terça-feira, 11 de outubro de 2016

A ORAÇÃO E AS BASES DE FÉ DA IGREJA DE CRISTO NO BRASIL



Aquilo que nós cremos a respeito de Deus e da sua Palavra influencia diretamente na nossa oração. Se a nossa oração não possuir fundamento bíblico, se não respeitar o padrão de Deus, não será ouvida. Então, para que nos animemos sabendo que Deus estará nos ouvindo e assim podermos ter esperança de sermos atendidos, precisamos pensar até que ponto estamos orando da maneira correta.

O que pode nos estimular mais, motivar, animar e alegrar quando oramos que saber que Deus está ouvindo as nossas orações?


Base 1: A inspiração divina e autoritativa da Bíblia
(2 Tm 3:16; Hb 4:12; 2 Pe 1:20,21)

Se a Bíblia é para nós a suprema autoridade em matéria de fé e de conduta prática, em que isso tem contribuído para estabelecer critérios à nossa vida de oração? Entendemos o que é a oração de acordo com a Palavra de Deus? Sabemos através da Bíblia que padrões de conduta devem acompanhar a vida daquele que se aproxima de Deus em oração? O que buscamos na Bíblia e que nos move a orar: a vontade de Deus para a nossa vida ou apenas as promessas?


Base 2: A fé em um único e trino Deus
(Jo 14:8-11; 1 Jo 5:5-8; Ef 4:4-6; 1 Tm 2:5)

Qual tem sido a nossa relação com esse Deus trino? Ele é apenas um papaizinho que nos pega nos braços e nos coloca no colo ou é também Senhor da nossa vida? Quando oramos desejamos mais absorver as bênçãos do Senhor ou submeter a nossa vida à sua autoridade? Temos mantido comunhão com seu Santo Espírito e frutificado?


Bases 3 e 4: A pecaminosidade humana e a redenção em Cristo
(Rm 3:9-23; 3:24; 8:1)

Se reconhecemos a nossa culpabilidade diante de Deus e a sua graça que nos salvou, como isso tem afetado o conteúdo da nossa oração? Agimos de forma arrogante exigindo de Deus uma resposta ou entendemos que nada merecemos e tudo só recebemos pela sua graça? Oramos pelos perdidos para que também venham a crer ou apenas pelos nossos interesses?


Bases 5, 11 e 13: A ressurreição de Cristo e a sua vinda gloriosa para levar a sua Igreja e julgar a humanidade
(Rm 4:25; 1 Ts 5:1-11; Ap 20:11-15)

Se cremos num reino celestial e na esperança eterna com a vinda do Senhor e a subida gloriosa da igreja, as nossas orações tem demonstrado o nosso anseio pelo céu ou a nossa preocupação com este mundo? Oramos clamando pela volta do Senhor? Os valores presentes na nossa oração são os valores do Reino de Deus ou os nossos próprios? Queremos que as demais coisas nos sejam acrescentadas, mas estamos buscando em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça?


Base 14: A vigência do exercício dos dons espirituais
At 1:8; 2:1-13; Rm 12:3-8; Ef 4:11-14;

Cremos na vigência dos dons espirituais. O que eles têm representado na nossa vida de oração? Oramos apenas para receber os dons de poder ou também clamamos que Deus nos cubra com o dom de servir, de misericórdia, de contribuir, de exortação, de ensino para servirmos a Deus através das pessoas e edificarmos o corpo de Cristo? Além dos dons, a nossa vida de oração manifesta o fruto do Espírito?


Conclusão


Como todas as coisas na nossa caminhada com Cristo, a nossa oração também deve refletir o seu caráter santo e justo, deve estar alicerçada sobre a sua Palavra, deve transcender o nosso eu e nos projetar na direção do próximo, não tendo em vista o que é propriamente nosso (Fp 2:4). Também quando oramos somos despenseiros da multiforme graça de Deus (1 Pe 4:10), proclamadores das suas virtudes (1 Pe 2:9), testemunhas do seu Evangelho (At 1:8). Ao orar, jamais devemos esquecer as palavras do nosso Senhor Jesus Cristo: “Mais bem-aventurado é dar do que receber” (At 20:35). Como as nossas orações têm chegado diante de Deus, como muitos “eu” ou com muitos “nós”? Com muitos “meu” ou com muitos “nossos”? Pense sempre nessas coisas antes de orar.


MIZAEL DE SOUZA XAVIER


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