sábado, 13 de março de 2021

RESILIÊNCIA E O PODER DE DEUS


 
RESILIÊNCIA
Filipenses 4:10-14
Autor: Mizael Xavier
 
 
O QUE É A RESILIÊNCIA?
 
Física: a resiliência é um termo ligado à física. O Dicionário Aurélio a descreve como “a propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando cessa a tensão causadora da deformação elástica”.
 
Seres humanos: capacidade que algumas pessoas possuem de literalmente “dar a voltar por cima”, adaptando-se de forma criativa às adversidades, desenvolvendo-se em meio às lutas e tragédias da vida. A pessoa resiliente protege a sua emoção e transforma em uma força vital e propulsora aquilo que deveria destruí-la. Isso nos lembra aquela velha máxima do filósofo Friedrich Nietzsche: “Aquilo que não nos mata nos torna mais fortes”.
 
Diferença: os objetos sofrem a ação de forma passiva, mas nós, seres humanos, sofremos a ação de forma ativa, pois não somente interagimos como o meio, como também somos capazes de transformá-lo. Os objetos nada podem fazer para melhorar a si próprios a cada ação externa, mas nós, sim. Diferente dos materiais, somos seres inteligentes, possuímos a capacidade de nos renovar e nos fortalecer todos os dias. É aí que está a riqueza da resiliência humana: ao invés de nos enfraquecer e desgastar com o tempo, os problemas nos fortalecem. Quanto maior a pressão exercida sobre nós, mais a nossa capacidade de resistir e de utilizá-la ao nosso favor aumenta.
 
Limites: até onde podemos ser esticados sem que nos rompamos? Cada pessoa tem o seu próprio limite, que é até onde podemos suportar a pressão que a vida exerce sobre nós. Alguns estouram mais cedo que outros. Na resiliência, utiliza-se essa pressão para expandir os limites.
 
Pergunta: temos nos deixado apenas influenciar e moldar pelo meio, pelas circunstâncias (reatividade) ou temos agido de maneira assertiva, resiliente, fazendo escolhas e tomando decisões que servirão para o nosso crescimento pessoal (proatividade)?
 
 
A ORIGEM DA NOSSA RESILIÊNCIA
 
Todos nós temos capacidade para enfrentar e vencer as adversidades. Ser resiliente não está ligado à raça nem poder aquisitivo, mas ao nosso comportamento diante dos reveses da vida. É nós momentos de tensão que o ser resiliente se revela. Existem basicamente quatro fontes de origem da resiliência:
 
Inato: algumas pessoas parecem nascer com uma capacidade fora do comum para enfrentar e vencer as crises. Tal capacidade pode ser geneticamente herdada dos seus progenitores. Todavia, tanto os problemas quanto as maneiras de enfrentá-los são bastante individuais.
 
Experiência de vida: Poletti e Dobbs afirmam que é sobretudo na primeira infância que se formam os recursos que vão permitir a resiliência (op. cit., p. 43). Isto significa que a nossa personalidade é moldada desde cedo e nos prepara e capacita para enfrentarmos a vida. Desde cedo a criança é exposta a diversas experiências que pedirão dela uma atitude, o que aos poucos vai determinando o seu comportamento.
 
Ambiente: pessoas criadas em ambientes saudáveis, com a presença do amor e do respeito, têm maiores chances de se tornarem resilientes. Além da experiência de vida, a influência do ambiente concorre para um pensar resiliente (educação familiar e escolar, cultura, situação social e financeira, religião, etc.). A resposta é individual.
 
Regeneração: A conversão em si já se caracteriza como um ato resiliente de Deus na vida do perdido. Ele pega aquele ser caído e pecaminoso e lhe dá uma nova vida. De degenerado ele passa a regenerado. Como templo do Espírito Santo, o crente possui um poder sobrenatural de resiliência, o poder que vem do Alto, a capacidade dada por Deus para enfrentar com fé e esperança as provações, superando as suas crises, crescendo e se tornando mais forte. Após a conversão, temos essa capacidade sobrenatural de desenvolver a resiliência, mas isso também não deixa de ser um processo, uma vivência diária na dependência de Deus, na obediência à sua Palavra e na comunhão com os irmãos na fé.
 
 
COMO SER RESILIENTE
 
Aprendemos e nos fortalecemos conforme vamos enfrentando as nossas crises e vencemos as barreiras impostas pelas adversidades. Não existe um botão que liga a resiliência e a faz funcionar. Ela vai acontecendo aos poucos. Pode ser que hoje nos sintamos em uma determinada área da nossa vida, mas outras ainda vão requerer cuidados. A resiliência funciona a partir de determinadas atitudes que nos colocam no caminho da superação. Vejamos um esquema de como nasce a resiliência e como ela se desenvolve conforme avançamos na solução dos nossos problemas.
 
Tomada de consciência. O processo de superação tem início quando tomamos consciência da situação que estamos vivenciando. A negação do sofrimento é um dos obstáculos que estudaremos no segundo capítulo. Muitos não reconhecem seus traumas e complexos, seus medos, suas crises pessoais e conjugais e seus pecados. Sem essa consciência, a resiliência não acontece, mas acabamos vivendo no autoengano.
 
Avaliação estratégica do problema numa busca pela melhor solução. Precisamos nos acercar da nossa própria realidade, indo à fundo na ferida e encontrar as suas raízes, ao invés de nos preocuparmos apenas com os sintomas. O conhecimento de todos os fatores que alimentam a crise torna as nossas ações eficazes. Essa avaliação envolve a forma como percebemos a situação, o valor que lhe atribuímos e a visão de nós mesmos como possível causa e como fator determinante de superação.
 
Aprender a escutar o ambiente e as pessoas. Isso nos ajuda a analisar melhor e entender a situação. O ambiente pode nos fornecer informações importantes sobre os problemas e apontar soluções. O que está faltando ou sobrando? Ao escutar as pessoas, temos o mesmo efeito. Nelas podem estar os problemas e as soluções. Quanto mais atentos estivermos, mais agirmos de maneira resiliente. Carmello (op. cit., p. 75) nos chama a administrar as exigências externas (ameaças e desafios reais) ou internas (ameaças e desafios ilusórios), para controlar e dominar a situação antes que sejamos dominados por ela.
 
Comprometimento com as ações e mudanças necessárias. Quando identificamos a raiz dos problemas que nos afligem, investimos nas ações necessárias para solucioná-los. É preciso haver planejamento das nossas ações para não agirmos desordenadamente. Feito isso, surge a necessidade de compromisso integral com a superação. É preciso se envolver, investindo o tempo e os esforços necessários. Precisamos controlar o ambiente de maneira proativa.
 
Alocação de talentos e recursos. Devemos utilizar nossas capacidades e recursos nos momentos de crise da forma mais proveitosa e construtiva possível. Deus nos tem dado recursos que são naturais, como inteligência e talentos. Quanto mais recursos tivermos em mãos, mais rápido nos adaptaremos e poderemos superar. As nossas habilidades cognitivas, emocionais e comportamentais nos colocam no caminho para modificar a nossa realidade.
 
Criação de uma rede afetiva de ajuda. Somos seres interdependentes, principalmente pelo fato de sermos membros da Igreja de Cristo. Estamos todos ligados e dependemos uns dos outros. Dessa forma, uma resiliência verdadeira só pode se dar por meio da ajuda mútua. Precisamos nos cercar de pessoas que somem à nossa vida e ao mesmo tempo procurar nos afastar daquelas que só nos fazem mal.
 
Continuidade. Em todas essas coisas estaremos no processo da superação, praticando as ações necessárias para que ela aconteça. Ou seja: a resiliência não se dá quando superamos uma crise, mas ela é o próprio processo de superação. Após alcançada a vitória almejada, é preciso dar-lhe continuidade. Isso em dois sentidos: primeiro, mantendo aquilo que foi conquistado sem permitir que a mesma crise se instaure novamente. Não devemos sofrer sempre pelas mesmas coisas. Outros motivos para sofrermos poderão vir, mas estaremos fortalecidos. Segundo: dando continuidade à resiliência, levando esse processo às demais áreas da nossa vida e futuros problemas. Não podemos baixar a guarda. Ninguém é completamente resiliente em todos os aspectos da vida, mas pode ser plenamente consciente da necessidade constante de ser resiliente.
 
Multiplicação. O ápice da resiliência não é quando superamos uma crise, mas quando nos dispomos a ajudar a outros a enfrentarem as suas próprias crises através da nossa própria experiência. Essa verdade está descrita em 2 Coríntios 1:3-5: "Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda a consolação; que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados de Deus. Porque, como as aflições de Cristo abundam em nós, assim também a nossa consolação abunda por meio de Cristo." Somos consolados para consolar.
 
 
RESILIÊNCIA E O PODER DE DEUS
 
A capacidade que temos para vencer está muito além das nossas próprias forças, mas vem de Deus. Este é o grande diferencial da resiliência cristã: contar com um poder sobrenatural e infinito para vencer e para crescer. Paulo expressou isso belamente quando disse "quando sou fraco é que sou forte" (Rm 12:10); e quando declarou a respeito das suas adversidades: "Posso todas as coisas naquele que me fortalece" (Fp 4:13).
 
Processo de lapidação. A provação existe com propósito e significado. Muitas vezes passamos por ela murmurando, mas esquecemos que Deus está nos lapidando, provando a nossa fé, nos dando crescimento e amadurecimento. Quando entendemos isto, a provação se torna uma lição para o amanhã (Tiago 1:2,3). Como poderemos experimentar da graça de Deus sem passar pelo deserto? Como poderemos crescer espiritualmente se esperamos que nossa vida seja isenta do fogo que nos purifica? Como nos tornarmos pedras preciosas para o Senhor e não aceitamos a sua lapidação?
 
Confirmar a nossa fé. É no momento da angústia e do sofrimento que a nossa fé é provada. É muito fácil crer em Deus quando tudo vai bem, quando não há tempestade no mar da nossa vida. Nestes momentos acabamos até esquecendo que Ele existe.  Mas é nas trevas que deve brilhar a nossa luz, é na cova dos leões que saberemos se confiamos ou não na presença de Deus conosco; é dentro da fornalha que arde em fogo que mostraremos nossa confiança no livramento do Senhor; é no deserto escaldante de nossa existência que poderemos dizer: Até aqui nos ajudou o Senhor (1 Samuel 7:12). Somente passando pela prova é que poderemos ser aprovados, ou não (Tiago 1:12; 1 Pedro 1:7).
 
Fortalecer-nos no seu poder. Quando passamos por provações nos sentimos fragilizados, mesmo pondo nossa confiança plenamente no Senhor. Isto acontece porque somos humanos falhos, repleto de defeitos, e Deus compreende isto. Mas devemos orar e vigiar (Mateus 24:42; 26:41; Marcos 13:37; 14:38; Lucas 21:36; Efésios 6:18; Colossenses 4:2; 1 Tessalonicenses 5:6; Apocalipse 16:15), pois o inimigo se aproveita de nossas fraquezas para trabalhar em cima delas e nos fazer esmorecer. Todavia, se realmente estamos alicerçados na rocha, que é Cristo, e debaixo da graça de Deus, o seu poder será aperfeiçoado em nós nestes momentos de fraqueza (2 Coríntios 12:9). Quando somos fracos, é que somos fortes, porque não confiamos nas nossas próprias forças, mas no poder que vem do Senhor. Se nos fazemos de fortes por nossa própria capacidade, o poder de Deus deixa de operar em nós. Devemos estar fortalecidos em Deus a na força do seu poder (Efésios 6:10; Colossenses 1:11; Filipenses 4:13; Salmo 10:17).
 
Despertando da letargia espiritual. Deus pode estar usando a provação para nos acordar de nossa letargia espiritual, nos sacudir, nos colocar de volta no caminho correto. Ele pode estar fazendo isso não só com uma pessoa dentro da igreja, mas com toda a igreja, para guiá-la a um avivamento espiritual, à volta ao primeiro amor (Apocalipse 2:4,5). Quando perdemos o foco do nosso chamado, a essência da nossa missão, que é a de ser testemunhas do Evangelho de Cristo, o objetivo de Deus com a provação é renovar nosso espírito missionário, nos revestir de poder, trazendo arrependimento, nos convencendo de que devemos buscá-lo acima de tudo.
 
 
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

QUEM É A PESSOA CERTA PARA NÓS?

 


INTRODUÇÃO

 Todos os seres humanos parecem nascer com uma centelha dentro de si, uma chama que arde por encontrar alguém para formar um par, um casal. Em algum momento de nossas vidas, nós nos perguntaremos: Onde, como e quando encontrarei o meu grande amor? Quem será ele?

 Como saber, dentre as mais de 200 bilhões de pessoas que vivem no planeta Terra, quem é a pessoa certa para nós, o nosso amor verdadeiro, aquela com quem, talvez, viveremos juntos para sempre?

 Existe a pessoa certa, predestinada para nós? Se existe, como saber quem é? Se não existe, como encontrar a pessoa ideal para amarmos e nos relacionarmos?

 

ALMAS GÊMEAS

 Esse pensamento está ligado ao conceito de “predestinação”, que pode envolver, inclusive, a ideia de “vidas passadas”. Ou seja: estamos destinados a alguém que está destinado a nós, possivelmente alguém que já nos acompanha há várias encarnações. Cabe a ambos se encontrarem.

 Se pararmos para pensar, o conceito de “alma gêmea” é bastante egocêntrico. Quando alguém está em busca da sua alma gêmea, está, na verdade, procurando a si próprio na personalidade de outra pessoa. No fundo, o que desejamos é encontrar alguém parecido conosco, como uma extensão do nosso ego; alguém que pense e sinta como nós, que possua os mesmos gostos e preferências, que tenha o mesmo temperamento, que nos compreenda e nos complete naquilo que determinamos que estamos precisando.

 Qualquer desvio daquilo que idealizamos, afirmamos que não é ou não era a nossa alma gêmea, que foi engano, alguém que tem um temperamento que não toleramos, manias que não aceitamos, torce por um time diferente, vota num partido oposto, não tem a mesma fé em Deus. Não pode ser a nossa alma gêmea, afinal de contas, é muito complicado, cheio de defeitos, repleto de problemas, abarrotado de limitações. Não está tão disponível quanto gostaríamos nem realiza os nossos desejos como planejamos.

 Será que paramos para pensar que se todos estiverem procurando a sua alma gêmea, ninguém jamais irá se encontrar? Eu estarei me procurando em você e você estará se procurando em mim. Como acontecerá o nosso encontro? Como iremos nos relacionar se eu jamais serei você nem você jamais será eu?

A primeira regra na busca por um novo amor é: esqueça totalmente a ideia de almas gêmeas, porque elas não existem. Se queremos um relacionamento de sucesso, precisamos aceitar que as pessoas são e sempre serão diferentes de nós, jamais o nosso reflexo no espelho. Não precisamos, por isso, embarcar em qualquer aventura com qualquer pessoa, mas respeitar as diferenças e conviver com elas. Quando essas diferenças se mostram nocivas, aí podemos parar de insistir. Se você tentar encontrar a sua alma gêmea, encontrará somente frustração, pois nem as pessoas gêmeas são totalmente idênticas por dentro. Não projete uma imagem idealizada sobre ninguém. Permita que cada um seja aquilo que é, o que pode ser um pouco ou muito diferente de você, mas que poderá lhe fazer feliz. Invista nos seus pontos fortes enquanto o ajuda a melhorar nos seus defeitos. Somos com a pessoa amada duas almas que vão se encaixando uma na outra aos poucos.

  

QUEM É A PESSOA CERTA PARA NÓS?

 Um dos grandes mistérios do universo dos relacionamentos amorosos é quando e onde encontrar a pessoa certa para nós. Já vimos que não adianta procurarmos a nossa alma gêmea, porque ela definitivamente não existe. Mas será que existe mesmo esta “pessoa certa”? Se ela existe, como saber quem é a nossa pessoa certa em meio a tantas pessoas erradas?

 Assim como a vida, o ser humano é uma caixinha de surpresas. Hoje, uma mulher conhece um homem sensível, carinhoso, romântico, prestativo; amanhã se casa com ele e vê o “lado negro da força” se revelar egoísta e violento. Aquele homem santo acaba se revelando um terrível carrasco ou no mínimo uma pessoa infiel e imprestável. Não podemos prever com exatidão o caráter e o comportamento de alguém a longo prazo, mas podemos prever algumas situações desagradáveis se agirmos com sabedoria, sem atropelos, permitindo-nos conhecer melhor a pessoa com quem queremos nos relacionar antes de nos entregarmos totalmente a uma relação mais séria.

 É necessário ter os nossos próprios parâmetros que definiam o tipo de pessoa com quem estamos dispostos a nos relacionar. Eu acho isso bastante razoável, afinal de contas, somos nós que teremos de conviver com a pessoa com quem aceitamos manter uma relação amorosa profunda. A nossa vida não é qualquer coisa. Ela deve ser um solo para se cultivarem lindas flores e árvores frutíferas, não um aterro sanitário.

 

 PESSOA CERTA OU ADEQUADA?

 Pode ser que a pessoa certa não exista, porque sempre acabaremos descobrindo algo indesejável nela, algo incômodo e fora dos nossos padrões. Não que não possamos eleger alguns padrões, mas sempre tendo em mente que algo pode se encaixar perfeitamente aqui, mas ficará sobrando ou faltando ali. Um dos grandes riscos é viver o relacionamento inteiro tentando moldar a pessoa de maneira injusta, reclamando o tempo todo, criando caso por tudo. Não existe a tampa que se encaixa perfeitamente na nossa panela.

 Vamos, então, trabalhar com o conceito de “pessoa adequada”. Esta pessoa não será um ser humano perfeito ou fruto dos nossos interesses, mas alguém no mínimo compatível conosco, o que inclui qualidades e defeitos. A pessoa adequada é alguém com quem possuímos algumas afinidades e que podem ser decisivas para o sucesso da relação. É o inverso daquelas que possuem muitos pontos divergentes que poderão afetar negativamente a relação, independente dos pontos positivos que possa haver.

 Não existem duas pessoas totalmente compatíveis. Quando duas pessoas com pouca ou nenhuma afinidade tentam se relacionar amorosamente, encontram inúmeros problemas pela frente, pois nem sempre é possível adequar-se à realidade do outro, acima de tudo quando há incompatibilidade.

 Um dos motivos apresentados como justificativas para uma separação é a “incompatibilidade de gênios”. Creio que em muitos casos isso não passa de uma desculpa para quem não ama mais nem deseja mais se relacionar com alguém, e procura alguma justificativa para terminar o relacionamento. A incompatibilidade de gênio está ligada ao termo “diferenças de personalidade”

 É um direito seu escolher quem é ou quem não é compatível com você. Não são os seus amigos ou a mídia que irão determinar com que tipo de pessoa você deverá se relacionar. A grande questão aqui é, repito, viver uma relação com alguém diametralmente diferente de nós, em tantos sentidos que se torna impossível haver uma relação saudável.

 

 CARACTERÍSTICAS FAVORÁVEIS

 Quero lhe oferecer algumas características importantes que, creio eu, devem estar presentes em qualquer candidato a amor da nossa vida. Não se trata de time ou filosofia partidária, nem de prato preferido ou opções de lazer. Essas características envolvem traços importantes que todas as pessoas devem ter para serem muito mais que adequadas e ter chances reais de nos fazer felizes. É sempre importante valorizar a essência de cada indivíduo, a sua singularidade.

 Alguém que nos aproxime de Deus. O modelo ideal de pessoa para amar não tem a ver com denominação religiosa, mas com conversão sincera a Cristo, com temor a Deus. Aquele que busca o Reino de Deus em primeiro lugar e a sua justiça, com certeza saberá nos respeitar, ser fiel e companheiro. Ao contrário, qualquer pessoa que queira lavá-lo para longe dos caminhos do Senhor não é alguém com quem você deve se relacionar para casar. Não estou afirmando que o crente é uma pessoa perfeita e que o casal não enfrentará problemas, mas que ele é alguém que, em tese, tem compromisso com Deus, o que é importante até mesmo quando ele erra.

 Alguém com um padrão moral elevado. Se você possui padrões morais elevados, não se contente com menos. A pessoa adequada para um relacionamento amoroso de qualidade não é amoral nem imoral, mas possui valores morais que dignificam a sua vida e que lhe permitem procurar sempre o que é bom, justo e verdadeiro. Quem valoriza a boa moral não se deixa levar por aquilo que é errado, o que beneficia o relacionamento, porque inclui não ser infiel, não mentir, não adulterar, não tratar o outro com indiferença e não ser agressivo.

 Alguém disponível para o amor. Se queremos investir em um relacionamento sério e duradouro, a pessoa adequada é aquela disponível para amar e ser amada. Como disponível quero dizer solteira, livre, o que é óbvio. Mas disponível também envolve um coração aberto para o amor, mesmo que essa pessoa ainda traga marcas do passado. É também disposição na agenda. Muitos estão ocupados demais com os seus sonhos e conquistas profissionais, com seus projetos pessoais de vida, e não dispõem de tempo para se dedicar como deveriam a uma relação amorosa profunda, para um amor de qualidade.

 Alguém que planeje conosco o futuro. Alguém adequado para viver ao nosso lado um grande amor é alguém que tenha perspectiva de futuro, que não pense na relação como um acontecimento, mas como uma história, onde vários acontecimentos prosseguem por um longo e interminável período de tempo. Quem não planeja um futuro onde também estejamos, não é a pessoa ideal para nós. É claro que isso acontece após os dois terem certeza de que se amam e querem construir uma vida juntos.

 Alguém que nos aceite. Imagina que você conhece alguém que passará o tempo todo tentando lhe mudar. Nada nunca estará bom, ele sempre estará insatisfeito, e o que é pior: sempre irá lhe comparar com outras pessoas e elegê-las como um padrão de como você deveria ser. Que precisamos mudar sempre que necessário não restam dúvidas. Mas uma pessoa adequada para uma relação amorosa também é aquela que nos aceite como somos, com a nossa história de vida, a nossa condição física e emocional, as nossas dificuldades e limitações, os nossos dons e talentos, a nossa filosofia de vida e os nossos ideais. Existe aqui um parêntese: devemos lembrar que precisamos ser o que esperamos que o outro seja, assumindo em nós mesmos o padrão que queremos encontrar no outro. Não podemos desejar que nos aceitem se não estivermos dispostos a aceitar também o outro.

 Alguém que ame a nossa família. Já vi e ouvi histórias de mulheres que foram privadas por seus maridos do contato parcial ou total com os seus familiares, sendo proibidas de visitá-los ou recebê-los em casa. Numa situação mais amena, o marido não impede o contato, mas evita a aproximação ou não se dá bem com os familiares da esposa, o que inclui os seus filhos. Não gosta de alguns, briga com todos, vive se metendo em confusão. É claro que isso também pode partir da esposa, especialmente com relação à sogra. A pessoa adequada nos aceitará integralmente, por dentro, por fora e nos nossos relacionamentos familiares.

  

SEJA TAMBÉM A PESSOA ADEQUADA

 Você já percebeu que geralmente usamos o relacionamento amoroso como um espelho? Quando olhamos para o nosso relacionamento como um todo, queremos que ele reflita a nossa imagem, que ele tenha a nossa cara. Ou seja: que ele tenha a cor que pintamos, as formas que moldamos, o nosso jeito de ser e de fazer as coisas. Queremos que ele reflita os nossos ideais, supra as nossas necessidades, cumpra as nossas perspectivas, adéque-se aos nossos esquemas mentais, emocionais, físicos e sociais; desejamos enxergar realizados nele os nossos sonhos e projetos. E já que o relacionamento significa o envolvimento com outra pessoa, ela também se torna o espelho em que queremos enxergar a nossa imagem. Assim, projetamos sobre a pessoa amada todas as nossas expectativas sobre quem e o que ela deve ser e fazer. Ela deve refletir quem somos: nossos pensamentos, desejos, temperamento, comportamento e expectativas. Quando percebemos que a imagem está distorcida, ficamos frustrados, culpando o outro por não ter conseguido reproduzir a imagem que idealizamos para ele no relacionamento. Então começamos a nos questionar se aquela era realmente a pessoa certa para nós. Na verdade, ninguém nunca será enquanto agirmos dessa maneira.

 Quem deve decidir sobre a imagem certa? Não existe uma imagem certa, mas adequada, como já vimos no início deste capítulo. O eu e o tu devem se fundir para dar à luz ao nós; o meu e o seu precisam se unir para moldar o nosso. Se houver diálogo e consenso, ambos os artesãos poderão criar a imagem de um lindo cavalo com asas de águia, montado por seu cavaleiro, que fere um dragão com a sua espada. Pense a respeito dessas coisas antes de embarcar numa nova história. Não permita que o seu ego se imponha sobre a relação. Saiba do que abrir mão e de quando e como fazê-lo. Por isso é preciso repetir: tenha parâmetros e saiba o que está disposto a enfrentar. Existem imagens que cabem em todos os relacionamentos e devem ser admiradas e praticadas por todos: fé em Deus, amor, respeito, fidelidade, verdade, carinho, altruísmo, compreensão, humildade e perdão.

 

Mizael Xavier


Este estudo é um resumo do capítulo “A quem se entregar”, do livro NINGUÉM MORRE DE AMOR, de Mizael Xavier, à venda pela Amazon. Todos os direitos reservados.




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quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

QUE TIPO DE PESSOA BUSCAR OU ATRAIR PARA A SUA VIDA?

 



Anteriormente, vimos como fazer para não entrar numa fria ainda maior. Uma das formas de fazermos isso é utilizando parâmetros que nos ajudarão a definir que tipo de pessoa queremos para estar na nossa vida, para ser o nosso amor. E também para definir quem temos condições de amar e fazer feliz. Neste capítulo apresentarei uma lista de parâmetros justos como uma boa margem de segurança que podem lhe ajudar a se permitir amar e ser amado. Como “parâmetros justos” quero dizer que você não deve aceitar qualquer pessoa ou situação que possa lhe prejudicar, mas também que não deve exigir grau máximo de perfeição de ninguém. Além disso, você nunca poderá exigir aquilo que também não estiver disposto a dar. Como margem de segurança, refiro-me a buscar o melhor das pessoas, mas entendendo que elas, assim como você e eu, são falhas. Também significa, por exemplo, não se envolver com alguém agressivo, que possua um histórico de abusos em outros relacionamentos, caso você já tenha vivido essa situação – ou mesmo que não tenha vivido, claro.

  

Priorize os valores

             A pessoa ideal para uma relação amorosa sadia é aquela que possui valores morais e espirituais elevados. Esses valores refletirão o seu caráter e o seu pensamento com relação ao amor e ao relacionamento a dois. Esse pensamento definirá o comportamento da pessoa com relação a você e ao relacionamento amoroso (objetivos, papéis, responsabilidades, etc.). Os valores elevados e verdadeiramente sólidos estão na Bíblia. Eu costumo dizer: escolha para amar alguém que se tivesse que escolher entre você e Deus, escolheria Deus. O temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Pv 9:10), inclusive a sabedoria necessária para conduzir corretamente uma relação afetiva. Aquele que está em Cristo é nova criatura e produz os frutos do Espírito Santo, que tem o amor como fundamento, trazendo segurança ao casal. Alguém sem esses valores, não transmite segurança.

             Se você deseja ter ao seu lado alguém que queira viver uma linda história de amor com você, não busque uma pessoa que não tema a Deus e que se envolva com coisas erradas. Desenvolva em si mesmo os valores corretos e busque-os: justiça, honestidade, respeito, retidão, verdade, amor próprio, humildade, solidariedade, amor à família. Relacionar-se amorosamente com pessoas já comprometidas fere muitos desses valores. Alguém que não valoriza a família, que faz uso de substâncias que prejudicam a si mesmo e quem está à sua volta, que não respeita as leis de trânsito, que não se importa em fazer gato na energia ou na TV a cabo, que não honra os seus pais, que não gosta de trabalhar, que é desleal com os colegas e amigos, que não gosta de servir, que não se envolve em nada que beneficie a outros, também já indica que tipo de valores cultiva. Alguém assim será um bom marido ou esposa? Uma pessoa preocupada apenas em consumir e manter-se belo terá valor pelas coisas espirituais e emocionais? Se alguém não ama a si mesmo nem aos seus, o que fará por você?

  

Busque um parceiro

             Muitas pessoas se aproximam de nós com o desejo de se relacionar conosco, mas são poucas que desejam se tornar verdadeiras parceiras na relação. Amar implica em doação e partilha, em entrega e companheirismo, em dedicação e cuidado, em estar presente e fazer a diferença. Nós nos damos e também recebemos. Uma relação a dois é feita pelos dois, não apenas por um dos dois. Devemos desejar e buscar para a nossa vida alguém que seja parceiro em todas as horas: nas alegrias e nas tristezas, na responsabilidade pelo sucesso da relação, na solução dos problemas, nas atividades cotidianas, mesmo as mais chatas. Precisamos de alguém que seja positivo, que nos anime e nos impulsione, que nos incentive e aplauda as nossas conquistas ou nos console nas nossas derrotas. Mas também alguém sincero, capaz de nos corrigir quando errarmos e nos ajudar a acertar. Precisamos de alguém disposto a crescer ao nosso lado, a dar tudo de si, assim como daremos tudo de nós. Precisamos ser parceiros também.

 

Cuidado com os opostos

             Em se tratando de uma relação amorosa, a única verdade por detrás da falácia “os opostos de atraem” é a questão do gênero sexual: o homem é atraído pela mulher e vive-versa. Ainda assim, é totalmente errado falar em “sexo oposto”. O homem não é o oposto da mulher e nem a mulher é o oposto do homem. Aqueles que se opõem entre si jamais poderão caminhar juntos. Não somos o oposto um do outro, apenas carregamos um gênero sexual diferente. O oposto seria algo contrário a nós: nossa essência, nossa fé, nossa filosofia de vida, nossos sonhos, nossos gostos e preferências. Quanto mais uma pessoa é oposta a nós, maiores serão os problemas que enfrentaremos numa relação amorosa com ela. Se jamais encontraremos alguém que seja 100% parecido conosco, viver ao lado de quem é 100% diferente não fará bem para nenhum dos dois.

            Existem alguns opostos que podem ser relevados e que não influenciam negativamente no relacionamento, embora apresentem alguns desconfortos. Por exemplo: torcer por times de futebol diferentes e ainda por cima rivais. Muitos casais convivem bem com isso, mas como a esposa santista irá com o marido ao estádio numa final de campeonato contra o Corinthians? Ter uma filosofia político-partidária diferente e divergente também gera situações incômodas: um é de extrema-esquerda, outro de extrema-direita. Sempre haverá muitos atritos e discussões. A questão é: até que ponto o casal é capaz de conviver bem com os opostos e manter uma relação amigável? Um bebe e o outro odeia bebida; um fuma e o outro odeia cigarro; um só se realiza saindo todo final de semana para uma festa diferente, o outro é muito caseiro; um diz que o forró é a sua alma, o outro não consegue nem escutar o som de uma sanfona; um quer estudar e se formar, o outro não sai do baile funk; um é advogado de defesa, o outro é promotor; um não vive sem barulho, o outro é fã do silêncio.

            Não estamos falando de gostos diferentes, mas de gostos opostos. Nem sempre dará certo buscar algum tipo de equilíbrio ou concessão. Sustento a opinião – e você tem todo o direito de discordar – que devemos procurar para nos relacionar pessoas que compartilhem o máximo de pontos comuns conosco. Isso evita muitos atritos e transtornos desnecessários. Eu, por exemplo, abomino cigarro. Como poderei me casar com alguém que fuma e ter que conviver com o cheiro de cigarro pelo resto da minha vida? Se não sou uma pessoa da noite, como me darei bem com uma mulher que quer estar a cada final de semana num bar diferente curtindo forró? Se prezo pela moral e pelos bons costumes, como aceitarei do meu lado alguém que vive totalmente o contrário? Sentir-se atraído por alguém que detesta tudo o que gostamos e gosta de tudo o que detestamos é uma opção de cada um.

            Uma questão delicada é a religiosa. Desde o antigo povo hebreu, Deus proíbe que o seu povo se envolva maritalmente com pessoas de outras religiões, como vemos em Deuteronômio 7:3,4. Embora não pertençamos mais ao povo hebreu nem estejamos mais sujeitos à lei de Moisés, o princípio permanece: envolver-se amorosamente com alguém que não obedece à lei de Deus, aos seus princípios e, em alguns casos, é contrário a elas e ao próprio Deus. Este, claro, é um parágrafo para o leitor que professa uma fé em Deus, acima de tudo o cristão evangélico. Namorar pessoas de outras crenças é incoerente. Isso não significa intolerância religiosa, mas justamente de coerência. Como alguém crente em Cristo Jesus poderá se casar com uma pessoa praticante do candomblé? Ele quer ir ao culto, ela quer ir ao terreiro; ele serve a Jesus, ela serve a diversas entidades; ele invoca o Senhor nas suas orações, ela, bem ao lado, invoca algum exu; ele serve ao Deus único, ela mantém na sala imagens de diversos santos e entidades da sua religião. Quais as chances dessa relação dar certo? Como um cristão estará casado com um ateu?

            Além da questão religiosa, as diferenças sociais, culturais e intelectuais também podem atrapalhar bastante se forem opostas. Não estou afirmando que não devemos jamais dar oportunidade a alguém que é diferente de nós, mas que precisamos estar certos de que essas diferenças não nos trarão problemas, não envolverão o casal em conflitos diversos durante toda a sua vida juntos. Se estivermos dispostos a suportar tudo o que virá, a escolha é nossa. Questões de caráter e temperamento também são muito delicadas. Não podemos buscar para nos relacionar apenas pessoas que tenham o mesmo temperamento que nós, assim provavelmente morreríamos sós. Como já afirmei, nós nos completamos um no outro. Entretanto, se sou um indivíduo melancólico e aceito me relacionar com uma mulher de temperamento colérico, ou vice-versa, em alguns momentos a nossa relação não será fácil. Ou eu a desanimo, ou ela me enlouquece. Repetindo: não estamos falando de pessoas diferentes de nós, porque todas são, mas de pessoas em tudo – ou quase tudo – divergentes de quem somos e do que fazemos.

 

Mantenha a vigilância

             Infelizmente, vivemos em um mundo em que parece haver mais pessoas dispostas a nos fazer o mal ao invés do bem, a errar mais do que acertar, a enganar mais do que viver a verdade. Muito longe de ser uma visão pessimista da vida, essa constatação deve nos servir de alerta de que nem sempre o que reluz é ouro. Como já afirmei, se não podemos nos permitir cometer os mesmos erros que atrapalharam o nosso relacionamento passado, não é justo permitir que os outros cometam certos erros conosco. Não encontraremos pessoas perfeitas pelo caminho: se o novo amor não é insensível e irascível como o anterior, mas carinhoso e racional, pode ser que, por outro lado, ele seja ciumento e controlador. Ou não! A questão é que não devemos nos dar ao luxo de sofrer passivamente as mesmas dores, de aceitarmos abrir mão de novo do nosso amor próprio para sustentar uma pessoa egoísta e, assim, continuarmos mais uma vez infelizes. Isto serve, acima de tudo, para quem viveu uma relação abusiva. Abuso nunca mais!

            Já relatei sobre minha ex-noiva que morria de ciúmes da minha filha e não suportava bem a ideia de que eu passasse alguns finais de semana com meus filhos. Todo o meu tempo livre deveria ser devotado a ela. Esta é uma situação que não aceito mais viver. Precisamos saber o que estamos dispostos a aceitar e até onde temos condições de ir em um relacionamento amoroso. Assim, evitaremos a declaração descabida: “Quando você me conheceu, já sabia que eu era assim”. Ou seja, a pessoa reconhece que o que ela é está interferindo negativamente na relação, mas deixa bastante claro que não está disposta a mudar. Quem quiser, que aguente! Muitas vezes nos sujeitamos a certos desvios de caráter, temperamentos complicados, vícios e manias indesejáveis porque estamos apaixonados, porque temos esperança de que o tempo mude todas as coisas. Quando uma pessoa crente se casa com um descrente, acostumado aos bailes e bebedeiras da vida, tem esperança de que o seu amor e o amor de Deus farão a obra no devido tempo, e virá uma conversão, o que, creio eu, não acontece na maioria das vezes. O marido agressor segue agressor até o fim. A mulher adúltera prossegue adulterando.

            Não podemos negar as grandes conversões. Se Deus tem um plano na vida desta ou daquela pessoa, não importam o seu caráter, temperamento ou vícios, porque ela irá se converter. Deus pode operar milagres na vida de qualquer um que Ele queira, trazendo-o das trevas para a luz. A grande questão é que, apesar da nossa fé e da nossa confiança inabalável em Deus, não sabemos se a pessoa que escolhemos para amar foi escolhida por Deus para a salvação, se está em seus planos transformar a vida daquele pecador. Muitos morrem na incredulidade. Muitas mulheres sofrem violência doméstica até serem mortas a espera desse milagre. Mais uma vez: não se trata de buscar alguém perfeito, mas de fazer a leitura correta da situação, de saber com quem iremos nos relacionar para avaliar se teremos condições de suportar o que está por vir. Reconheço que não é uma tarefa fácil, acima de tudo porque muitos se revelam somente após o casamento. Mas nunca é tarde.

            O melhor que podemos fazer é orar, ter paciência e manter uma constante vigilância, mas sem nos tornar neuróticos. Alguns sinais visíveis podem nos ajudar a determinar o caráter e o comportamento de alguém. A presença ou a ausência de diálogo, de atenção, de carinho e de respeito falam bastante sobre uma pessoa. A sua maneira de lidar com as pessoas mais simples, se ríspido ou educado, pode nos dar um vislumbre de como lidará conosco.  O uso que ele faz do seu tempo livre, a forma como lida com as suas finanças, a maneira como trata os animais e o valor que dá à família também revelam muito do seu caráter. Acima de tudo, devemos observar como é o seu relacionamento com Deus, suas práticas espirituais, seu compromisso com o Evangelho e os valores da Palavra de Deus. Quem não se importa em desobedecer a Deus e desonrá-lo, provavelmente não dará atenção aos princípios éticos, morais e espirituais elevados de que um relacionamento saudável e duradouro necessita.

OBSERVAÇÃO: Este é um trecho do livro “Ninguém morre de amor”, de Mizael Xavier, à venda em formato e-book pela Amazon. Você pode adquiri-lo e ler todos os capítulos:

 

PARTE 1: SOBRE O AMOR E O AMAR
Verdades e mentiras sobre o amor
PARTE 2: ANTES QUE CHEGUE AO FIM
A arte de prevenir incêndios
PARTE 3: DO FIM À SUPERAÇÃO
Tudo acabou. E agora?
Encarando a realidade
Primeiro passo: reprograme-se
O caminho da cura
Atitudes que transformam
Aprendendo a lidar com os sentimentos
Revendo a nossa relação com o ex
Possibilidades
Superando uma relação abusiva
Da superação à continuidade
PARTE 4: DA SUPERAÇÃO AO NOVO AMOR
Os problemas de transição
É possível viver um novo amor
Empoderando-se para o amor
A quem se entregar?

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