer muito a respeito do nosso próprio chamado. Isaías foi um dos profetas maiores, profetizando em parte a respeito da condição espiritual adoecida do povo de Deus e em parte sobre a restauração de Israel e a vinda do Messias, Jesus Cristo. No capítulo sexto, o profeta Isaías relata uma visão do Senhor em seu trono, com serafins que estavam acima dele (vs. 1,2). Diante da visão gloriosa do Senhor, Isaías foi confrontado com a sua pecaminosidade e a de todo o povo, exclamando: "ai de mim, que vou perecendo! Porque eu sou um homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o rei, o Senhor dos Exércitos!" (v. 5). Então, com uma brasa viva tirada do altar, um serefim tocou seus lábios e o purificou do seu pecado (vs. 6,7).


Após a sua purificação, o profeta ouviu a voz do Senhor, que dizia: "A quem enviarei, e quem há de ir por nós?". Ao que ele logo respondeu: "eis-me aqui, envia-me a mim" (v. 8). Três lições podemos tirar desses versículos. A primeira diz respeito ao nosso estado de depravação total diante de Deus. Conforme escreveu Paulo aos romanos: "Todos pecaram e carecem da glória de Deus" (Romanos 3:23). Quando olhamos para Deus, somos confrontados com essa realidade e nos percebemos como seres miseráveis, incapazes de amá-lo e servi-lo. Isaías seria convocado para uma grande missão: falar em nome do Senhor, mas ele reconheceu que não era digno.


Então somos abençoados com a segunda lição: Deus fez por Isaías o que ele não podia fazer por si próprio: tirou sua iniquidade e purificou-o do seu pecado. O mesmo fez o Senhor por nós através do sacrifício vicário de Cristo. Ainda segundo Paulo: "Ele nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o Reino do Filho do seu amor, em quem temos a redenção pelo seu sangue, a saber, a remissão dos pecados" (Colossenses 1:13,14). Em Cristo somos perdoados e redimidos, temos paz com Deus e nos tornamos seus filhos. É Ele quem nos purifica e santifica pelo sangue de Cristo e seu Santo Espírito. O Senhor toca com uma brasa viva de salvação a nossa alma e nos liberta para servi-lo.


Então, vemos a terceira lição. Isaías atende positivamente ao chamado de Deus: "eis-me aqui, envia-me a mim". Nós só podemos atender ao chamado de Deus para a salvação quando somos tocados pelo Espírito Santo. Da mesma forma, somente após o toque regenerador de Deus é que nos dispomos a obedecê-lo e a abraçar a sua obra. Embora fosse um homem inteligente e respeitado, a capacidade e o poder que Isaías necessitava vinham de Deus. Conforme escreveu Paulo: "porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade" (Filipenses 2:13).


O que aprendemos com o profeta Isaías é aquilo que o Senhor Jesus nos ensinou: "Eu sou a videira, vós, as varas; quem está em mim, e eu nele, este dá muito fruto, porque sem mim nada podereis fazer" (João 15:5). A missão de Isaías não era nada fácil, muito menos a nossa. O povo tinha o coração duro, mas o Senhor lhe disse: "Porque eu, o Senhor, teu Deus, te tomo pela tua mão direita e te digo: não temas, que eu te ajudo" (Isaías 41:13). Nós também não devemos temer, mas submeter toda a nossa vida a Deus, na certeza de que, se cremos em Jesus, Ele já perdoou os nossos pecados e nos capacitou para a sua obra. Quando acharmos que nada podemos e isso nos desanimar, lembremos que o poder não é nosso, mas de Deus.


"E é por Cristo que temos tal confiança em Deus; não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus" (2 Coríntios 3:4,5).


CONHEÇA ALGUNS DOS E-BOOKS DO ESCRITOR MIZAEL XAVIER PUBLICADOS NA AMAZON:

CLIQUE AQUI E VÁ DIRETO À AMAZON

















O PREGADOR DE SUCESSO


 

O pregador de sucesso

Mizael de Souza Xavier


"As multidões atendiam, unânimes, às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele operava" (At 8:6).


Podemos dizer com certeza que o maior pregador da era moderna do Cristianismo foi o grande evangelista norteamericano Billy Graham, falecido em 2018. Ele pregava a incontáveis multidões, tanto presencialmente como em seus programas de TV. Outros grandes homens de Deus que vieram antes dele, como John Wesley e Charles Spurgeon, também figuram na história do Cristianismo como pregadores cheios do Espírito Santo, que levaram milhões de pessoas ao conhecimento de Jesus e da sua salvação. Em Atos 8, logo após o martírio de Estêvão, encontramos Filipe que operava grandes sinais e anunciava a Cristo, de modo que as multidões o seguiam de perto. O seu ministério, portanto, estava rendendo muitos frutos para o Reino de Deus. Qualquer pastor, missionário ou evangelista dos dias atuais se sentira realizado ministerialmente, seria considerado um grande homem de Deus e um pregador de sucesso.


Todavia, Jesus retirou Filipe do meio das multidões e o enviou para pregar o Evangelho em um local desértico e para apenas uma pessoa: um eunuco que estava de viagem e lia o livro do profeta Isaías (vs. 26-40). Imaginemos os pregadores famosos da atualidade, que em nada lembram Wesley, Spurgeon ou Graham, sendo convocados pelo Senhor a deixarem suas suntuosas igrejas e seus milhares de fiéis para servirem-no em um lugar ermo, com poucas pessoas e parcos recursos. Imaginemos os pregadores "coaches", os "apóstolos" e os empresários da fé deixando tudo isso para trás, a fim de sevir a pessoas humildes, que só possuem um desejo insaciável de conhecer a Deus. Filipe atendeu prontamente a voz do Senhor Jesus e partiu para pregar a apenas uma alma, que foi convertida e batizada. Filipe não era um pregador das multidões, mas um pregador do Senhor, por isso não importava quantos fossem escutá-lo.


Pensemos sobre o que Deus quer nos falar. O sucesso da pregação não está na performance do pregador nem na quantidade de pessoas que ele arrebanha com sua pregação, mas na sua capacidade de obedecer a voz do Senhor. A conversão do pecador é operada pelo Espírito Santo, e isso está totalmente fora do nosso controle. Talvez Deus nos leve a pregar a multidões ou nos envie para algum povoado perdido no mapa, onde existem várias almas que Ele quer salvar. Não pregamos para aparecer ou para nos tornarmos famosos, mas para que Jesus seja conhecido e vidas se rendam a Ele. Não importa o número daqueles que responderão positivamente ao apelo à conversão, porque sempre será o número exato daqueles que o Senhor quis salvar. Da boca do pregador deve sair a Palavra que gera a fé e ele precisa entender que a obra é de Deus, não dele.


CONHEÇA ALGUNS DOS E-BOOKS DO ESCRITOR MIZAEL XAVIER À VENDA NA AMAZON:


CLIQUE AQUI E VÁ DIRETO À AMAZON


















DOZE CESTOS CHEIOS

 


Doze cestos cheios

Mizael de Souza Xavier


Os Evangelhos estão repletos de grandes sinais e milagres operados pelo Senhor e que hoje enchem de esperança todos aqueles que leem o Livro Sagrado. Um deles está relatado no Evangelho segundo João e é um dos mais conhecidos: a multiplicação dos pães, em João 6:1-15. Naquela ocasião, o Senhor saciou a fome da multidão de quase cinco mil homens que o seguia com apenas cinco pães e dois peixinhos, sobrando doze cestos cheios. Geralmente, quando esse texto é pregado, a mensagem apresentada fala do Senhor que realiza milagres, que socorre os famintos e multiplica as bênçãos. Jesus é o Deus da fartura! As suas bênçãos superabundam na vida daquele que nele crê. Embora Deus sempre nos abençoe, não é isso que deveria nos chamar a atenção no texto. Indo um pouco mais adiante, após a travessia do mar rumo a Cafarnaum (vs. 16-21), lá estava a mesma multidão do outro lado (vs. 22-25), ao que o Senhor lhes disse: Em verdade, em verdade vos digo: vós me procurais, não porque vistes sinais, mas porque comestes dos pães e vos fartastes. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que subsiste para a vida eterna, a qual o Filho do Homem vos dará; porque Deus, o Pai, o confirmou com o seu selo” (vs. 26,27).


Hoje, continuamos a pregar sobre a multiplicação dos pães com o mesmo espírito daqueles que deles comeram e se fartaram: interessados nos pães, nas bênçãos. Não entendemos nada! O que importa não é o que foi multiplicado, mas a própria multiplicação, que revelou o caráter messiânico e divino do Senhor Jesus e que proclamava o seu Reino, que havia chegado com a sua encarnação, que manifestaria o seu poder com a sua ressurreição e que se tornaria completo com a sua segunda vinda. Como aquelas pessoas não estavam interessadas em uma comida espiritual e imperecível, parece que nós também não estamos, porque nem sempre buscamos a Deus, mas as suas bênçãos. Ficamos com os pães e os peixes, enchemos nossos cestos até transbordarem, mas não trabalhamos pela verdadeira comida que jamais perece e que é a que realmente deve nos importar.


Ao falar sobre todos os sinais que o Senhor Jesus realizou, João escreve: “Na verdade, fez Jesus diante dos discípulos muitos outros sinais que não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram registrados para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome” (20:30,31). O objetivo dos sinais e do próprio Evangelho escrito por João não era para que, crendo, tivéssemos milagres, bênçãos e vitórias, mas vida em seu nome! Este é o verdadeiro sinal trazido pelo Senhor: o Filho de Deus que, vindo ao mundo, ilumina a todo homem (Jo 1:9-18); o Messias que deu sua vida pelos pecados da humanidade, para salvar aqueles que viessem a crer, não nos milagres, mas na sua natureza divina e na sua obra salvífica. Não temos notícias sobre onde foram parar os doze cestos cheios que sobraram naquele dia, mas podemos ter certeza de que aqueles que creram em Jesus para a salvação estão com Ele no céu. Quem vamos querer: os milagres de Deus ou simplesmente Deus, com ou sem milagres?


CONHEÇA ALGUNS DOS E-BOOKS DO ESCRITOR MIZAEL XAVIER À VENDA NA AMAZON:

CLIQUE AQUI PARA IR DIRETO À AMAZON


















A CENTRALIDADE DE CRISTO NA PREGAÇÃO

 


A centralidade de Cristo na pregação

Mizael de Souza Xavier


Quem poderia responder qual é a mensagem central da Igreja ao observar o tipo de mensagem que tem sido pregado na maioria das igrejas atuais? Com certeza, diversos elementos acabariam por revelar uma mensagem híbrida, formada por muitas teologias e práticas sem nenhuma linha mestra, sem muitos elos em comum. Quando olhamos para a Bíblia e buscamos nela a essência da sua mensagem, o ponto central da sua existência, descobrimos que é um só, de Gênesis a Apocalipse: a pessoa do Senhor Jesus. É o que Paulo lembra aos crentes de Corinto (1 Co 15:1:33). A mensagem a eles pregada foi que Cristo morreu e ressuscitou segundo as Escrituras, o que foi testemunhado por inúmeras pessoas, incluindo os apóstolos e o próprio Paulo. Ao contrário dos falsos ensinos que os coríntios estavam recebendo de outros, a ressurreição de Cristo é um fato, como também é a garantia de que nós mesmos ressuscitamos com Ele pela fé e ressuscitaremos dos mortos na sua vinda, quando a morte será aniquilada.

É esse Evangelho que separa os crentes dos miseráveis, que não possuem tal esperança. Se não acreditarmos na ressurreição do Senhor e na nossa, onde estará a nossa esperança? Contra o falso ensino que corroía a fé da Igreja, Paulo adverte: “Não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes” (v. 33). Infelizmente, as más conversações não pararam em Corinto, mas perduram, principalmente, nos dias atuais, onde a mensagem da cruz e a centralidade de Cristo não encontram mais espaço em muitos púlpitos e mensagens evangelísticas. Não que se pregue contra a ressurreição de Jesus ou que seu Nome não esteja presente nas mensagens modernas. A ressurreição apenas deixou de ser relevante diante de temas mais urgentes, como bênçãos e vitórias; e o Nome de Jesus transformou-se apenas numa senha de acesso a essas coisas. A mensagem que os pregadores mais famosos e bem pagos apregoam é o “evangelho dos miseráveis”, que não apresenta nada ao pecador que vá além desta vida.

No v. 57, após descrever como será a ressurreição dos mortos, o apóstolo Paulo fala em vitória, palavra tão apreciada ultimamente. Não é uma vitória financeira, mas sobre a morte, conquistada para nós pelos méritos de Cristo. Ele é a mensagem central do Evangelho e de toda a Bíblia. A sua morte e ressurreição para aplacar a justa ira de Deus contra nós é o bom costume do qual Paulo falou anteriormente e as más conversações o tem corrompido. O que sobra quando o Senhor Jesus é retirado do seu lugar único na nossa fé? Para Deus, tudo permanece como está e os salvos jamais se perderão. Mas para aqueles que desprezam o Evangelho da cruz e baseiam sua fé nas más conversações, resta apenas a vergonha eterna ao lado dos falsos profetas no inferno. É isto que devemos entender: os planos de Deus não se alteram, Ele continua sendo Deus e Jesus permanece como único Redentor. Retomar a centralidade de Cristo na pregação é o que a Igreja precisa fazer. Ele e somente Ele é o bom costume da nossa fé.


CONHEÇA ALGUNS DOS LIVROS DE MIZAEL XAVIER VENDIDOS NA AMAZON EM FORMATO DE LIVRO DIGITAL:

CLIQUE AQUI E ACESSE: